Férias.
Momento para relaxar, curtir, liberar e esquecer o stress do
ano inteiro - ou não. Ia ir para Punta del este com meu pai,
a namorada e meu namorado e eu. Meu pai estava com um
crescimento no pescoço e no fim teve que fazer uma biopsia e
mesmo não sendo câncer ainda parece ser algo que ele vai ter
que cuidar. Como não é sobre esse assunto que quero falar
(longe de mim insinuar que ele não tenha relevância).
Mudança de planos. Perguntinha básica, da onde sequer saiu
esse segundo plano de ir para o Rio ? Quem é essa amiga que
chamou ele. Obviamente segundo ele, ela na verdade "nos"
chamou, mas sinceramente não acredito muito.
Aliás a ultima coisa que tenho conseguido é acreditar.
Ele me passa a impressão de "escorregadio". Sempre tudo
parece que está acontecendo em cima de um sabonete.
Não quero nem perguntar algumas coisas porque sei que as respostas
vão ser insatisfatórias. A pergunta que não sai da minha cabeça
é a seguinte : Até onde é uma "fase" e até onde apenas é quem
ele é ? E se for realmente que ele é, até onde eu posso,
consigo e quero lidar com isso ? Complicado.
Vamos viajar juntos agora no final do ano, vamos ver como vai ser.
Boas férias.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ah as férias
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Crise
Olhei para o meu teclado e percebi que estava molhado.
Nem tinha sentido as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
O que está acontecendo ?
Não consigo entender, busco nas coisas dela a resposta
do que ele poderia ter visto nela. Busco mensagens ocultas
dela para ele no meio desse horror que aconteceu.
Tudo que aconteceu com ela era para ser nosso,
era para ser nosso filho. Nossa história, nossas alegrias.
Tudo se transformou em morte, amor carnal, sexo, gozo,
medo, dor, arrependimento e fracasso. Como ele pode
fazer isso comigo ? Como ele pode fazer isso com ele
mesmo ? Sinto minhas lágrimas querendo vir, sinto o
peito dolorido e não consigo segurar, elas escorrem.
As lágrimas chegam molhando novamente meu teclado,
só que agora percebidas, sentidas, vividas.
Eu fui adotada, fui adotada porque meu pai não foi
um lixo que nem ele. Porque meu pai não foi um bosta
irresponsável que nem ele. Não foi um merda que na hora
de enfiar o pinto fétido dele na minha mãe usou como
desculpa a bebida. Desculpa para algo tão irresponsável
como gerar uma vida. Eu existo porque meu pai foi homem.
Sim estávamos separados, e nas outras vezes não tive
ninguém. Essa vez tive - cansei de esperar por algo
que não saberia se vinha. A "única" diferença foi que
não chegamos perto a qualquer coisa que representasse
uma família, bem ou mal - uma família. Uma ligação
eterna que deveria ser criada por amor e não por uma
luxuria momentânea. Será que é isso que família
representa para ele ? Corpos epilépticos que geram um
ser ao acaso ? Que importância tem tudo isso para ele ?
É nessa base que quero construir a minha vida ? Em cima
de alguém que não teve responsabilidade o suficiente de
se portar como homem ? O bom senso e responsabilidade de
cuidar de sí mesmo ? Esse vai ser o meu marido ? O pai
dos meus filhos? Um homem que diz ter feito algo tão
sério por estar desorientado pelo álcool ?
E quem decidiu beber ? Quem ingeriu o álcool ? Quem
tirou a roupa e penetrou na mulher ? O álcool ou ele ?
Que respeito ele tem pela história dele ? Pela minha
história ? Por mim ?! Quando disse que pensou em mim
quando aquela mulher ficou grávida fiquei com vontade
de vomitar. MENTIRA !!! MENTIRA !!! MENTIRA !!!
Não foi em mim que pensou quando a penetrou gozando
dentro do seu corpo em êxtase. Não foi no fato do
que representa uma VIDA no que ele pensou, não foi no
fato de que ele também ser adotado da mesma forma que
eu, e que isso que nos unia tanto hoje está nos
separando. Ele NUNCA pensou em mim. Pensou apenas nele.
Sempre achei que tínhamos uma ligação especial,
que certas coisas eram apenas nossas. Para descobrir
que ele compartilhou nossas intimidades com tanta gente.
Que pretendeu levar outras mulheres aonde fizemos
nossa história. Sempre achei que tínhamos algo especial.
Sou apenas mais uma. Que tenho diferente dessas ?
Que lugar temos apenas nosso ? A casa dele, a cama dele
a família dele, todos passaram por essas mulheres.
Que diferença tenho eu delas ? Nenhuma.
Ontem tínhamos tantos planos, hoje já não sei mais
aonde estou, quem eu sou e o que eu quero.
Sim, eu amo ele. Mas não sei mais se "apenas"
isso é suficiente. Fui chorar no banheiro, tirei uma
foto.Mandei para ele na esperança que ele me ajude
a ver algo que nesse momento não consigo enxergar
- o futuro.
Nem tinha sentido as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
O que está acontecendo ?
Não consigo entender, busco nas coisas dela a resposta
do que ele poderia ter visto nela. Busco mensagens ocultas
dela para ele no meio desse horror que aconteceu.
Tudo que aconteceu com ela era para ser nosso,
era para ser nosso filho. Nossa história, nossas alegrias.
Tudo se transformou em morte, amor carnal, sexo, gozo,
medo, dor, arrependimento e fracasso. Como ele pode
fazer isso comigo ? Como ele pode fazer isso com ele
mesmo ? Sinto minhas lágrimas querendo vir, sinto o
peito dolorido e não consigo segurar, elas escorrem.
As lágrimas chegam molhando novamente meu teclado,
só que agora percebidas, sentidas, vividas.
Eu fui adotada, fui adotada porque meu pai não foi
um lixo que nem ele. Porque meu pai não foi um bosta
irresponsável que nem ele. Não foi um merda que na hora
de enfiar o pinto fétido dele na minha mãe usou como
desculpa a bebida. Desculpa para algo tão irresponsável
como gerar uma vida. Eu existo porque meu pai foi homem.
Sim estávamos separados, e nas outras vezes não tive
ninguém. Essa vez tive - cansei de esperar por algo
que não saberia se vinha. A "única" diferença foi que
não chegamos perto a qualquer coisa que representasse
uma família, bem ou mal - uma família. Uma ligação
eterna que deveria ser criada por amor e não por uma
luxuria momentânea. Será que é isso que família
representa para ele ? Corpos epilépticos que geram um
ser ao acaso ? Que importância tem tudo isso para ele ?
É nessa base que quero construir a minha vida ? Em cima
de alguém que não teve responsabilidade o suficiente de
se portar como homem ? O bom senso e responsabilidade de
cuidar de sí mesmo ? Esse vai ser o meu marido ? O pai
dos meus filhos? Um homem que diz ter feito algo tão
sério por estar desorientado pelo álcool ?
E quem decidiu beber ? Quem ingeriu o álcool ? Quem
tirou a roupa e penetrou na mulher ? O álcool ou ele ?
Que respeito ele tem pela história dele ? Pela minha
história ? Por mim ?! Quando disse que pensou em mim
quando aquela mulher ficou grávida fiquei com vontade
de vomitar. MENTIRA !!! MENTIRA !!! MENTIRA !!!
Não foi em mim que pensou quando a penetrou gozando
dentro do seu corpo em êxtase. Não foi no fato do
que representa uma VIDA no que ele pensou, não foi no
fato de que ele também ser adotado da mesma forma que
eu, e que isso que nos unia tanto hoje está nos
separando. Ele NUNCA pensou em mim. Pensou apenas nele.
Sempre achei que tínhamos uma ligação especial,
que certas coisas eram apenas nossas. Para descobrir
que ele compartilhou nossas intimidades com tanta gente.
Que pretendeu levar outras mulheres aonde fizemos
nossa história. Sempre achei que tínhamos algo especial.
Sou apenas mais uma. Que tenho diferente dessas ?
Que lugar temos apenas nosso ? A casa dele, a cama dele
a família dele, todos passaram por essas mulheres.
Que diferença tenho eu delas ? Nenhuma.
Ontem tínhamos tantos planos, hoje já não sei mais
aonde estou, quem eu sou e o que eu quero.
Sim, eu amo ele. Mas não sei mais se "apenas"
isso é suficiente. Fui chorar no banheiro, tirei uma
foto.Mandei para ele na esperança que ele me ajude
a ver algo que nesse momento não consigo enxergar
- o futuro.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ficando fora do fogo
Confusa, perdida, desorientada.
É assim que me sinto. Sei que todos tem as suas verdades.
Sua forma de pensar, seus conceitos e nem sempre são iguais.
Concordo e respeito. Mas estou com dificuldade de aceitar.
Admiro pessoas que tem compreensão e compaixão por estupradores,
assaltantes, assassinos. Realmente admiro. Principalmente se
parte da família, parentes e amigos envolvidos na tragédia.
Tragédia.
Fato isolado que gera mudança na rotina, nos conceitos e na
forma de enxergar uma verdade. Veja bem - não estou me colocando
em papel de santa, de iluminada, de ser elevado ou qualquer
coisa que chegue próxima disso. Fiz coisas erradas, tive minhas
irresposabilidades e momentos quais não me orgulho. Se sei tudo
isso, por que estou tendo tanta dificuldade em aceita a mesma
coisa do outro ? Ando pensando muito nisso, será que na verdade
nunca me desculpei ? No profundo e sincero sentido da palavra ?
Pesos e medidas.
Posso comparar o roubo de alguém a uma padaria buscando comida
a um ladrão de carros ou de banco ? A base é a mesma, concordo.
Mas e a consequência do ato ? O que mobilizou esse ato ? O que
cada fato representa do seu autor. Ambos estão errados, porém
alguém que rouba uma padaria por necessidade de alimento
provavelmente está passando mais dificuldade do que uma pessoa
que por ganância decide roubar um banco ou um carro. Até onde
isso é ser falsa moralista ? Tantas perguntas, tantas questões.
Gostaria muito de conseguir colocar de uma forma
mais clara na minha massa cinzenta tudo que está acontecendo.
Principalmente porque envolve uma pessoa muito, mas muito
importante e querida por mim. E os exemplos de roubo,são apenas
metafóricos e as vezes me pego pensando que gostaria que não
fossem.
É assim que me sinto. Sei que todos tem as suas verdades.
Sua forma de pensar, seus conceitos e nem sempre são iguais.
Concordo e respeito. Mas estou com dificuldade de aceitar.
Admiro pessoas que tem compreensão e compaixão por estupradores,
assaltantes, assassinos. Realmente admiro. Principalmente se
parte da família, parentes e amigos envolvidos na tragédia.
Tragédia.
Fato isolado que gera mudança na rotina, nos conceitos e na
forma de enxergar uma verdade. Veja bem - não estou me colocando
em papel de santa, de iluminada, de ser elevado ou qualquer
coisa que chegue próxima disso. Fiz coisas erradas, tive minhas
irresposabilidades e momentos quais não me orgulho. Se sei tudo
isso, por que estou tendo tanta dificuldade em aceita a mesma
coisa do outro ? Ando pensando muito nisso, será que na verdade
nunca me desculpei ? No profundo e sincero sentido da palavra ?
Pesos e medidas.
Posso comparar o roubo de alguém a uma padaria buscando comida
a um ladrão de carros ou de banco ? A base é a mesma, concordo.
Mas e a consequência do ato ? O que mobilizou esse ato ? O que
cada fato representa do seu autor. Ambos estão errados, porém
alguém que rouba uma padaria por necessidade de alimento
provavelmente está passando mais dificuldade do que uma pessoa
que por ganância decide roubar um banco ou um carro. Até onde
isso é ser falsa moralista ? Tantas perguntas, tantas questões.
Gostaria muito de conseguir colocar de uma forma
mais clara na minha massa cinzenta tudo que está acontecendo.
Principalmente porque envolve uma pessoa muito, mas muito
importante e querida por mim. E os exemplos de roubo,são apenas
metafóricos e as vezes me pego pensando que gostaria que não
fossem.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Pesamentos da madrugada
Pensamentos da madrugada :
Sim, eu repito as coisas -
porque com você gosto de compartilhar.
Sim, sou insegura as vezes -
porque sei que ao teu lado posso me reafirmar.
Sim, sinto as coisas no âmago -
porque para você removi minhas defesas.
Sim, as vezes sou dura -
porque minha dureza tem base no amor.
As coisas inseguras do meu âmago endurecido quero compartilhar.
Repito ao seu lado minhas verdades baseadas no amor.
Compartilhadas por amor. Verdades indefesas e endurecidas
no meu âmago indefeso.
Sim, eu repito as coisas -
porque com você gosto de compartilhar.
Sim, sou insegura as vezes -
porque sei que ao teu lado posso me reafirmar.
Sim, sinto as coisas no âmago -
porque para você removi minhas defesas.
Sim, as vezes sou dura -
porque minha dureza tem base no amor.
As coisas inseguras do meu âmago endurecido quero compartilhar.
Repito ao seu lado minhas verdades baseadas no amor.
Compartilhadas por amor. Verdades indefesas e endurecidas
no meu âmago indefeso.
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verdades
Dar o peixe não é o mesmo que ensinar a pescar.
Eu não sou paciente.
Realmente não sou, assumo. Quando acredito em algo defendo
a ferro e fogo e não só isso, defendo calorosamente as vezes
inclusive tendo dificuldade de aceitar pensamento do o outro.
Bom não era. Não como sou hoje, não como sou com ele.
O amor transforma as pessoas, e digo com conhecimento de causa.
Percebi isso em mim e nele também. Afinal depois de uma separação
e uma inevitável vontade de voltar aos braços um do outro faz
repensar muitas coisas, inclusive se não vale a pena ter mais
paciência. E eu tenho. Além de ter quero sempre ter, gostaria
de sempre ter, espero sempre conseguir ter.
Agora algo que não entra na minha cabeça, simplesmente não entra
e a dificuldade de associação dele. As situações mudam mas as
bases são as mesmas do que já conversamos. Por exemplo ele me
diz que não gostou um dia que cheguei meia noite na casa dele.
Ok, tem todo o direito só que tem um pequeno porém, inúmeras
vezes ele chegou esse horário para mais tarde na minha casa.
Ele não gosta mas pode fazer ? Como funciona isso ? A resposta
é extremamente clara - não funciona -.
Ontem aconteceu o seguinte, ele saiu do trabalho me ligou uma vez.
Estava em outro andar da casa e não escutei, assim que vi a ligação
dele retornei - em média depois de uma meia hora. Retornei, escutei
um violão no fundo, perguntei aonde estava e ele respondeu:
- "Na festa do (...)". Vamos esclarecer algumas coisas, esse (...)
é amigo da ex namorada dele, que não quero entrar no mérito.
Depois de me falar que estava na casa do (...) em nenhum momento
ele me chamou para ir, ou cogitou a opção de ir lá encontrar ele.
Mandei um email para ele pontuando o que a atitude dele me fez sentir
e que realmente esperava que a ex namorada ele não estivesse lá.
Comentando que ligar apenas 1x não demonstra tanto interesse ou
questão da minha companhia. Que tinha paciência com ele pois
imaginava que ele pensava e refletia seus atos. Só que as vezes
realmente sentia que pensava apenas nele. Que os atos e atitudes
sempre geram algo no outro. Desejando um ótimo final de semana que
ele mostrou as prioridades dele e que ia buscar as minhas.
Está fora da realidade dos fatos ?! Nem um pouco.
Inúmeras vezes conversamos e falei para ele parar um pouco e se
colocar no lugar do outro. Conversei e mostrei o outro lado,
colocando ele nos sapatos do outro, fazendo ele pensar como ele se
sentiria estando na situação do outro. E depois de aparente reflexão
ele pareceu entender. Pô, então por que não faz quando acontecem
essas situações ?! Se fosse com ele tenho certeza - a mais absoluta
certeza - que ele ia se sentir da mesma forma se não pior que eu.
Que a compreensão e paciência dele ia ser infinitamente menor.
Depois não entende o porque de dizer que as vezes parece que ele
pensa apenas em sí mesmo. Me remete aquela frase:- Tudo que dão
para mim é pouco mas o que dou para os outros sempre é muito.
A atenção e paciência que ele recebe parece sempre ser pouca, mas a
que ele está disposta a dar sempre dá impressão que como se o que
estivesse fazendo é demais, e algo extraordinário, sobre humano -
sendo que o que está fazendo é o mesmo que está recebendo.
Parece ser demais porque ele não a usa em outras situações, não faz
a associação da base do pensamento. Da base de pensar no outro para
poder se colocar de uma forma mais justa. Tenho muita paciência com
ele mas quando se está ensinando a pescar e o outro parece apenas
querer o peixe, a coisa pronta e não o aprendizado, passa a ser
um pouco cansativo.
Realmente não sou, assumo. Quando acredito em algo defendo
a ferro e fogo e não só isso, defendo calorosamente as vezes
inclusive tendo dificuldade de aceitar pensamento do o outro.
Bom não era. Não como sou hoje, não como sou com ele.
O amor transforma as pessoas, e digo com conhecimento de causa.
Percebi isso em mim e nele também. Afinal depois de uma separação
e uma inevitável vontade de voltar aos braços um do outro faz
repensar muitas coisas, inclusive se não vale a pena ter mais
paciência. E eu tenho. Além de ter quero sempre ter, gostaria
de sempre ter, espero sempre conseguir ter.
Agora algo que não entra na minha cabeça, simplesmente não entra
e a dificuldade de associação dele. As situações mudam mas as
bases são as mesmas do que já conversamos. Por exemplo ele me
diz que não gostou um dia que cheguei meia noite na casa dele.
Ok, tem todo o direito só que tem um pequeno porém, inúmeras
vezes ele chegou esse horário para mais tarde na minha casa.
Ele não gosta mas pode fazer ? Como funciona isso ? A resposta
é extremamente clara - não funciona -.
Ontem aconteceu o seguinte, ele saiu do trabalho me ligou uma vez.
Estava em outro andar da casa e não escutei, assim que vi a ligação
dele retornei - em média depois de uma meia hora. Retornei, escutei
um violão no fundo, perguntei aonde estava e ele respondeu:
- "Na festa do (...)". Vamos esclarecer algumas coisas, esse (...)
é amigo da ex namorada dele, que não quero entrar no mérito.
Depois de me falar que estava na casa do (...) em nenhum momento
ele me chamou para ir, ou cogitou a opção de ir lá encontrar ele.
Mandei um email para ele pontuando o que a atitude dele me fez sentir
e que realmente esperava que a ex namorada ele não estivesse lá.
Comentando que ligar apenas 1x não demonstra tanto interesse ou
questão da minha companhia. Que tinha paciência com ele pois
imaginava que ele pensava e refletia seus atos. Só que as vezes
realmente sentia que pensava apenas nele. Que os atos e atitudes
sempre geram algo no outro. Desejando um ótimo final de semana que
ele mostrou as prioridades dele e que ia buscar as minhas.
Está fora da realidade dos fatos ?! Nem um pouco.
Inúmeras vezes conversamos e falei para ele parar um pouco e se
colocar no lugar do outro. Conversei e mostrei o outro lado,
colocando ele nos sapatos do outro, fazendo ele pensar como ele se
sentiria estando na situação do outro. E depois de aparente reflexão
ele pareceu entender. Pô, então por que não faz quando acontecem
essas situações ?! Se fosse com ele tenho certeza - a mais absoluta
certeza - que ele ia se sentir da mesma forma se não pior que eu.
Que a compreensão e paciência dele ia ser infinitamente menor.
Depois não entende o porque de dizer que as vezes parece que ele
pensa apenas em sí mesmo. Me remete aquela frase:- Tudo que dão
para mim é pouco mas o que dou para os outros sempre é muito.
A atenção e paciência que ele recebe parece sempre ser pouca, mas a
que ele está disposta a dar sempre dá impressão que como se o que
estivesse fazendo é demais, e algo extraordinário, sobre humano -
sendo que o que está fazendo é o mesmo que está recebendo.
Parece ser demais porque ele não a usa em outras situações, não faz
a associação da base do pensamento. Da base de pensar no outro para
poder se colocar de uma forma mais justa. Tenho muita paciência com
ele mas quando se está ensinando a pescar e o outro parece apenas
querer o peixe, a coisa pronta e não o aprendizado, passa a ser
um pouco cansativo.
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aprender a pescar,
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cobrar,
dar pouco,
receber muito,
reflexão,
se colocar no lugar do outro
sábado, 11 de dezembro de 2010
Trata ao outro como gostaria de ser tratado
É algo muito simples na verdade.
Se eu for carinhosa a outra pessoa também será.
Se eu for mal educada receberei o mesmo tratamento.
Se eu for cordial inevitavelmente receberei cordialidade.
Se eu for um babaca a primeira vez pode ser relevada.
Se eu for uma pessoa que demonstra descaso podem achar
que seja pela minha forma distraída de ser.
Até que se cansem e eu receba tudo o que fiz com a devida
coreção e juros. Afinal a vida é um eco se não gosta o que
está recebendo tente prestar mais atenção no que está emitindo.
O sentimento que trago arraigado no meu ser hoje é de que tem
pessoas que não importa o que você se doe, tenha paciência,
carinho, respeito continuam focadas no seu bel prazer e circunferência
umblical achando que o sol nasce e morre em volta do seu umbigo.
Que tudo que recebem é pouco e tudo que dão é demais.
Pois bem o sol não vai parar de nascer por você.
A probabilidade do sol nascer mais bonito e acalententador se aprender
a sair da esfera egoísta e egocentrica do seu pequeno mundo umblical
que anda besuntado e envolto nos teus conceitos duvidosos e morais
deturpadas. Qual vive acreditando que as tuas atitudes sempre serão
aceitáveis ou pior ainda perdoáveis mas as ver o outro fazer a mesma
taxar como errônea e achar que a tua dor ou insatisfação é mais
válida que a do outro só vai fazer com que se distancie mais ainda de
qualquer ser humano que tenha o mínimo de respeito por sí mesmo
e saiba que não existe vida coerente com dois pesoas e duas medidas.
Relevar e aguardar o aprendizado é uma coisa. Aceitar como verdade
absoluta a tua negação de se colocar no lugar do outro é imporvável.
Para aceitar ser abarcado pelo mundo verdadeiro tem que deixar de
acreditar que o seu é melhor. Afinal, pode até ser mas com certeza
é um lugar com espaço para apenas uma pessoa.
Se eu for carinhosa a outra pessoa também será.
Se eu for mal educada receberei o mesmo tratamento.
Se eu for cordial inevitavelmente receberei cordialidade.
Se eu for um babaca a primeira vez pode ser relevada.
Se eu for uma pessoa que demonstra descaso podem achar
que seja pela minha forma distraída de ser.
Até que se cansem e eu receba tudo o que fiz com a devida
coreção e juros. Afinal a vida é um eco se não gosta o que
está recebendo tente prestar mais atenção no que está emitindo.
O sentimento que trago arraigado no meu ser hoje é de que tem
pessoas que não importa o que você se doe, tenha paciência,
carinho, respeito continuam focadas no seu bel prazer e circunferência
umblical achando que o sol nasce e morre em volta do seu umbigo.
Que tudo que recebem é pouco e tudo que dão é demais.
Pois bem o sol não vai parar de nascer por você.
A probabilidade do sol nascer mais bonito e acalententador se aprender
a sair da esfera egoísta e egocentrica do seu pequeno mundo umblical
que anda besuntado e envolto nos teus conceitos duvidosos e morais
deturpadas. Qual vive acreditando que as tuas atitudes sempre serão
aceitáveis ou pior ainda perdoáveis mas as ver o outro fazer a mesma
taxar como errônea e achar que a tua dor ou insatisfação é mais
válida que a do outro só vai fazer com que se distancie mais ainda de
qualquer ser humano que tenha o mínimo de respeito por sí mesmo
e saiba que não existe vida coerente com dois pesoas e duas medidas.
Relevar e aguardar o aprendizado é uma coisa. Aceitar como verdade
absoluta a tua negação de se colocar no lugar do outro é imporvável.
Para aceitar ser abarcado pelo mundo verdadeiro tem que deixar de
acreditar que o seu é melhor. Afinal, pode até ser mas com certeza
é um lugar com espaço para apenas uma pessoa.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mau humor ? Não, apenas dor
Acredito que todas as pessoas alguma vez na vida já se queimaram.
O dedo, a perna, algum lugar. Então todos devem se lembrar o
quão chata é aquela dor irritante que fica pulsando e latejando.
Agora imagina lá. Sim, exatamente aonde pensou. Lá ... lá mesmo.
Adicione uma pitada de fricção (que naturalmente ocorre desde que
Eva saiu do Éden - pois lá apenas usava uma folha de bananeira
para tampar seu sexo). E para finalizar o calor que vem fazendo.
Receita perfeita para o pior mau humor do mundo.
Após meu caloroso encontro com a nova visitante dos meus países
baixos, constatamos - ela por ser médica, e eu por sentir a dor,
que eu estava quei-ma-da. Visualizando nesse momento alguém
sentando em cima de uma fogueira (ui! pois é, isso que estou
passando). Eu fico chatérrima com dor de cabeça, imagine só com
uma queimadura desbravando e descampando a parte sul do meu ser.
DOR. Muita dor.
Incomodo diário, 24 hrs por dia sem dar trégua. E como a maioria
dos brasileiros rumo ao sedentarismo exportado dos Estados Unidos,
trabalho sentada. Nova visualização - pular uma fogueira, se
queimar inteira e depois sentar na praia. Tirando a parte da praia,
é quase a mesma coisa. Me remete a quando era criança e para causar
aflição brincávamos de falar um ao outro escorregar em um
escorregador de gilete e cair no vinagre. A pequena diferença é
que ninguém está me dando exemplos desse porte e a aflição e
desconforto não está no campo da imaginação.
Por mais que as pessoas que convivam comigo jamais assumiriam,
acredito piamente estar lidando relativamente bem com o ocorrido.
Estou mau humorada ? Com certeza. Mais ranzinza que o normal ?
Absolutamente. Porém dentro do que estou vivendo poderia ser
dignificada como santa pois tenho certeza que qualquer um que tivesse
vivendo isso estaria igual ou pior no quesito bom humor perante os
reveses da nossa gloriosa existência terrena.
O dedo, a perna, algum lugar. Então todos devem se lembrar o
quão chata é aquela dor irritante que fica pulsando e latejando.
Agora imagina lá. Sim, exatamente aonde pensou. Lá ... lá mesmo.
Adicione uma pitada de fricção (que naturalmente ocorre desde que
Eva saiu do Éden - pois lá apenas usava uma folha de bananeira
para tampar seu sexo). E para finalizar o calor que vem fazendo.
Receita perfeita para o pior mau humor do mundo.
Após meu caloroso encontro com a nova visitante dos meus países
baixos, constatamos - ela por ser médica, e eu por sentir a dor,
que eu estava quei-ma-da. Visualizando nesse momento alguém
sentando em cima de uma fogueira (ui! pois é, isso que estou
passando). Eu fico chatérrima com dor de cabeça, imagine só com
uma queimadura desbravando e descampando a parte sul do meu ser.
DOR. Muita dor.
Incomodo diário, 24 hrs por dia sem dar trégua. E como a maioria
dos brasileiros rumo ao sedentarismo exportado dos Estados Unidos,
trabalho sentada. Nova visualização - pular uma fogueira, se
queimar inteira e depois sentar na praia. Tirando a parte da praia,
é quase a mesma coisa. Me remete a quando era criança e para causar
aflição brincávamos de falar um ao outro escorregar em um
escorregador de gilete e cair no vinagre. A pequena diferença é
que ninguém está me dando exemplos desse porte e a aflição e
desconforto não está no campo da imaginação.
Por mais que as pessoas que convivam comigo jamais assumiriam,
acredito piamente estar lidando relativamente bem com o ocorrido.
Estou mau humorada ? Com certeza. Mais ranzinza que o normal ?
Absolutamente. Porém dentro do que estou vivendo poderia ser
dignificada como santa pois tenho certeza que qualquer um que tivesse
vivendo isso estaria igual ou pior no quesito bom humor perante os
reveses da nossa gloriosa existência terrena.
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ginecologista,
Mau humor,
queimadura,
revés,
sedentarismo
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Boo hoo
Eu adoro meu namorado, realmente adoro.
Ele é meu parceiro a três anos, passamos por
inúmeras coisas juntos, contamos segredos um para o outros
cujo seres humanos poderiam passar uma vida inteira ocultando.
Mas fracamente, que chatice que andam meus textos.
Muda o disco, que tédio. Não que deva ou queira deixar o assunto
de lado porém não pecisa ser o epicentro. Por exemplo hoje vou
a uma nova ginecologista. Ele tem a ver também com o assunto mas
não precisa novamente, e novamente, e novamente ser o foco.
Gine - colo - gia (sic).
Fiquei ao menos quinze minutos escolhendo minha
langerie. Preta ? Branca ? Com renda ? Sem renda ? Se for com renda
fica muito sexy.Se for sem renda muito básico. Calçinha com desenho
vai parecer muito infantil ? Afinal é um encontro ou é uma consulta
médica ? Uma consulta médica. Mas vou tirar a roupa e ficar nua -
então seria uma encontro ? Nova médica e me sinto como se estivesse
a caminho de perder a minha virginidade.
Não existe nada mais falso do que a cara de normalidade que nós
mulheres fazemos durantes um exame ginecologico. Enfiarem um
espéculo dentro da sua vágina não lubrificada não é a sensação mais
agradável do mundo. Estar com as pernas apoiadas em dois apoios de
metal iguais aos que apoiamos a mão para tirar sangue dificilmente
é a posição dos sonhos de qualquer mulher. E uma pessoa
desconhecida com luvas e a cabeça no meio das tuas pernas tentando
agir com a naturalidade de uma amiga no shopping porém focada no
assunto da cor, textura e odor, dos seus lábios vaginas me remete
a uma proximidade do que poderia chamar de deprimente. Vou na minha
antiga ginecologista a ao menos 6 anos por bem ou mal já tinhamos
uma "intimidade". Pelo visto ela tem a mesma intimidade com muitas
mulheres pois estava agendanda até janeiro. Deve ser porque ela diz
coisas doces ao inserir aquele desagradavel objeto dentro de você.
Brincadeira a parte o consultorio dela tenta ao máximo remeter a
uma casa acolhedora. Quase nada lembra que se está dentro de uma
clínica esperando para ter a sua florzinha agraciada por uma médica.
Sim, concordo que ela vê isso todo dia, mas não a minha né ?
Ele é meu parceiro a três anos, passamos por
inúmeras coisas juntos, contamos segredos um para o outros
cujo seres humanos poderiam passar uma vida inteira ocultando.
Mas fracamente, que chatice que andam meus textos.
Muda o disco, que tédio. Não que deva ou queira deixar o assunto
de lado porém não pecisa ser o epicentro. Por exemplo hoje vou
a uma nova ginecologista. Ele tem a ver também com o assunto mas
não precisa novamente, e novamente, e novamente ser o foco.
Gine - colo - gia (sic).
Fiquei ao menos quinze minutos escolhendo minha
langerie. Preta ? Branca ? Com renda ? Sem renda ? Se for com renda
fica muito sexy.Se for sem renda muito básico. Calçinha com desenho
vai parecer muito infantil ? Afinal é um encontro ou é uma consulta
médica ? Uma consulta médica. Mas vou tirar a roupa e ficar nua -
então seria uma encontro ? Nova médica e me sinto como se estivesse
a caminho de perder a minha virginidade.
Não existe nada mais falso do que a cara de normalidade que nós
mulheres fazemos durantes um exame ginecologico. Enfiarem um
espéculo dentro da sua vágina não lubrificada não é a sensação mais
agradável do mundo. Estar com as pernas apoiadas em dois apoios de
metal iguais aos que apoiamos a mão para tirar sangue dificilmente
é a posição dos sonhos de qualquer mulher. E uma pessoa
desconhecida com luvas e a cabeça no meio das tuas pernas tentando
agir com a naturalidade de uma amiga no shopping porém focada no
assunto da cor, textura e odor, dos seus lábios vaginas me remete
a uma proximidade do que poderia chamar de deprimente. Vou na minha
antiga ginecologista a ao menos 6 anos por bem ou mal já tinhamos
uma "intimidade". Pelo visto ela tem a mesma intimidade com muitas
mulheres pois estava agendanda até janeiro. Deve ser porque ela diz
coisas doces ao inserir aquele desagradavel objeto dentro de você.
Brincadeira a parte o consultorio dela tenta ao máximo remeter a
uma casa acolhedora. Quase nada lembra que se está dentro de uma
clínica esperando para ter a sua florzinha agraciada por uma médica.
Sim, concordo que ela vê isso todo dia, mas não a minha né ?
Chatice
Me pergunto será que estou ficando chata ?
Ou será que sempre fui chata ?
Tem certas coisas que não entendo. E o que não entendo
me causa uma certa irritação.
Se eu mesma me proponho a fazer algo o que poderia me
levar a simplesmente esquecer ou deixar de fazer ?
Ainda mais se essa atitude pode deixar alguém esperando ?
Quer dizer vamos acordar para vida.
Combinar de ligar, e deixar de fazer. Que coisa mais esdrúxula.
De ligar, responder um email - toda e qualquer forma de
comunicação que não seja um monologo. E não estou falando de
alguém que você conheceu no dia anterior ou uma pessoa que esteja
tentando se livrar. A não ser que essa seja uma atitude proposital
para causar irritação alheia o que nesse caso a missão está sendo
cumprida. Aliás, por melhor dizer extremamente bem cumprida.
A verdade é que acha uma baita babaquice fazer coisas que
deixem o outro esperando - seja uma resposta, um retorno
ou apenas que cumpra com a atitude que se propôs.
E tudo isso para que ? Causar um desconforto desnecessário ?
Afinal ninguém gosta de ser deixa esperando, ficar pendente do
outro ou simplesmente ser ignorado. E acaba dando o troco,
não por vingança mas se a importância dada pelo outro chega
a ser nula para que se preocupar ?
Ou será que sempre fui chata ?
Tem certas coisas que não entendo. E o que não entendo
me causa uma certa irritação.
Se eu mesma me proponho a fazer algo o que poderia me
levar a simplesmente esquecer ou deixar de fazer ?
Ainda mais se essa atitude pode deixar alguém esperando ?
Quer dizer vamos acordar para vida.
Combinar de ligar, e deixar de fazer. Que coisa mais esdrúxula.
De ligar, responder um email - toda e qualquer forma de
comunicação que não seja um monologo. E não estou falando de
alguém que você conheceu no dia anterior ou uma pessoa que esteja
tentando se livrar. A não ser que essa seja uma atitude proposital
para causar irritação alheia o que nesse caso a missão está sendo
cumprida. Aliás, por melhor dizer extremamente bem cumprida.
A verdade é que acha uma baita babaquice fazer coisas que
deixem o outro esperando - seja uma resposta, um retorno
ou apenas que cumpra com a atitude que se propôs.
E tudo isso para que ? Causar um desconforto desnecessário ?
Afinal ninguém gosta de ser deixa esperando, ficar pendente do
outro ou simplesmente ser ignorado. E acaba dando o troco,
não por vingança mas se a importância dada pelo outro chega
a ser nula para que se preocupar ?
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Temas polêmicos
Estou com minha energia renovada.
Fiz algo muito positivo com meu namorado.
Encaminhamos a nossa energia negativa em um lugar
propício para ela e direcionado corretamente.
Ficamos algum tempo separados, o que nos uniu mais
tenho em vista que percebemos que jamais encontraríamos
nos outros o que temos um com o outro.
Em contra partida gera todo um ciúme, causa um stress.
A imaginação é algo fértil que povoa os mais obscuros
cantos e forma as mais terríveis cenas. Eu quis saber,
e procurei saber quem foram as pessoas que ele saiu
esse tempo. Não sei se foi algo saudável mas foi algo
que eu precisei. Queria saber se elas tinham alguma
semelhança comigo, se elas poderiam ter algo que eu
não tinha. Confesso agora escrevendo que existiu uma
certa paranóia egoica em tudo isso. De qualquer forma
fui atrás, conversei com ele e como se diria em inglês
I got more that I bargained for ergo acabei sabendo
mais do que realmente queria. Necessário ? Talvez.
Descobri que uma das mulheres que ele saiu
e teve relações sexuais supostamente tinha ficado
grávida. Mexeu no mais profundo dos meus medos, na raiz
das minhas angustias e no âmago do meu ser. O meu homem,
meu futuro marido, a pessoa que escolhi dividir meus
segredos, minhas alegrias, minhas tristezas, minha vida
quase engravidou outra mulher. Outra fêmea. Me levando
a entender porque alguns animais devoram a cria de outra
manda quando se juntam ao parceiro. Obviamente digo isso
irracionalmente pois se ele tivesse sim outro filho o
amor que sinto por ele é maior do que o fato dele ter
tido um fruto de uma relação com outra mulher. Porém
agora acabo de lembrar que uma vez ele fez um comentário
que não poderia dar cabo a um relacionamento que teve
pois a namorada da época já tinha um filho.
Vamos encarar, é difícil mas com amor se resolve.
No fim das contas a mencionada mulher era uma ordinária.
Não só transou sem camisinha com o meu to be marido como
com outros machos em fase fértil também. Quando descobri,
e conversamos sobre isso tive um estalo na minha cabeça
e fiz as contas novamente com ele. Elas não batiam.
Assumindo que ele tenha me dito a verdade sobre os fatos
de terem transado (urgh!) uma única vez. Além dessa
prostitua sem restituição financeira por seus serviços
prestados ter enganado ele, o fez passar pelo trauma de
um aborto. E não digo como alguns consideram aborto com
excesso de hormônios femininos em cápsula (pílula do dia
seguinte) mas um aborto completo, hospital, aspirador
para sugar o feto e etc. Péssimo, sinto compaixão por ele
infelizmente ter passado por isso, porém nessa vida temos
que pagar pelos nossos erros e assumir as consequencias.
Ele fez, ele que aguente, afinal o que nos difere dos
animais irracionais é o fato de podermos medir o que nossos
atos trazem para nossa vida. Cada ação gera uma reação.
Podemos escolher o que fazemos mas jamais podemos escolher
as consequencias que isso traz.
Enfim, meu to be husband ex futuro pai de uma criança de
um ventre possuído por vários machos em busca de prazer,
no fim das contas não é pai é apenas irresponsável.
Eu acho tão maravilhoso poder planejar uma família, trazer
uma cria em um ambiente aonde ela é esperada. Escolher o
nome junto, imaginar se os semblantes da criança que está
a nascer vão puxar mais ao pai ou a mãe. Tão mágico esse
momento de preparação e espera, infelizmente seria algo
totalmente ao acaso de corpos pulsantes em busca de prazer
imediato e de sexo - com o perdão da palavra - sujo.
Um professor uma vez disse, sexo sem amor nada mais é do
que masturbação recíproca. Gerar um fruto se apenas dois
corpos debatendo e convulsionando em busca de um êxtase
momentâneo de luxuria irresponsável seria uma pena.
Afinal a criança nada tem a ver com a irresponsabilidade
de dois adultos que não sabem se preservar. Não só se
preservar como planificar e pensar no quão egoístas estão
sendo. Adotaria a criança para criar com ele, pois
independente da sua atitude no passado é com ele que quero
compartilhar meu futuro. Ainda não sei lidar bem com essa
situação e escrever um pouco para passar o sentimento do
âmago do meu emocional para o racional me faz pontuar
melhor o que realmente sinto, mesmo sendo um tema tão
polêmico quando esse. Em breve saberei se o passado está
presente em meu corpo depois que for na médica. Pois além
do trauma que ele carrega - qual espero que aprenda a lidar
e dele tire apenas a lição de que não se pode fazer nada
sem antes se medir o real impacto - descobrirei se ao meu
corpo pulsante de amor verdadeiro ele passou o que trouxe
de um corpo putrificado de uma fêmea no cio perdida em seu
próprio distúrbio e vida mal fomentada de morais necessários.
Fiz algo muito positivo com meu namorado.
Encaminhamos a nossa energia negativa em um lugar
propício para ela e direcionado corretamente.
Ficamos algum tempo separados, o que nos uniu mais
tenho em vista que percebemos que jamais encontraríamos
nos outros o que temos um com o outro.
Em contra partida gera todo um ciúme, causa um stress.
A imaginação é algo fértil que povoa os mais obscuros
cantos e forma as mais terríveis cenas. Eu quis saber,
e procurei saber quem foram as pessoas que ele saiu
esse tempo. Não sei se foi algo saudável mas foi algo
que eu precisei. Queria saber se elas tinham alguma
semelhança comigo, se elas poderiam ter algo que eu
não tinha. Confesso agora escrevendo que existiu uma
certa paranóia egoica em tudo isso. De qualquer forma
fui atrás, conversei com ele e como se diria em inglês
I got more that I bargained for ergo acabei sabendo
mais do que realmente queria. Necessário ? Talvez.
Descobri que uma das mulheres que ele saiu
e teve relações sexuais supostamente tinha ficado
grávida. Mexeu no mais profundo dos meus medos, na raiz
das minhas angustias e no âmago do meu ser. O meu homem,
meu futuro marido, a pessoa que escolhi dividir meus
segredos, minhas alegrias, minhas tristezas, minha vida
quase engravidou outra mulher. Outra fêmea. Me levando
a entender porque alguns animais devoram a cria de outra
manda quando se juntam ao parceiro. Obviamente digo isso
irracionalmente pois se ele tivesse sim outro filho o
amor que sinto por ele é maior do que o fato dele ter
tido um fruto de uma relação com outra mulher. Porém
agora acabo de lembrar que uma vez ele fez um comentário
que não poderia dar cabo a um relacionamento que teve
pois a namorada da época já tinha um filho.
Vamos encarar, é difícil mas com amor se resolve.
No fim das contas a mencionada mulher era uma ordinária.
Não só transou sem camisinha com o meu to be marido como
com outros machos em fase fértil também. Quando descobri,
e conversamos sobre isso tive um estalo na minha cabeça
e fiz as contas novamente com ele. Elas não batiam.
Assumindo que ele tenha me dito a verdade sobre os fatos
de terem transado (urgh!) uma única vez. Além dessa
prostitua sem restituição financeira por seus serviços
prestados ter enganado ele, o fez passar pelo trauma de
um aborto. E não digo como alguns consideram aborto com
excesso de hormônios femininos em cápsula (pílula do dia
seguinte) mas um aborto completo, hospital, aspirador
para sugar o feto e etc. Péssimo, sinto compaixão por ele
infelizmente ter passado por isso, porém nessa vida temos
que pagar pelos nossos erros e assumir as consequencias.
Ele fez, ele que aguente, afinal o que nos difere dos
animais irracionais é o fato de podermos medir o que nossos
atos trazem para nossa vida. Cada ação gera uma reação.
Podemos escolher o que fazemos mas jamais podemos escolher
as consequencias que isso traz.
Enfim, meu to be husband ex futuro pai de uma criança de
um ventre possuído por vários machos em busca de prazer,
no fim das contas não é pai é apenas irresponsável.
Eu acho tão maravilhoso poder planejar uma família, trazer
uma cria em um ambiente aonde ela é esperada. Escolher o
nome junto, imaginar se os semblantes da criança que está
a nascer vão puxar mais ao pai ou a mãe. Tão mágico esse
momento de preparação e espera, infelizmente seria algo
totalmente ao acaso de corpos pulsantes em busca de prazer
imediato e de sexo - com o perdão da palavra - sujo.
Um professor uma vez disse, sexo sem amor nada mais é do
que masturbação recíproca. Gerar um fruto se apenas dois
corpos debatendo e convulsionando em busca de um êxtase
momentâneo de luxuria irresponsável seria uma pena.
Afinal a criança nada tem a ver com a irresponsabilidade
de dois adultos que não sabem se preservar. Não só se
preservar como planificar e pensar no quão egoístas estão
sendo. Adotaria a criança para criar com ele, pois
independente da sua atitude no passado é com ele que quero
compartilhar meu futuro. Ainda não sei lidar bem com essa
situação e escrever um pouco para passar o sentimento do
âmago do meu emocional para o racional me faz pontuar
melhor o que realmente sinto, mesmo sendo um tema tão
polêmico quando esse. Em breve saberei se o passado está
presente em meu corpo depois que for na médica. Pois além
do trauma que ele carrega - qual espero que aprenda a lidar
e dele tire apenas a lição de que não se pode fazer nada
sem antes se medir o real impacto - descobrirei se ao meu
corpo pulsante de amor verdadeiro ele passou o que trouxe
de um corpo putrificado de uma fêmea no cio perdida em seu
próprio distúrbio e vida mal fomentada de morais necessários.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Entrando no fogo
Mudei meu blog inteiro.
Desde o endereço, até o layout.
Comecei esse blog no intuito de desabafar.
De falar tudo o que acho e o que penso aproveitando a vantagem
digital do anonimato. Em decorrencia de fatos que foram acontecendo
na minha vida quis passar o endereço para o meu namorado.
Mudei de ideia, e como uma pessoa no espaço físico muda de endereço
fiz o mesmo no meu espaço virtual.
Esse espaço é para mim e para os que se interessem em me seguir
pelos meus textos e ideias e não por me conhecerem e por querer saber
o que realmente acho e penso. O que quiser dividir com essas pessoas,
dividirei. O que não quiser, não lhes interessa.
Estou com muita raiva, mas muita raiva. Aliás estava triste com um
monte de pensamentos entalados na garganta e tentei falar ao meu
namorado que as vezes acabo expressando de uma maneira indireta
como me sinto, tendo como réplica a sugestão e ser mais direta
e sincera. Bom ele pediu, mas tenho a mais absoluta certeza que não
gostou do que tinha para falar. Tentei buscar acolhimento sem ter
que 'vomitar' o que realmente estava pensando, ele pediu, eu acatei.
Acho que ele me infectou. Quinta feira passada apareceu algo como
uma picada tanto na frente, quanto atrás. Eu com a minha maravilhosa
imaginação de Alice no pais das maravilhas achei que se resumia a
isso mesmo, uma picada de mosquito. Afinal no dia anterior havia feito
muito calor e eu dormi de roupas intimas e de janela aberta.
Até então meu namorado tinha uma qualidade que eu achava essencial -
a sinceridade. E a bolha de sabão estourou e os fatos mudaram.
Resulta que ele não tem o adjetivo da qualidade como uma das
caracteristicas principais e não foi exatamente sincero sobre seu
passado sexual. Se ele fosse uma mulher, ia ser chamado de puta,
vulgar, fácil e promiscua - para resumiro conto. E a picada de mosquito
passa a ser algo muito mais preocupante. Como a maioria das pessoas
sabe a saúde ginecológica da mulher é ligada também a sua mente.
Quando fica nervosa, ansiosa e etc atrasa ou adianta sua menstruação.
Me pergunto se o mesmo serve para qualquer erupção cutânea
na região. Pois realmente piorou depois de tudo isso vir a tona.
Quinta feira tenho médica e vou ficar sabendo se ganhei um belo
presente antecipado de Natal do meu amado em breve.
Se parece pesado o que escrevi aqui, o que disse para ele então foi
uma bigorna porque fui nua e crua em todos os sentimentos que vem
me causando toda essa história. Mas afinal quem pediu foi ele -
um grande problema dos homens - eles pedem e não conseguem
aguentar da mesma forma que as mulheres perguntam e não querem
realmente saber. Paciência.
Desde o endereço, até o layout.
Comecei esse blog no intuito de desabafar.
De falar tudo o que acho e o que penso aproveitando a vantagem
digital do anonimato. Em decorrencia de fatos que foram acontecendo
na minha vida quis passar o endereço para o meu namorado.
Mudei de ideia, e como uma pessoa no espaço físico muda de endereço
fiz o mesmo no meu espaço virtual.
Esse espaço é para mim e para os que se interessem em me seguir
pelos meus textos e ideias e não por me conhecerem e por querer saber
o que realmente acho e penso. O que quiser dividir com essas pessoas,
dividirei. O que não quiser, não lhes interessa.
Estou com muita raiva, mas muita raiva. Aliás estava triste com um
monte de pensamentos entalados na garganta e tentei falar ao meu
namorado que as vezes acabo expressando de uma maneira indireta
como me sinto, tendo como réplica a sugestão e ser mais direta
e sincera. Bom ele pediu, mas tenho a mais absoluta certeza que não
gostou do que tinha para falar. Tentei buscar acolhimento sem ter
que 'vomitar' o que realmente estava pensando, ele pediu, eu acatei.
Acho que ele me infectou. Quinta feira passada apareceu algo como
uma picada tanto na frente, quanto atrás. Eu com a minha maravilhosa
imaginação de Alice no pais das maravilhas achei que se resumia a
isso mesmo, uma picada de mosquito. Afinal no dia anterior havia feito
muito calor e eu dormi de roupas intimas e de janela aberta.
Até então meu namorado tinha uma qualidade que eu achava essencial -
a sinceridade. E a bolha de sabão estourou e os fatos mudaram.
Resulta que ele não tem o adjetivo da qualidade como uma das
caracteristicas principais e não foi exatamente sincero sobre seu
passado sexual. Se ele fosse uma mulher, ia ser chamado de puta,
vulgar, fácil e promiscua - para resumiro conto. E a picada de mosquito
passa a ser algo muito mais preocupante. Como a maioria das pessoas
sabe a saúde ginecológica da mulher é ligada também a sua mente.
Quando fica nervosa, ansiosa e etc atrasa ou adianta sua menstruação.
Me pergunto se o mesmo serve para qualquer erupção cutânea
na região. Pois realmente piorou depois de tudo isso vir a tona.
Quinta feira tenho médica e vou ficar sabendo se ganhei um belo
presente antecipado de Natal do meu amado em breve.
Se parece pesado o que escrevi aqui, o que disse para ele então foi
uma bigorna porque fui nua e crua em todos os sentimentos que vem
me causando toda essa história. Mas afinal quem pediu foi ele -
um grande problema dos homens - eles pedem e não conseguem
aguentar da mesma forma que as mulheres perguntam e não querem
realmente saber. Paciência.
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raiva,
sinceridade,
vida sexual
A fábula da rosa branca
Em um fabulário ainda por encontrar será um dia lida esta fábula:
A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha
que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca.
A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte
aquela rosa branca perfeitíssima em cuja semelhança bordasse a sua.
Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha,
e que outras não eram brancas como deviam ser.
Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse
com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena
de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este,
não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.
Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe
haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas
brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as
rosas brancas se pareciam exactamente com a rosa que ela bordara,
que cada uma delas era exactamente aquela. Ela levou o trabalho ao
palácio e é de supor que casasse com o príncipe. No fabulário,
onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade
de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma. (Fernando Pessoa)
Em total e absoluto respeito a Fernando Pessoa dou continuidade ao
que a sua fábula me inspirou afinal não estamos mais na idade de ouro
aonde as fábulas não tinham moralidade estamos na idade da ... (!?)
Ao ler essa fábula senti um sopro da minha energia voltando. Afinal
essa fábula ao meu ver ensina a sonhar. Ela buscou em todos os
lugares a rosa perfeita e apenas a encontrou em sua imaginação.
Na sua memória, nas suas lembranças, no que ela acreditava. Será
então que as respostas que tanto buscamos estejam no lugar aonde
esquecemos de olhar ? Afinal aonde chegamos hoje, eram ontem
o lugar aonde almejávamos estar. As conquistar de hoje nada mais são
que os caminhos selecionados entre tantos que poderíamos seguir.
A trilha que acreditamos e das escolhas que fizemos por trazerem
para nós, o doce suspiro da vida, a delicadeza do sonho e a
jovialidade da esperança. Ela só conseguiu ver a rosa perfeita que
tanto buscava quando a encontrou e resgatou dentro dela, quando
voltou a acreditar que já tinha as respostas independente dos
empecilhos que todo final feliz persiste em trazer. Não só nos
tempos de ouro como em qualquer tempo apenas superando os tormentos que chegamos a boa ventura de uma vida frutífera e feliz.

♫ You know in the end i´ll always be there ... And where there is doubt and when there is danger you know in the end I´ll always be there ♫
A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha
que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca.
A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte
aquela rosa branca perfeitíssima em cuja semelhança bordasse a sua.
Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha,
e que outras não eram brancas como deviam ser.
Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse
com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena
de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este,
não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.
Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe
haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas
brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as
rosas brancas se pareciam exactamente com a rosa que ela bordara,
que cada uma delas era exactamente aquela. Ela levou o trabalho ao
palácio e é de supor que casasse com o príncipe. No fabulário,
onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade
de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma. (Fernando Pessoa)
Em total e absoluto respeito a Fernando Pessoa dou continuidade ao
que a sua fábula me inspirou afinal não estamos mais na idade de ouro
aonde as fábulas não tinham moralidade estamos na idade da ... (!?)
Ao ler essa fábula senti um sopro da minha energia voltando. Afinal
essa fábula ao meu ver ensina a sonhar. Ela buscou em todos os
lugares a rosa perfeita e apenas a encontrou em sua imaginação.
Na sua memória, nas suas lembranças, no que ela acreditava. Será
então que as respostas que tanto buscamos estejam no lugar aonde
esquecemos de olhar ? Afinal aonde chegamos hoje, eram ontem
o lugar aonde almejávamos estar. As conquistar de hoje nada mais são
que os caminhos selecionados entre tantos que poderíamos seguir.
A trilha que acreditamos e das escolhas que fizemos por trazerem
para nós, o doce suspiro da vida, a delicadeza do sonho e a
jovialidade da esperança. Ela só conseguiu ver a rosa perfeita que
tanto buscava quando a encontrou e resgatou dentro dela, quando
voltou a acreditar que já tinha as respostas independente dos
empecilhos que todo final feliz persiste em trazer. Não só nos
tempos de ouro como em qualquer tempo apenas superando os tormentos que chegamos a boa ventura de uma vida frutífera e feliz.

♫ You know in the end i´ll always be there ... And where there is doubt and when there is danger you know in the end I´ll always be there ♫
Eu sou muito sensível ou as pessoas estão habituadas a serem grossas ?
Eu tenho as minhas manhas, eu sei.
Mas me considero uma pessoa educada e sensível a ponto
de saber quando posso dar um chega para lá em alguém e
quando essa pessoa está em um momento da sua vida aonde
tenho que tatear melhor o que e como falar.
As vezes me pergunto se eu sou sensível demais ou as
pessoas em decorrência da violência, grosseria, palavrões
de baixo calão e programação duvidável dos canais e da
mídia simplesmente se tornaram ásperas e rudimentares.
Eu sei que quando tenho meus 5, as vezes 10 e por ventura
15 minutos sou grosseira porém tenho perfeita ciência disso.
Escutamos cada vez mais pessoas sendo tratadas mal em
novelas, seriados, na televisão e na vida real.
Vemos diariamente a violência, falta de cordialidade,
desuso da educação e bom senso. Estaria isso tornando as
pessoas a levarem isso como um habito comum do dia a dia ?
Estou longe de ser uma puritana, e falsa modesta. Se alguém
livremente me trata mal pagarei na mesma moeda se não pior.
Agora se sei que a pessoa está tendo um dia difícil ou um
momento delicado - e principalmente - se tenho por essa
pessoa uma ternura sei quando relevar e quando retrucar.
Obviamente nem sempre consigo segurar meu ímpeto porém
acredito que tenho um bom controle.
A questão que fica é se eu sou sensível demais ou as pessoas
passaram a ser frutos da deturpada sociedade violenta e
desregulada da qual fazemos parte.
Provalemente eu seja sim, sensível demais para um mundo que se tornou tão entorpecido.
♪ I wish I wasn´t so fragil cause I know I´m not easy to handle ♪
Mas me considero uma pessoa educada e sensível a ponto
de saber quando posso dar um chega para lá em alguém e
quando essa pessoa está em um momento da sua vida aonde
tenho que tatear melhor o que e como falar.
As vezes me pergunto se eu sou sensível demais ou as
pessoas em decorrência da violência, grosseria, palavrões
de baixo calão e programação duvidável dos canais e da
mídia simplesmente se tornaram ásperas e rudimentares.
Eu sei que quando tenho meus 5, as vezes 10 e por ventura
15 minutos sou grosseira porém tenho perfeita ciência disso.
Escutamos cada vez mais pessoas sendo tratadas mal em
novelas, seriados, na televisão e na vida real.
Vemos diariamente a violência, falta de cordialidade,
desuso da educação e bom senso. Estaria isso tornando as
pessoas a levarem isso como um habito comum do dia a dia ?
Estou longe de ser uma puritana, e falsa modesta. Se alguém
livremente me trata mal pagarei na mesma moeda se não pior.
Agora se sei que a pessoa está tendo um dia difícil ou um
momento delicado - e principalmente - se tenho por essa
pessoa uma ternura sei quando relevar e quando retrucar.
Obviamente nem sempre consigo segurar meu ímpeto porém
acredito que tenho um bom controle.
A questão que fica é se eu sou sensível demais ou as pessoas
passaram a ser frutos da deturpada sociedade violenta e
desregulada da qual fazemos parte.
Provalemente eu seja sim, sensível demais para um mundo que se tornou tão entorpecido.
♪ I wish I wasn´t so fragil cause I know I´m not easy to handle ♪
Vamos trabalhar porque hoje não é dia de sonhar
Hoje acordei meio desanimada.
A verdade é que tenho muita energia.
As vezes até acho que demais.
Porém tem momentos que sinto que ela fugiu.
Que se desprendeu do meu corpo para vagar indistintamente.
Não tive dificuldade para levantar, mas estou tendo
dificuldade para sonhar.
E quando digo sonhar não é imaginar unicórnios rosas e
borboletas azuis voando na minha frente. Acredito que
os sonhos, desejos, vontades que nos fazem levantar e
viver. Hoje acredito que vai ser um dia que
vou apenas existir.
Ontem fui a uma pessoa que posso chamar de no mínimo
interessante. Um estudioso da cabalá, numerologia,
vidas passadas, religião, Gestalt entre tantas outras
coisas - Daí tirei a definição de nomear lo de interessante.
Enfim, ao analisar meu nome, minha data de nascimento, local,
minhas linhas das mãos, cruzar os números, ver minha carga
energética disse algumas coisas aonde racionalmente ele não
poderia saber por mais intuitivo que fosse. Se as coisas que
disse no futuro acontecerão, apenas o tempo poderá me dizer,
porém algumas coisas do passado ele definiu e analisou muito
bem. Sobre o ocorrido ontem quero comentar sobre eu ter
alguns dias de desanimo.
Ele constatou que era algo que fazia parte de mim.
Comentou que não era uma doença, não era algo preocupante -
apenas disse que alguns dias de apatia não seria de nada
incomum. Seria então hoje um dia desses ? Talvez.
A pessoa que trabalha ao meu lado durante todo essa ano não
vem as terças pois está fazendo um tratamento vital para a
sua saúde. Conversar sempre foi algo essencial para mim,
hoje sequer tenho com quem fala e deve ser esse também um fator
que agrava o meu sentimento.
Vou trabalhar com mais afinco já que hoje não sinto que seja um dia propício para sonhar.
A verdade é que tenho muita energia.
As vezes até acho que demais.
Porém tem momentos que sinto que ela fugiu.
Que se desprendeu do meu corpo para vagar indistintamente.
Não tive dificuldade para levantar, mas estou tendo
dificuldade para sonhar.
E quando digo sonhar não é imaginar unicórnios rosas e
borboletas azuis voando na minha frente. Acredito que
os sonhos, desejos, vontades que nos fazem levantar e
viver. Hoje acredito que vai ser um dia que
vou apenas existir.
Ontem fui a uma pessoa que posso chamar de no mínimo
interessante. Um estudioso da cabalá, numerologia,
vidas passadas, religião, Gestalt entre tantas outras
coisas - Daí tirei a definição de nomear lo de interessante.
Enfim, ao analisar meu nome, minha data de nascimento, local,
minhas linhas das mãos, cruzar os números, ver minha carga
energética disse algumas coisas aonde racionalmente ele não
poderia saber por mais intuitivo que fosse. Se as coisas que
disse no futuro acontecerão, apenas o tempo poderá me dizer,
porém algumas coisas do passado ele definiu e analisou muito
bem. Sobre o ocorrido ontem quero comentar sobre eu ter
alguns dias de desanimo.
Ele constatou que era algo que fazia parte de mim.
Comentou que não era uma doença, não era algo preocupante -
apenas disse que alguns dias de apatia não seria de nada
incomum. Seria então hoje um dia desses ? Talvez.
A pessoa que trabalha ao meu lado durante todo essa ano não
vem as terças pois está fazendo um tratamento vital para a
sua saúde. Conversar sempre foi algo essencial para mim,
hoje sequer tenho com quem fala e deve ser esse também um fator
que agrava o meu sentimento.
Vou trabalhar com mais afinco já que hoje não sinto que seja um dia propício para sonhar.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Limite pessoal
Quando duas pessoas decidem se juntar, até onde vai o limite pessoal ?
Duas pessoas com cicatrizes profundas. Cicatrizes de um passado
dolorido. Desconfiança, abandono, medo, separação.
Meu pai traiu a minha mãe, que teve depressão severa durante anos.
Chegando a ser submetida a tratamento de choque (aquele que vemos
hororrizados nos filmes). Lembro do médico dizer que ela nunca mais
voltaria ao normal. Meu pai era ausente, trabalhava demais, tinha
"mulheres" demais então para compensar sua falta me comprava.
Não gosto de parecer uma pessoa que está lamuriando da vida.
Na verdade não é isso. Estou buscando respostas na verdade.
Buscandos respostas para coisas que ainda não consegui comprender.
Esse 'breafing' leva ao título do post - limite pessoal. Cresci em um
ambiente difícil,com muito dinheiro e pouco sentimento. Demorei muito
na minha vida para entender o amor. E ainda acho que me falta bastante.
Conheci muitas pessoas. De todo tipo, de todos os jeitos, de todas as
camadas sociais. Sempre fui sedutora, com um lindo sorriso e um jeito
cativante. Nunca tive problemas em conquistar os homens e conseguir
o que queria - meu pai me ensinou bem como ser uma predadora.
Sempre fui uma pessoa muito sensível.
Aquela pessoa que percebe olhares, enxerga as mãos, observa atenta
os pequenos movimentos corporais, gestos, tudo. Afinal sempre pisei
sobre ovos. As vezes gostaria de ser diferente. É muito complicado
perceber que o corpo diz algo que não condiz com o que sai da boca.
Como sempre consegui ver além das palavras tinha um controle maior
sobre as pessoas. Quase como um detector de mentiras levava
vantagens massivas sobre as pessoas que me relacionava. O controle
permite que você decida se vai se entregar ou não.
Parece uma vantagem impressionante mas a verdade é que não é, não é
pelo simples fato que não existe entrega. Mesmo quando sabia que
alguém estava mentindo esperava o momento oportuno para jogar
em cara, mostrar que sempre soube, que estava apenas seguindo o jogo.
Ao apresentar as cartas na mesa dava um cheque mate e saia por cima.
Eu me entregava até onde queria e quando queria. Claro que durante
todo esse percurso houveram tentativas e erros, ajudando ao
aperfeiçoamento. Foi quando aconteceu. Foi quando o conheci.
Conheci aquele que ia quebrar minhas verdades. Aquele que mentiria,
que eu descobriria e ficaria. Aquele que me fez ver que podemos
aprender a perdoar quando alguém nos machuca. Que se temos alguém
para ajudar a curar a ferida, ela eventualmente pode ser esquecida.
Que a vingança traz prazer não posso negar, mas que ter alguém que
te faça ao menos repensar se vale a pena retribuir na mesma moeda
é algo impagável. Ninguém me machucava porque eu não permitia.
Não me permitia ser. Apenas ser. Que vida é essa aonde não podemos
ser quem somos ? Que vida é essa aonde vamos nos adaptando a ser
quem achamos que os outros esperam ? Acredito que essa vida seja
a que a maioria de nós leve inclusive sem perceber. Estou longe de
ser santa. Apesar de hoje ver todas as coisas boas que ele me trouxe,
de saber que cresci muito com ele, que aprendi a desculpar e confiar
em alguém do sexo oposto eu fiz com ele o que sei fazer de melhor.
Extirpar fatos, verdades, palavras ditas pela metade, fatos,
pegar os pontos mais fracos e fazer eles sangrarem. Fomentar a dor
que aprendi a causar, a dor que nunca me permiti sentir.
Todos os que conviveram comigo conhecem esse meu lado de viuva
negra. Inclusive meu primeiro namorado que causou um acidente
terrível comigo no carro ao ser atropelado e largado a esmo no meio
da rua foi atribuido a possíbilidade do incidente estar ligado
comigo. Eu sentia orgulho disso, sentia orgulho de ser assim.
De que soubessem que se mexessem comigo e me machucassem de
qualquer forma iam pagar caro por isso. Me sentia poderosa,
me sentia intocável, me sentia ... sozinha.
Tinha, tenho (?) vergonha de algumas coisas. Apesar de saber que a
vergonha e a prepotência caminham juntos. Afinal só posso sentir
vergonha de algo que me ache melhor, mais merecedora de ter do que
aquilo que realmente tenho. Por exemplo se tenho cabelos enrolados
e faço escova e escondo isso é porque acredito que eu seja melhor
do que as pessoas de cabelo enrolado. Tão melhor que ninguém sequer
pode saber que eu na verdade tenha o cabelo enrolado. Demorei para
entender essa analogia mas faz perfeito sentido.
Acabei entrando mais em mim para chegar ao que não entendo.
Limite pessoal. Aonde eu começo e o outro termina. Ao escrever isso
tudo que me veem a cabeça são as palavras - mentira e hipocrisia.
Preciso aprender a diferenciar a mentira do esquecimento. A mentira
da convivência com a mentira do âmago. Por enquanto não consigo,
como eu gostaria - mas não consigo. A mentira social faz parte da
sociedade como um todo. Se uma pessoa próxima corta o cabelo ou usa
uma roupa que faz parecer o display da feirinha hippie de uma cidade
do interior cabe a mim falar abertamente que o cabelo ficou parecendo
uma cuíca e que essa combinação de cores não serviria nem para a
combinação da escola de samba da Mangueira ? Ou se alguém que é
querido por mim se apaixona por uma pessoa com aparência de quem foi
resgatado meses dentro de uma mina sem tomar banho e sem conciência
social para ter o mínimo de convívio. Pior ainda, se essa for a
minha opinião e não a da pessoa ? Quando alguém que não encontro
anos a fio simpáticamente diz que gostaria de marcar algo e é tão
obvio que está apenas dizendo, cabe a mim replicar e dizer que se
realmente quissese algo teria mantido contato e não arbritariamente
esbarrado comigo na rua ? Ás vezes não existe problema em dizer, mas
estar sempre "desarmando" as pessoas e tirando a "mentira social"
provavelmente vai se tornar algo que acabe me fazendo ser uma pessoa
isolada, afinal faz parte da cultura. Como fica claro pela extensão
do meu texto de hoje (e por não sentir a necessidade de escrever
outros dias) estou precisando colocar a cabeça em ordem.
A questão básica, qual entitula o post, é sobre o limite pessoal.
Acredito que resumindo o que preciso colocar em ordem é entender a
minha real necessidade de estar encrustada em tudo que ele pensa e
faz, e naturalmente permitir que ele faça o mesmo comigo.
Aonde eu começo ? Aonde ele termina ? Fiz muito isso, de querer saber
cada passo - principalmente dele - que cativou um espaço nunca antes
habitado como o meu coração. Quando estavamos separados mesmo
sabendo que iria sofrer ao ver ele com outra pessoa eventualmente
olhava suas coisas, falava com seus amigos para saber alguma
informação. Queria sentir que ainda existia uma conexão entre nós.
Buscava ligações nas coisas que ele escrevia, nas musicas que ele
postava, nos comentários proferidos em tantos momentos distintos.
Queria me encontrar nele, queria acreditar que ainda existia algo
de mim nele. E de certa forma existiu sim porque hoje novamente
estamos juntos. Mais adultos, mais maduros, mais abertos, mais
confiantes e dispostos a ouvir e sermos escutados. Quando ele me
perguntou sobre o que se passou quando estavamos separados e
provavelmente em decorrência da minha constante necessidade de
indiretamente dar a entender que eu acompanhei seu cada passo (seria
novamente a minha necessidade de mostrar que não seria feita de
idiota ?!). Calma lá, será que esse poder que preciso mostrar com
fatos não é a cobertura dos meus fantasmas internos ? Se tenho
informações e as digo tenho poder. Poder de proteção, poder de
mostrar ao outro que não sou vunerável a ele quando na verdade essa é
a minha maior fragilidade. Perceber o quão sou vunerável, aos que
eu amo. Acho que preciso entender que amar é ser vunerável afinal já
descobri tantas coisas dele que me machucaram, já peguei ele em
mentiras sociais e não sociais, já questionei e apresentei fatos aonde
ele teve que se submeter a dizer que mentiu - e francamente nada disso
mudou o que sinto por ele. Meu limite pessoal vai emergir quando puder
assumir que sou vunerável, que ele também é e que independente do
que possa eu descobrir o amo incondicionalmente.
Duas pessoas com cicatrizes profundas. Cicatrizes de um passado
dolorido. Desconfiança, abandono, medo, separação.
Meu pai traiu a minha mãe, que teve depressão severa durante anos.
Chegando a ser submetida a tratamento de choque (aquele que vemos
hororrizados nos filmes). Lembro do médico dizer que ela nunca mais
voltaria ao normal. Meu pai era ausente, trabalhava demais, tinha
"mulheres" demais então para compensar sua falta me comprava.
Não gosto de parecer uma pessoa que está lamuriando da vida.
Na verdade não é isso. Estou buscando respostas na verdade.
Buscandos respostas para coisas que ainda não consegui comprender.
Esse 'breafing' leva ao título do post - limite pessoal. Cresci em um
ambiente difícil,com muito dinheiro e pouco sentimento. Demorei muito
na minha vida para entender o amor. E ainda acho que me falta bastante.
Conheci muitas pessoas. De todo tipo, de todos os jeitos, de todas as
camadas sociais. Sempre fui sedutora, com um lindo sorriso e um jeito
cativante. Nunca tive problemas em conquistar os homens e conseguir
o que queria - meu pai me ensinou bem como ser uma predadora.
Sempre fui uma pessoa muito sensível.
Aquela pessoa que percebe olhares, enxerga as mãos, observa atenta
os pequenos movimentos corporais, gestos, tudo. Afinal sempre pisei
sobre ovos. As vezes gostaria de ser diferente. É muito complicado
perceber que o corpo diz algo que não condiz com o que sai da boca.
Como sempre consegui ver além das palavras tinha um controle maior
sobre as pessoas. Quase como um detector de mentiras levava
vantagens massivas sobre as pessoas que me relacionava. O controle
permite que você decida se vai se entregar ou não.
Parece uma vantagem impressionante mas a verdade é que não é, não é
pelo simples fato que não existe entrega. Mesmo quando sabia que
alguém estava mentindo esperava o momento oportuno para jogar
em cara, mostrar que sempre soube, que estava apenas seguindo o jogo.
Ao apresentar as cartas na mesa dava um cheque mate e saia por cima.
Eu me entregava até onde queria e quando queria. Claro que durante
todo esse percurso houveram tentativas e erros, ajudando ao
aperfeiçoamento. Foi quando aconteceu. Foi quando o conheci.
Conheci aquele que ia quebrar minhas verdades. Aquele que mentiria,
que eu descobriria e ficaria. Aquele que me fez ver que podemos
aprender a perdoar quando alguém nos machuca. Que se temos alguém
para ajudar a curar a ferida, ela eventualmente pode ser esquecida.
Que a vingança traz prazer não posso negar, mas que ter alguém que
te faça ao menos repensar se vale a pena retribuir na mesma moeda
é algo impagável. Ninguém me machucava porque eu não permitia.
Não me permitia ser. Apenas ser. Que vida é essa aonde não podemos
ser quem somos ? Que vida é essa aonde vamos nos adaptando a ser
quem achamos que os outros esperam ? Acredito que essa vida seja
a que a maioria de nós leve inclusive sem perceber. Estou longe de
ser santa. Apesar de hoje ver todas as coisas boas que ele me trouxe,
de saber que cresci muito com ele, que aprendi a desculpar e confiar
em alguém do sexo oposto eu fiz com ele o que sei fazer de melhor.
Extirpar fatos, verdades, palavras ditas pela metade, fatos,
pegar os pontos mais fracos e fazer eles sangrarem. Fomentar a dor
que aprendi a causar, a dor que nunca me permiti sentir.
Todos os que conviveram comigo conhecem esse meu lado de viuva
negra. Inclusive meu primeiro namorado que causou um acidente
terrível comigo no carro ao ser atropelado e largado a esmo no meio
da rua foi atribuido a possíbilidade do incidente estar ligado
comigo. Eu sentia orgulho disso, sentia orgulho de ser assim.
De que soubessem que se mexessem comigo e me machucassem de
qualquer forma iam pagar caro por isso. Me sentia poderosa,
me sentia intocável, me sentia ... sozinha.
Tinha, tenho (?) vergonha de algumas coisas. Apesar de saber que a
vergonha e a prepotência caminham juntos. Afinal só posso sentir
vergonha de algo que me ache melhor, mais merecedora de ter do que
aquilo que realmente tenho. Por exemplo se tenho cabelos enrolados
e faço escova e escondo isso é porque acredito que eu seja melhor
do que as pessoas de cabelo enrolado. Tão melhor que ninguém sequer
pode saber que eu na verdade tenha o cabelo enrolado. Demorei para
entender essa analogia mas faz perfeito sentido.
Acabei entrando mais em mim para chegar ao que não entendo.
Limite pessoal. Aonde eu começo e o outro termina. Ao escrever isso
tudo que me veem a cabeça são as palavras - mentira e hipocrisia.
Preciso aprender a diferenciar a mentira do esquecimento. A mentira
da convivência com a mentira do âmago. Por enquanto não consigo,
como eu gostaria - mas não consigo. A mentira social faz parte da
sociedade como um todo. Se uma pessoa próxima corta o cabelo ou usa
uma roupa que faz parecer o display da feirinha hippie de uma cidade
do interior cabe a mim falar abertamente que o cabelo ficou parecendo
uma cuíca e que essa combinação de cores não serviria nem para a
combinação da escola de samba da Mangueira ? Ou se alguém que é
querido por mim se apaixona por uma pessoa com aparência de quem foi
resgatado meses dentro de uma mina sem tomar banho e sem conciência
social para ter o mínimo de convívio. Pior ainda, se essa for a
minha opinião e não a da pessoa ? Quando alguém que não encontro
anos a fio simpáticamente diz que gostaria de marcar algo e é tão
obvio que está apenas dizendo, cabe a mim replicar e dizer que se
realmente quissese algo teria mantido contato e não arbritariamente
esbarrado comigo na rua ? Ás vezes não existe problema em dizer, mas
estar sempre "desarmando" as pessoas e tirando a "mentira social"
provavelmente vai se tornar algo que acabe me fazendo ser uma pessoa
isolada, afinal faz parte da cultura. Como fica claro pela extensão
do meu texto de hoje (e por não sentir a necessidade de escrever
outros dias) estou precisando colocar a cabeça em ordem.
A questão básica, qual entitula o post, é sobre o limite pessoal.
Acredito que resumindo o que preciso colocar em ordem é entender a
minha real necessidade de estar encrustada em tudo que ele pensa e
faz, e naturalmente permitir que ele faça o mesmo comigo.
Aonde eu começo ? Aonde ele termina ? Fiz muito isso, de querer saber
cada passo - principalmente dele - que cativou um espaço nunca antes
habitado como o meu coração. Quando estavamos separados mesmo
sabendo que iria sofrer ao ver ele com outra pessoa eventualmente
olhava suas coisas, falava com seus amigos para saber alguma
informação. Queria sentir que ainda existia uma conexão entre nós.
Buscava ligações nas coisas que ele escrevia, nas musicas que ele
postava, nos comentários proferidos em tantos momentos distintos.
Queria me encontrar nele, queria acreditar que ainda existia algo
de mim nele. E de certa forma existiu sim porque hoje novamente
estamos juntos. Mais adultos, mais maduros, mais abertos, mais
confiantes e dispostos a ouvir e sermos escutados. Quando ele me
perguntou sobre o que se passou quando estavamos separados e
provavelmente em decorrência da minha constante necessidade de
indiretamente dar a entender que eu acompanhei seu cada passo (seria
novamente a minha necessidade de mostrar que não seria feita de
idiota ?!). Calma lá, será que esse poder que preciso mostrar com
fatos não é a cobertura dos meus fantasmas internos ? Se tenho
informações e as digo tenho poder. Poder de proteção, poder de
mostrar ao outro que não sou vunerável a ele quando na verdade essa é
a minha maior fragilidade. Perceber o quão sou vunerável, aos que
eu amo. Acho que preciso entender que amar é ser vunerável afinal já
descobri tantas coisas dele que me machucaram, já peguei ele em
mentiras sociais e não sociais, já questionei e apresentei fatos aonde
ele teve que se submeter a dizer que mentiu - e francamente nada disso
mudou o que sinto por ele. Meu limite pessoal vai emergir quando puder
assumir que sou vunerável, que ele também é e que independente do
que possa eu descobrir o amo incondicionalmente.
Marcadores:
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Somos quem podemos ser ?
5 anos. Fazem 5 anos que conheço ele.
3 anos (entre indas e vindas) que namoramos.
Tanta coisa mudou, ele mudou, eu mudei, nós mudamos.
Vivemos tanto juntos. Crescemos tantos juntos.
Sofremos tanto juntos.
Essa vez achei que ia ser diferente (a gente sempre acha).
E foi diferente, é diferente, está sendo diferente.
Ou não ? Ou eu estou achando apenas ?
Acho extremamente saudável que se mantenha uma vida fora
do relacionamento. Amigos, amigas etc.
E quando esses amigos são pequenas pragas alimentando se
das migalhas das brigas, desentendimentos ou pior ainda
do passado ? E se, ainda pior, essas migalhas são jogadas
por quem nem as deveria deixar cair ?
Uma metáfora que cabe seria a seguinte - Saltar de para quedas.
Você tem um sonho, saltar de para quedas. Sentir a brisa
no rosto, a liberdade do salto, o medo seguido da segurança.
É algo que sonha em fazer - que gosta. Algo que passa dias,
meses e até anos planejando, sonhando acordado. Entra alguém
na sua vida e você decide dividir seu sonho, suas esperanças,
seus medos - tudo. E a pessoa embarca nisso com você, a pessoa
tem o mesmo brilho, o mesmo medo e mesma vontade que você.
Planejam, decidem, discutem, resolvem, acreditam e decidem.
Decidem pular juntos.
Chega o tão esperado dia. Que emoção, tantas coisas se passam
pela sua cabeça, o alívio de ter alguém com você nesse momento.
O medo, a angustia, o prazer, todos os sentimentos juntos que
mal consegue processar todos de uma vez. Aperta firmemente a
mão da pessoa escolhida para pular, e lá estão em queda livre.
Juntos. Sem saber para onde, sem saber porque, apenas sabendo
que tem um ao outro.
Você está entregue, totalmente entregue. O único conhecido lá
é a mão dele, a respiração dele, o coração pulsando que você
tanto se acostumou a escutar durante todos os dias que recostou
a cabeça planejando. Hora de abrir o para quedas. Seus olhos
se encontram, marejados, emocionados e principalmente
esperançosos. Chegam ao chão.
Você se entregou, ele se entregou - juntos. Mal pode conter
a alegria de acreditar que encontrou alguém que mais do que
dividir seus sonhos, participa deles da mesma forma e com a mesma
intensidade que você. Corre para abraça - lo, ele abre os braços
para recebe - la e após aquele abraço apertado que quase tira teu
fôlego você lentamente abre os olhos vê uma corda. Fecha os olhos
novamente pensando ´não pode ser, não pode ser´. Aperta ele mais
forte que quase sente os ossos dele.
Novamente fecha os olhos apertando eles como se para apagar aquela
imagem. Abre subitamente. A corda ainda está lá.
Ele nunca saltou !!! Ele nunca se entregou a queda livre daquele
momento, ele nunca se entregou de corpo e alma da forma que você
o fez.
3 anos (entre indas e vindas) que namoramos.
Tanta coisa mudou, ele mudou, eu mudei, nós mudamos.
Vivemos tanto juntos. Crescemos tantos juntos.
Sofremos tanto juntos.
Essa vez achei que ia ser diferente (a gente sempre acha).
E foi diferente, é diferente, está sendo diferente.
Ou não ? Ou eu estou achando apenas ?
Acho extremamente saudável que se mantenha uma vida fora
do relacionamento. Amigos, amigas etc.
E quando esses amigos são pequenas pragas alimentando se
das migalhas das brigas, desentendimentos ou pior ainda
do passado ? E se, ainda pior, essas migalhas são jogadas
por quem nem as deveria deixar cair ?
Uma metáfora que cabe seria a seguinte - Saltar de para quedas.
Você tem um sonho, saltar de para quedas. Sentir a brisa
no rosto, a liberdade do salto, o medo seguido da segurança.
É algo que sonha em fazer - que gosta. Algo que passa dias,
meses e até anos planejando, sonhando acordado. Entra alguém
na sua vida e você decide dividir seu sonho, suas esperanças,
seus medos - tudo. E a pessoa embarca nisso com você, a pessoa
tem o mesmo brilho, o mesmo medo e mesma vontade que você.
Planejam, decidem, discutem, resolvem, acreditam e decidem.
Decidem pular juntos.
Chega o tão esperado dia. Que emoção, tantas coisas se passam
pela sua cabeça, o alívio de ter alguém com você nesse momento.
O medo, a angustia, o prazer, todos os sentimentos juntos que
mal consegue processar todos de uma vez. Aperta firmemente a
mão da pessoa escolhida para pular, e lá estão em queda livre.
Juntos. Sem saber para onde, sem saber porque, apenas sabendo
que tem um ao outro.
Você está entregue, totalmente entregue. O único conhecido lá
é a mão dele, a respiração dele, o coração pulsando que você
tanto se acostumou a escutar durante todos os dias que recostou
a cabeça planejando. Hora de abrir o para quedas. Seus olhos
se encontram, marejados, emocionados e principalmente
esperançosos. Chegam ao chão.
Você se entregou, ele se entregou - juntos. Mal pode conter
a alegria de acreditar que encontrou alguém que mais do que
dividir seus sonhos, participa deles da mesma forma e com a mesma
intensidade que você. Corre para abraça - lo, ele abre os braços
para recebe - la e após aquele abraço apertado que quase tira teu
fôlego você lentamente abre os olhos vê uma corda. Fecha os olhos
novamente pensando ´não pode ser, não pode ser´. Aperta ele mais
forte que quase sente os ossos dele.
Novamente fecha os olhos apertando eles como se para apagar aquela
imagem. Abre subitamente. A corda ainda está lá.
Ele nunca saltou !!! Ele nunca se entregou a queda livre daquele
momento, ele nunca se entregou de corpo e alma da forma que você
o fez.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sentimentos contraditórios e politicamente corretos
Ciume.
O grande vilão da maioria das histórias chamado de CIÚME.
Racionalmente sei muito bem que se uma pessoa quer ir embora
de um relacionamento a pessoa vai ir.
Sei também que não existe nada que possa fazer a pessoa ficar
contra a sua vontade. E até concordo com o grande Osho que
o ciume pode existir também pela relação não estar tão firmada.
Ótimo, meu cérebro compreende tudo isso porém não consigo evitar
de sentir. Hoje em dia é muito mais controlado e de forma totalmente
menos paranoica do que antes.
Hoje é o aniversário dele. Obviamente vem aquela enxurrada de
parabéns - o que acho perfeitamente saudável. Mas aquela menina,
aquela bendita menina qual se fosse um pouco mais madura seria
apenas politica, da mesma forma que eu fui.
Ele é meu ex namorado. Ela é ex namorada dele. Estamos juntos.
Não tenho nada contra ela, afinal eles não estão mais juntos e ele
está comigo novamente. Como chama mesmo isso ? Rebounce ? Ah sim.
Mas fui extremamente política na rede social que dei parabéns, fui
mais intima no email afinal é só da conta dele o que tenho para dizer.
Ela não, ela tem que se abrir que nem uma mala velha. Criançona.
Ele foi extremamente educado, tanto ao responder o meu recado como o
dela, o que é perfeitamente correto (mesmo que no fundo eu queria que
ele fosse mais carinhosamente escraxado no meu - tenho que confessar).
Vamos ver qual vai ser o andar da carruagem no dia de hoje.
O grande vilão da maioria das histórias chamado de CIÚME.
Racionalmente sei muito bem que se uma pessoa quer ir embora
de um relacionamento a pessoa vai ir.
Sei também que não existe nada que possa fazer a pessoa ficar
contra a sua vontade. E até concordo com o grande Osho que
o ciume pode existir também pela relação não estar tão firmada.
Ótimo, meu cérebro compreende tudo isso porém não consigo evitar
de sentir. Hoje em dia é muito mais controlado e de forma totalmente
menos paranoica do que antes.
Hoje é o aniversário dele. Obviamente vem aquela enxurrada de
parabéns - o que acho perfeitamente saudável. Mas aquela menina,
aquela bendita menina qual se fosse um pouco mais madura seria
apenas politica, da mesma forma que eu fui.
Ele é meu ex namorado. Ela é ex namorada dele. Estamos juntos.
Não tenho nada contra ela, afinal eles não estão mais juntos e ele
está comigo novamente. Como chama mesmo isso ? Rebounce ? Ah sim.
Mas fui extremamente política na rede social que dei parabéns, fui
mais intima no email afinal é só da conta dele o que tenho para dizer.
Ela não, ela tem que se abrir que nem uma mala velha. Criançona.
Ele foi extremamente educado, tanto ao responder o meu recado como o
dela, o que é perfeitamente correto (mesmo que no fundo eu queria que
ele fosse mais carinhosamente escraxado no meu - tenho que confessar).
Vamos ver qual vai ser o andar da carruagem no dia de hoje.
Marcadores:
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ex namorada,
ex namorado,
politicamente correto,
sentimentos
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Comunicação
Existe um monstro chamado comunicação. Que povoa as profundezas
mais obscuras da mente do ser humano. Bom isso ou eu sou retardada.
Mandei um email falando que para chegamos a ter algo (novamente)
temos que conversar mais, ser sinceros, abertos sobre o que sentimos
e pensamos. Inclusive achei que ele ia demorar alguns dias para
responder. Respondeu hoje (!) super rápido, sendo que no final do
email escrevi claramente - quando souber melhor o que quer sabe
aonde me encontrar. Sinceramente na minha concepção mais claro que
isso não pode chegar. Então eu coloquei uma questão importante para
mim, ele concordou, me procurou no intuito de construirmos algo
diferente, sólido. Eis que tem uma festa neste sábado a qual ele
vem anunciando abertamente em uma página de comunicação social que
pretende ir. Normal. Bom nem tanto depois de termos combinado de
sermos sinceros e atentos as necessidades um do outro.
Custa ao menos ter o bom senso de convidar ? Obviamente se a pessoa
está convidando a semanas, meses, ou "outros" eu sei que minha
companhia nesse evento particular não se faz necessária. Porém
vivemos em uma sociedade aonde algumas condutas morais fazem parte
da dança da convivência. Ser sincero para as necessidades
implica diretamente em ser sincero para escutar e respeitar a
necessidade dos outros.
Depois de ter liberado um pouco meus pensamentos com uma amiga
muito querida que em decorrência dos anos, das histórias e do
respeito posso conversar sobre tudo e não ser julgada.
A verdade é que eu gosto dele, e como disse antes entrei nisso
sabendo bem melhor como ele é, e aceitei isso. A verdade que
ficou no ar na conversa entre a minha amiga e eu algumas questões
quais ela colocou para que eu mesma pensasse :
- Você vê nessa relação como algo bom para você ?
- Você acredita que ele tentanto levar isso a sério ?
mais obscuras da mente do ser humano. Bom isso ou eu sou retardada.
Mandei um email falando que para chegamos a ter algo (novamente)
temos que conversar mais, ser sinceros, abertos sobre o que sentimos
e pensamos. Inclusive achei que ele ia demorar alguns dias para
responder. Respondeu hoje (!) super rápido, sendo que no final do
email escrevi claramente - quando souber melhor o que quer sabe
aonde me encontrar. Sinceramente na minha concepção mais claro que
isso não pode chegar. Então eu coloquei uma questão importante para
mim, ele concordou, me procurou no intuito de construirmos algo
diferente, sólido. Eis que tem uma festa neste sábado a qual ele
vem anunciando abertamente em uma página de comunicação social que
pretende ir. Normal. Bom nem tanto depois de termos combinado de
sermos sinceros e atentos as necessidades um do outro.
Custa ao menos ter o bom senso de convidar ? Obviamente se a pessoa
está convidando a semanas, meses, ou "outros" eu sei que minha
companhia nesse evento particular não se faz necessária. Porém
vivemos em uma sociedade aonde algumas condutas morais fazem parte
da dança da convivência. Ser sincero para as necessidades
implica diretamente em ser sincero para escutar e respeitar a
necessidade dos outros.
Depois de ter liberado um pouco meus pensamentos com uma amiga
muito querida que em decorrência dos anos, das histórias e do
respeito posso conversar sobre tudo e não ser julgada.
A verdade é que eu gosto dele, e como disse antes entrei nisso
sabendo bem melhor como ele é, e aceitei isso. A verdade que
ficou no ar na conversa entre a minha amiga e eu algumas questões
quais ela colocou para que eu mesma pensasse :
- Você vê nessa relação como algo bom para você ?
- Você acredita que ele tentanto levar isso a sério ?
Marcadores:
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pensamentos,
relacionamento sério,
respeito,
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verdades sociais
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Atração sexual
Estou lendo um livro chamadoDesvendando os mistérios da atração sexual
- O que se passa na cabeça de homens e mulheres sobre amor e sexo.
Quando comecei e leitura realmente estava gostando e com um entusiasmo
enorme de desvendar todas as páginas e os mistérios. Inclusive acordei de
madrugada e continuei lendo mais um pouco. Agora chegou em um ponto do
livro que realmente me causou uma frustração.
O livro é totalmente correto na sua abordagem e baseado em fatos
comprovados. Não se classificaria como um livro apenas de conselhos e
dicas sobre o sexo oposto. Fala desde os primórdios até o dia de hoje sobre
a evolução mental do homem e da mulher.
Tudo isso seria ótimo se não tivesse me causado a sensação de que nos
resumimos a causas biológicas e instintivas. Os homens buscam nas parceiras
a reprodução e as mulheres no homem sustento. E não sou uma feminista
entusiastica defendendo conceito algum. Acho muito válido desmistificar em
partes o amor, todo o processo e elucidar que existem certas químicas que
o nosso corpo produz para que possamos perpetuar a espécie.
Mas aonde está a magia do amor ? Porque tenho certeza que não apenas na
minha história mas na de inúmeros casais existe um pouco mais que apenas
a busca de um útero em boas condições de reprodução e um pênis que traga
sustento para casa.
- O que se passa na cabeça de homens e mulheres sobre amor e sexo.
Quando comecei e leitura realmente estava gostando e com um entusiasmo
enorme de desvendar todas as páginas e os mistérios. Inclusive acordei de
madrugada e continuei lendo mais um pouco. Agora chegou em um ponto do
livro que realmente me causou uma frustração.
O livro é totalmente correto na sua abordagem e baseado em fatos
comprovados. Não se classificaria como um livro apenas de conselhos e
dicas sobre o sexo oposto. Fala desde os primórdios até o dia de hoje sobre
a evolução mental do homem e da mulher.
Tudo isso seria ótimo se não tivesse me causado a sensação de que nos
resumimos a causas biológicas e instintivas. Os homens buscam nas parceiras
a reprodução e as mulheres no homem sustento. E não sou uma feminista
entusiastica defendendo conceito algum. Acho muito válido desmistificar em
partes o amor, todo o processo e elucidar que existem certas químicas que
o nosso corpo produz para que possamos perpetuar a espécie.
Mas aonde está a magia do amor ? Porque tenho certeza que não apenas na
minha história mas na de inúmeros casais existe um pouco mais que apenas
a busca de um útero em boas condições de reprodução e um pênis que traga
sustento para casa.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Balanço de relacionamento
Para poder nos relacionar temos que nos sentir de igual para igual.
Obviamente existem hierarquias diferentes, posições diferentes mas
dentro de tudo isso tem que haver um balanço. Uma sinergia, algo
que faça com que você sinta que exista lá em algum grau um igual.
Ou teríamos relacionamentos com árvores, e objectos inanimados.
Instintivamente precisamos constantemente manter esse equilíbrio.
Se acontece algo com um desconhecido existe o equilíbrio defensivo.
Instintivo ao ser humano da protecção. Se alguém te xinga na rua,
ou te agride naturalmente existe uma revidação pois a relação com
aquela pessoa não tem bases sólidas. Existe apenas a ação e reação,
sem o "penso", sem o racional apenas o instintivo.
O ser humano não teria sobrevivido sem o instinto natural de se
defender. Se alguém me ataca eu ataco de volta para mostrar que
não pode repetir aquele ato. Com um animal irracional acontece o
mesmo processo porém ele grava isso por repetição e não por
entendimento. Em um relacionamento, seja qual for (familiar,
empresarial,amoroso e etc)ao ser desbalanceado instintivamente o
lado que é "rebaixado" buscar uma forma de se igualar ao outro.
Um exemplo genérico : Um casal decide um casamento aberto,
o marido apesar de aceitar o fato livremente não sai com pessoas
fora do casamento. Ele sabe e aceita o fato concesualmente da sua
esposa sair com outros homens mesmo não fazendo o mesmo.
Existe um desbalanço. Não está sendo de igual para igual.
Instintivamente e não racionalmente ele vai encontrar alguma forma
de contra balancear. Seguindo a lógica do exemplo genérico.
Mulher e homem tem um casamento aberto. Homem aceita mas não
usufrui, mulher usufrui. Homem em desenvantagem e no contexto,
é "traído". Ao decorrer dos fatos e sabendo a história por completo
se descobre que o homem arruinou as finanças do casal e não disse
nada para sua esposa. Ele tinha também o seu segredo, internamente
ele sabia estava "traindo" sua esposa da mesma forma que ela o traia.
Ele confiou nela ao se casar, e ela confiou nele ao entregar
o total poder e controle das finanças familiares.
Isso é o que chamo de balanço de relacionamento. Falando dessa forma
pode até parecer doentio, mas o ser humano inevitavelmente segue
essa lógica ilógica.
Entre amigos ocorre o mesmo. A pessoa me fez sentir assim, me senti
rebaixado então farei o mesmo quando se der a oportunidade. Não é feito
de uma forma abertamente pensada, pois passa tão rapidamente
na nossa mente que chega a ser um automatismo.
E assim sucessivamente entre qualquer relacionamento de iguais.
O que gera esse comportamente ainda é um mistério para minha pessoa,
mas que esse padrão existe me fica muito claro.
Eu gosto de uma pessoa - agora não é exemplo, é o que estou vivendo.
Juntos tivemos uma história. O relacionamento acabou.
Eu terminei o relacionamento, causando um desbalanço. Voltamos, e
existe um receio é verdade - de ambas as partes devo dizer porém
é sobre o desbalanço diário que essa história está causando o que
vem me deixando aflita. Por então carregar uma culpa (?) de ser a
causadora do desbalanço incial e por querer levar adiante novamente
essa relação aceito alguns desbalanços que provavelmente não aceitaria
em outra situações. Poderia dizer que faz parte do amadurecimento como
pessoa porém não acho que realmente seja o caso. Esse é um assunto
para outro momento. Retomando, ele me diz que tem medo. Aceito.
Diz que não está preparado para falar sobre sentimentos. Aceito.
Mas (sempre existe uma mas, é incrível) depois de termos iniciado
novamente nossa jornada juntos (que infelizmente seguem uma tendência
desastrosa de amor e odio) ficamos muito tempo (sic) amigados.
Apenas juntos, dormiamos juntos, passavamos finais de semana juntos,
sem acontecer absolutamente nada em uma cumplicidade que só
pode existir entre pessoas que já haviam se entregaram completamente
e que conhecem profundamente suas intimidades. Porém estão em
um momento de ternura além do fisico. Inevitavelmente a continuação
da ternura e cumplicidade a duas pessoas que se gostam - vira físico,
é a evolução natural do sentimento e da manutenção da espécie.
O fato de ficar um relacionamento subentendido me incomoda, é verdade.
Porém ao tentar novamente sabia dessa possibilidade, então posso
dizer que a aceitei.
Obviamente existem hierarquias diferentes, posições diferentes mas
dentro de tudo isso tem que haver um balanço. Uma sinergia, algo
que faça com que você sinta que exista lá em algum grau um igual.
Ou teríamos relacionamentos com árvores, e objectos inanimados.
Instintivamente precisamos constantemente manter esse equilíbrio.
Se acontece algo com um desconhecido existe o equilíbrio defensivo.
Instintivo ao ser humano da protecção. Se alguém te xinga na rua,
ou te agride naturalmente existe uma revidação pois a relação com
aquela pessoa não tem bases sólidas. Existe apenas a ação e reação,
sem o "penso", sem o racional apenas o instintivo.
O ser humano não teria sobrevivido sem o instinto natural de se
defender. Se alguém me ataca eu ataco de volta para mostrar que
não pode repetir aquele ato. Com um animal irracional acontece o
mesmo processo porém ele grava isso por repetição e não por
entendimento. Em um relacionamento, seja qual for (familiar,
empresarial,amoroso e etc)ao ser desbalanceado instintivamente o
lado que é "rebaixado" buscar uma forma de se igualar ao outro.
Um exemplo genérico : Um casal decide um casamento aberto,
o marido apesar de aceitar o fato livremente não sai com pessoas
fora do casamento. Ele sabe e aceita o fato concesualmente da sua
esposa sair com outros homens mesmo não fazendo o mesmo.
Existe um desbalanço. Não está sendo de igual para igual.
Instintivamente e não racionalmente ele vai encontrar alguma forma
de contra balancear. Seguindo a lógica do exemplo genérico.
Mulher e homem tem um casamento aberto. Homem aceita mas não
usufrui, mulher usufrui. Homem em desenvantagem e no contexto,
é "traído". Ao decorrer dos fatos e sabendo a história por completo
se descobre que o homem arruinou as finanças do casal e não disse
nada para sua esposa. Ele tinha também o seu segredo, internamente
ele sabia estava "traindo" sua esposa da mesma forma que ela o traia.
Ele confiou nela ao se casar, e ela confiou nele ao entregar
o total poder e controle das finanças familiares.
Isso é o que chamo de balanço de relacionamento. Falando dessa forma
pode até parecer doentio, mas o ser humano inevitavelmente segue
essa lógica ilógica.
Entre amigos ocorre o mesmo. A pessoa me fez sentir assim, me senti
rebaixado então farei o mesmo quando se der a oportunidade. Não é feito
de uma forma abertamente pensada, pois passa tão rapidamente
na nossa mente que chega a ser um automatismo.
E assim sucessivamente entre qualquer relacionamento de iguais.
O que gera esse comportamente ainda é um mistério para minha pessoa,
mas que esse padrão existe me fica muito claro.
Eu gosto de uma pessoa - agora não é exemplo, é o que estou vivendo.
Juntos tivemos uma história. O relacionamento acabou.
Eu terminei o relacionamento, causando um desbalanço. Voltamos, e
existe um receio é verdade - de ambas as partes devo dizer porém
é sobre o desbalanço diário que essa história está causando o que
vem me deixando aflita. Por então carregar uma culpa (?) de ser a
causadora do desbalanço incial e por querer levar adiante novamente
essa relação aceito alguns desbalanços que provavelmente não aceitaria
em outra situações. Poderia dizer que faz parte do amadurecimento como
pessoa porém não acho que realmente seja o caso. Esse é um assunto
para outro momento. Retomando, ele me diz que tem medo. Aceito.
Diz que não está preparado para falar sobre sentimentos. Aceito.
Mas (sempre existe uma mas, é incrível) depois de termos iniciado
novamente nossa jornada juntos (que infelizmente seguem uma tendência
desastrosa de amor e odio) ficamos muito tempo (sic) amigados.
Apenas juntos, dormiamos juntos, passavamos finais de semana juntos,
sem acontecer absolutamente nada em uma cumplicidade que só
pode existir entre pessoas que já haviam se entregaram completamente
e que conhecem profundamente suas intimidades. Porém estão em
um momento de ternura além do fisico. Inevitavelmente a continuação
da ternura e cumplicidade a duas pessoas que se gostam - vira físico,
é a evolução natural do sentimento e da manutenção da espécie.
O fato de ficar um relacionamento subentendido me incomoda, é verdade.
Porém ao tentar novamente sabia dessa possibilidade, então posso
dizer que a aceitei.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Respira ... respira ...
Não posso depender dos outros.
Sentimentalmente falando. Não posso, doí demais.
Hoje senti que ia ficar sem ar.
Senti meus pulmões comprimindo e o ar faltando.
Se parar para pensar racionalmente é uma coisa tão idiota.
Racionalmente idiota. Sentimentalmente não.
Agora o que me deixa mais (?) é que estava tão bem.
E agora estou chorando e tendo dificuldade para respirar.
Acho que é isso que querem dizer quando dizem construir
o castelo de areia. Me sinto praticamente bipolar.
Passei o dia inteiro de bom humor, alegre, feliz, lembrado
de como minha noite foi maravilhosa.
E o dia foi acabando, e ele não foi aparecendo.
E a tristeza foi chegando sem eu perceber.
Foi tomando meu ser, e ele foi se entregando sem hesitar.
Primeiro deitou a cabeça no ombro da tristeza, depois abraçou,
até que estava tão juntos que não se sabia aonde começava
um e terminava o outro. Não posso falar para ele. Ele não fez
nada errado. Isso é coisa minha, não dele.
Vou cobrar o que ? Que ele me preencha e uma forma que nenhum
ser humano poderia conseguir ? Como vai adivinhar o que preciso ?
Como vai me dar e suprir algo que nem eu sei que preciso ?
Seria uma conversa mais o menos assim :
Eu : Oi. Porque não veio falar comigo hoje ?
Ele : Porque a gente se separou as 9 da manhã e não se
passaram nem 13 horas.
Eu : Porque você tem uma vida que independente de me agradar ?
Entendo. Porque você tem uma família, amigos, irmãos ? Certo.
Sentimentalmente falando. Não posso, doí demais.
Hoje senti que ia ficar sem ar.
Senti meus pulmões comprimindo e o ar faltando.
Se parar para pensar racionalmente é uma coisa tão idiota.
Racionalmente idiota. Sentimentalmente não.
Agora o que me deixa mais (?) é que estava tão bem.
E agora estou chorando e tendo dificuldade para respirar.
Acho que é isso que querem dizer quando dizem construir
o castelo de areia. Me sinto praticamente bipolar.
Passei o dia inteiro de bom humor, alegre, feliz, lembrado
de como minha noite foi maravilhosa.
E o dia foi acabando, e ele não foi aparecendo.
E a tristeza foi chegando sem eu perceber.
Foi tomando meu ser, e ele foi se entregando sem hesitar.
Primeiro deitou a cabeça no ombro da tristeza, depois abraçou,
até que estava tão juntos que não se sabia aonde começava
um e terminava o outro. Não posso falar para ele. Ele não fez
nada errado. Isso é coisa minha, não dele.
Vou cobrar o que ? Que ele me preencha e uma forma que nenhum
ser humano poderia conseguir ? Como vai adivinhar o que preciso ?
Como vai me dar e suprir algo que nem eu sei que preciso ?
Seria uma conversa mais o menos assim :
Eu : Oi. Porque não veio falar comigo hoje ?
Ele : Porque a gente se separou as 9 da manhã e não se
passaram nem 13 horas.
Eu : Porque você tem uma vida que independente de me agradar ?
Entendo. Porque você tem uma família, amigos, irmãos ? Certo.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Feels like home
Esse final de semana foi especial.
Especial porque estive com alguém do meu passado que nunca esteve
realmente no passado, o equivalente a um pretérito imperfeito presente.
Pretérito imperfeito - Indica um acontecimento que se prolongou
ao longo no tempo com inicio e fim no passado(eu estudava);
Uma ação incompleta realizada no passado. Presente - Indica
o fato no momento em que se fala (ele conjuga).
Todos os sentimentos de certa forma são passageiros, frívolos, instáveis.
E quando não o são ? O que significa ?
Quando brigamos com os nossos familiares principalmente os pais,
sabemos que não vai se romper a ligação. Sabemos que sempre vamos
estar ligados, que sempre serão nossos pais,levando em conta que quem
está aqui escrevendo está em um crise longa de relacionamento paterno.
A verdade é que ele nunca deixou de ser meu pai mesmo não falando
com ele, e não participando ativamente do seu dia a dia.
Da mesma forma que a fidelidade a maternidade e paternidade é
de certa forma uma imposição da sociedade ao meu ponto de vista.
Ame seus pais, respeite seus pais, mas e as crianças que foram
espancadas ? humilhadas ? violentadas ? Sobre isso ninguém fala,
ninguém prega, sobre isso se faz o silêncio.
Enfim não é o assunto que quero escrever hoje. Entrei nesse tema para
refletir sobre o sentimento não impositivo. O sentimento que a sociedade
não te cobra. O sentimento que existe por ele mesmo ?
Seria ele um sentimento mais sincero ? Já que não existe pressão
exterior para contempla lo ? Sempre fui uma pessoa com ideais claros.
Poderia até dizer um pouco inflexível, pois quem segue penas uma regra
geralmente não está muito aberto para descobrir outras.
Relacionamentos - terminou, terminou.
Para que dar outra chance a algo que não deu certo ?
Traição é inaceitável. Tudo tem que ser transparente.Para ser verdadeiro
tem que ser sincero a todo o tempo e a qualquer custo. Acredito que
isso venha um pouco da relação conturbada que vivi dentro de casa com
meus pais. Minha mãe deu muitas chances ao meu infiel pai o que levou
ela a ter seu coração partido inúmeras vezes. Como poderia eu repetir
esse ciclo que só trouxe discórdia e sofrimento ?
Mas eu não sou a minha mãe. E aqui não se trata de buscar vitimas ou
agressores. Todos somos vitimas e agressores por mais difícil que seja
aceitar isso. Se tudo isso aconteceu não adianta buscar culpados pois
um relacionamento é composto de dois. 50/50 é a parcela de cada um.
Depois de bastante reflexão a conclusão é a seguinte, não é porque eu
dei uma segunda chance que me faz uma pessoa mais fraca, ou que isso
venha a significar que eu vou me machucar e inevitavelmente sofrer
como vi acontecer. Se soubesse e pudesse antecipar o futuro o usaria
para outras coisas como ganhar na mega sena. Sem contar que a pessoa
não é equivalente ao meu pai e eu também não sou a minha mãe.
Sim, existe uma identificação inevitável com os nossos pais mas não
quer dizer que o desfecho será o mesmo.
Devo eu abrir mão do que sinto, de quem sou por medo ?
Por medo se repetir uma história trágica em qual fui coadjuvante ?
Não estaria eu jogando a minha vida por uma vida já vivida- sim com
tristezas mas dentro de tudo também alegrias ? Devo eu viver o
presente pensando no passado e manchando meu futuro ?
NÃO !!!!! Não, não e não. Dei muitas chances para essa pessoa.
Dei por amor, daria novas se precisasse.
Porque ninguém nunca vai saber o que eu sinto quando olho nos olhos
dele. Ninguém nunca vai saber como me sinto acolhida quando são os
seus braços que me envolvem e seu hálito que eu sinto.
Só eu sei o vazio quando estamos longe um do outro. Só eu sei que todos
os recomeços foram como se fosse a primeira vez. O mesmo sentimento,
a mesma emoção, o mesmo carinho puro que vi nos seus olhos antes de
termos passado por tantas coisas que apenas nos fizeram crescer.
Que fez com que eu aprenda o verdadeiro significado de perdão,
compaixão e amor. Quando viajamos por muito tempo e voltamos
para casa, existe um sentimento intrínseco tão forte de voltar
aonde pertencemos. Um sentimento que beira ao êxtase de chegar aonde
podemos ser quem somos, e se sentir parte de algo. E é assim como
eu me sinto todas as vezes que voltamos a nos relacionar, como se
tivesse voltando para o lugar que eu pertenço.
Especial porque estive com alguém do meu passado que nunca esteve
realmente no passado, o equivalente a um pretérito imperfeito presente.
Pretérito imperfeito - Indica um acontecimento que se prolongou
ao longo no tempo com inicio e fim no passado(eu estudava);
Uma ação incompleta realizada no passado. Presente - Indica
o fato no momento em que se fala (ele conjuga).
Todos os sentimentos de certa forma são passageiros, frívolos, instáveis.
E quando não o são ? O que significa ?
Quando brigamos com os nossos familiares principalmente os pais,
sabemos que não vai se romper a ligação. Sabemos que sempre vamos
estar ligados, que sempre serão nossos pais,levando em conta que quem
está aqui escrevendo está em um crise longa de relacionamento paterno.
A verdade é que ele nunca deixou de ser meu pai mesmo não falando
com ele, e não participando ativamente do seu dia a dia.
Da mesma forma que a fidelidade a maternidade e paternidade é
de certa forma uma imposição da sociedade ao meu ponto de vista.
Ame seus pais, respeite seus pais, mas e as crianças que foram
espancadas ? humilhadas ? violentadas ? Sobre isso ninguém fala,
ninguém prega, sobre isso se faz o silêncio.
Enfim não é o assunto que quero escrever hoje. Entrei nesse tema para
refletir sobre o sentimento não impositivo. O sentimento que a sociedade
não te cobra. O sentimento que existe por ele mesmo ?
Seria ele um sentimento mais sincero ? Já que não existe pressão
exterior para contempla lo ? Sempre fui uma pessoa com ideais claros.
Poderia até dizer um pouco inflexível, pois quem segue penas uma regra
geralmente não está muito aberto para descobrir outras.
Relacionamentos - terminou, terminou.
Para que dar outra chance a algo que não deu certo ?
Traição é inaceitável. Tudo tem que ser transparente.Para ser verdadeiro
tem que ser sincero a todo o tempo e a qualquer custo. Acredito que
isso venha um pouco da relação conturbada que vivi dentro de casa com
meus pais. Minha mãe deu muitas chances ao meu infiel pai o que levou
ela a ter seu coração partido inúmeras vezes. Como poderia eu repetir
esse ciclo que só trouxe discórdia e sofrimento ?
Mas eu não sou a minha mãe. E aqui não se trata de buscar vitimas ou
agressores. Todos somos vitimas e agressores por mais difícil que seja
aceitar isso. Se tudo isso aconteceu não adianta buscar culpados pois
um relacionamento é composto de dois. 50/50 é a parcela de cada um.
Depois de bastante reflexão a conclusão é a seguinte, não é porque eu
dei uma segunda chance que me faz uma pessoa mais fraca, ou que isso
venha a significar que eu vou me machucar e inevitavelmente sofrer
como vi acontecer. Se soubesse e pudesse antecipar o futuro o usaria
para outras coisas como ganhar na mega sena. Sem contar que a pessoa
não é equivalente ao meu pai e eu também não sou a minha mãe.
Sim, existe uma identificação inevitável com os nossos pais mas não
quer dizer que o desfecho será o mesmo.
Devo eu abrir mão do que sinto, de quem sou por medo ?
Por medo se repetir uma história trágica em qual fui coadjuvante ?
Não estaria eu jogando a minha vida por uma vida já vivida- sim com
tristezas mas dentro de tudo também alegrias ? Devo eu viver o
presente pensando no passado e manchando meu futuro ?
NÃO !!!!! Não, não e não. Dei muitas chances para essa pessoa.
Dei por amor, daria novas se precisasse.
Porque ninguém nunca vai saber o que eu sinto quando olho nos olhos
dele. Ninguém nunca vai saber como me sinto acolhida quando são os
seus braços que me envolvem e seu hálito que eu sinto.
Só eu sei o vazio quando estamos longe um do outro. Só eu sei que todos
os recomeços foram como se fosse a primeira vez. O mesmo sentimento,
a mesma emoção, o mesmo carinho puro que vi nos seus olhos antes de
termos passado por tantas coisas que apenas nos fizeram crescer.
Que fez com que eu aprenda o verdadeiro significado de perdão,
compaixão e amor. Quando viajamos por muito tempo e voltamos
para casa, existe um sentimento intrínseco tão forte de voltar
aonde pertencemos. Um sentimento que beira ao êxtase de chegar aonde
podemos ser quem somos, e se sentir parte de algo. E é assim como
eu me sinto todas as vezes que voltamos a nos relacionar, como se
tivesse voltando para o lugar que eu pertenço.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
I break you and you break me
You break me and I break you. The thing is I can handle it but can you?
Balanço de relação. Entendo o conceito. Concordo parcialmente inclusive
mas a necessidade de ter que estar sempre balanceando o
relacionamento tentando minar aonde o outro é frágil.
Por exemplo em um casal aonde se sabe que ambos são ciumentos.
Se eu sinto ciume, eu faço algo que sei que vai deixar o outro
com ciume. Eu fiz isso durante muito tempo mas hoje que não faço
(ou tento) vejo como é uma forma medíocre de se viver.
Não posso balancear um relacionamento com amor?
Com coisas positivas? Se o outro faz algo para me deixar com ciume
não posso apenas respirar fundo e lembrar que não sou proprietário
de ninguém e que se a pessoa está comigo está por livre vontade e
escolha própria? E se o interesse por outra pessoa surgir e a pessoa
tiver que ir embora não vou poder fazer nada a não ser aceitar ?
Bom a teoria sempre é muito bonita só que me encontro no duelo
de estar no meio desses dois pensamentos. Não quero contra balancear
o relacionamento "pagando na mesma moeda" mas não consigo evitar
como me sinto.O que fazer?
Existe um lindo texto do Osho falando que só existe ciume quando
não existe amor. Concordo em partes. Acho normal sentir um pouco
de receio de perder algo que te faz bem, por isso cuidamos.
No sentido material, um carro por exemplo, eu cuido porque gosto e
não gostaria que roubassem. Acredito que o mesmo está implicito no
conceito de pessoas, claro que no material geralmente é algo que é
comprovadamente teu e no amor não mas convenhamos
quem gosta de perder? Nas palavras de Osho:
Com o ciúme você começa a não permitir certas coisas.
Começa a vigiar. Toma todas as medidas de segurança para que
a pessoa não possa olhar para outra. Só o olhar já é um sinal
de perigo. Não deve falar com outra pessoa, pois falar ...
E você sente medo de que possa ir embora.
Então você fecha todos os caminhos,
todas as possibilidades de ir. Você fecha todas as portas.
Mas aí surge um problema. Quando todas as portas são fechadas,
a pessoa torna se morta, ambos tornam- se prisioneiros,
escravos, e não se pode amar algo morto. Você não pode amar
alguém que não é livre, pois o amor só é belo
quando é dado livremente, voluntariamente,
quando não é tomado, pedido, forçado.
Não quero forçar um sentimento mas também não quero perder,
o que fazer ?
Balanço de relação. Entendo o conceito. Concordo parcialmente inclusive
mas a necessidade de ter que estar sempre balanceando o
relacionamento tentando minar aonde o outro é frágil.
Por exemplo em um casal aonde se sabe que ambos são ciumentos.
Se eu sinto ciume, eu faço algo que sei que vai deixar o outro
com ciume. Eu fiz isso durante muito tempo mas hoje que não faço
(ou tento) vejo como é uma forma medíocre de se viver.
Não posso balancear um relacionamento com amor?
Com coisas positivas? Se o outro faz algo para me deixar com ciume
não posso apenas respirar fundo e lembrar que não sou proprietário
de ninguém e que se a pessoa está comigo está por livre vontade e
escolha própria? E se o interesse por outra pessoa surgir e a pessoa
tiver que ir embora não vou poder fazer nada a não ser aceitar ?
Bom a teoria sempre é muito bonita só que me encontro no duelo
de estar no meio desses dois pensamentos. Não quero contra balancear
o relacionamento "pagando na mesma moeda" mas não consigo evitar
como me sinto.O que fazer?
Existe um lindo texto do Osho falando que só existe ciume quando
não existe amor. Concordo em partes. Acho normal sentir um pouco
de receio de perder algo que te faz bem, por isso cuidamos.
No sentido material, um carro por exemplo, eu cuido porque gosto e
não gostaria que roubassem. Acredito que o mesmo está implicito no
conceito de pessoas, claro que no material geralmente é algo que é
comprovadamente teu e no amor não mas convenhamos
quem gosta de perder? Nas palavras de Osho:
Com o ciúme você começa a não permitir certas coisas.
Começa a vigiar. Toma todas as medidas de segurança para que
a pessoa não possa olhar para outra. Só o olhar já é um sinal
de perigo. Não deve falar com outra pessoa, pois falar ...
E você sente medo de que possa ir embora.
Então você fecha todos os caminhos,
todas as possibilidades de ir. Você fecha todas as portas.
Mas aí surge um problema. Quando todas as portas são fechadas,
a pessoa torna se morta, ambos tornam- se prisioneiros,
escravos, e não se pode amar algo morto. Você não pode amar
alguém que não é livre, pois o amor só é belo
quando é dado livremente, voluntariamente,
quando não é tomado, pedido, forçado.
Não quero forçar um sentimento mas também não quero perder,
o que fazer ?
terça-feira, 13 de julho de 2010
Vazio
"Cansei da terapia." Assim começou a minha ultima sessão terapêutica.
"Aliás cansei de tudo."Aonde me vejo daqui a 5 anos?
No mesmo lugar. Como me vejo daqui a 5 anos? Do mesmo jeito.
Cansei de analisar tudo que eu faço, de ver o motivo além do motivo.
Cansei de entender os outros. Quem me entende ?
Sinto um tédio profundo, de mim, da minha vida, da minha família,
dos meus amigos. Aliás fazem semanas que não vejo ninguém.
Não quero fazer as mesmas coisas que antes mas também não tenho
força para fazer coisas novas. Pensando bem, só tem uma pessoa que
ainda me interessa. Só tem uma pessoa que ainda me faz ter esperança.
Uma pessoa que veio do meu passado, ficou no meu presente e eu
gostariaque ficasse no futuro. Essa pessoa que eu tanto reprimi
dentro de mim, para os outros - na inútil esperança de convencer
os outros aquilo que eu nunca me convenci. Ah, como essa pessoa me
faz sentir. Nisso sou interrompida bruscamente pela voz terapêutica
-:"Sim, o companheiro no vale dos humilhados" (silêncio).
Fito profundamente os olhos da pessoa na minha frente ao mesmo tempo
que ecoam as palavras na minha mente "vale dos humilhados,
humilhados, humilhados". Será que é isso que essa pessoa representa?
Qual é a definição do vale dos humilhados? O que é o vale dos
humilhados? E ainda mais importante- estaria eu no vale dos humilhados?
Hoje fazem aproximadamente duas semanas que tive essa conversa.
Muita coisa se passou. Sai de lá naquele dia com uma única certeza.
Se estar com aquela pessoa me levava ao vale dos humilhados, era lá
aonde eu queria ficar. Para poder definir o vale antes tenho que definir
a pessoa. Agora essa pessoa tem um porém, não existe definição que
comporte essa pessoa. Simplesmente não existe. Três anos se passaram
e digo com todas as palavras e certeza do mundo: Não existe definição
pertinente que consiga ilustrar eloquentemente essa pessoa.
Antes eu ficava com raiva. Raiva por não entender.
Raiva por não ter sentido as atitudes contrárias e invertidas.
Hoje percebo que o bem que a presença me faz é mais importante que
entender. Não entendo ergo não defino. Não defino porque amo.
O que me remete a um conto chamado - A tristeza e a raiva.
A tristeza e a raiva foram juntas nadar no lago. Começou a chover e
tiveram que sair correndo. Na pressa trocaram as roupas e a tristeza
ficou vestida de raiva, e a raiva de tristeza e desde esse dia nunca
mais destrocaram as roupas. Com isso se conclui que muitas vezes a
tristeza vem "vestida" de raiva, e a raiva de tristeza.
Fazendo com que entenda que a raiva que sentia era na verdade uma
tristeza por não entender a pessoa que eu amo.
Tudo isso vem a tona porque esse tédio, esse vazio, apatia ou qualquer
que seja a denominação correta desse sentimento gerou um crescimento.
Opa, pera. É isso mesmo ? Pois é, é isso mesmo. Também não entendi
no começo quando me informaram que o tédio era um lugar bom.
Como a falta de vontade de fazer qualquer coisa, a desesperança e a
inércia poderia acrescentar algo na minha vida ?
Na teoria é muito difícil de entender, eu só entendi na prática.
Vou dar um exemplo. Quando alguém tem um tumor, tem que cortar
pela parte boa para chegar na ruim. O equivalente seria esse.
A apatia seria o equivalente a estar na transição da cirurgia.
Estar sendo aberta para poder ser curada, é a anestesia. Depois de
passar pela anestesia surge a dor. Chorei durante 2 semanas,
sem motivo, sem razão. Senti raiva, senti medo, senti que tinham
aberto minha alma e tirado todas as minhas esperanças.
Não entendia como queriam que eu vivesse a vida sem esperança.
Como poderia ser melhor viver assim? Até que me deparei com um texto
muito bem escrito que consegue explicar em uma espécie de junção a
teoria e prática do que eu estava vivendo.
Do texto Trabalhadores da Luz "No começo, quando você
entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio
por dentro. As coisas que antes você considerava importantes,
agora podem lhe parecer totalmente sem sentido.
Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma
causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer
ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar
uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou
em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está
sob dúvida. Aquilo que a consciência apoiada no ego
tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa
da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis
e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando
dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento,
você estava funcionando quase sempre no piloto automático.
Essa é a parte da apatia e depois da raiva, medo, tristeza que seguem.
Agora a parte do porque é importante viver essa "cirurgia".
(...)Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande,
sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você
quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona
esses padrões, e você se confronta com sentimentos
desagradáveis como raiva, medo e dúvida. Por isso, a expansão
da consciência que ocorre no final do estágio do ego é
frequentemente experimentada como um desmancha
prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo.
Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia
óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você
não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de
pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você
penetra sua consciência.
Agora estou na fase de ver com o que esse vazio vai ser preenchido
e se vou optar por continuar com velhos padrões ou aderir a novos.
"Aliás cansei de tudo."Aonde me vejo daqui a 5 anos?
No mesmo lugar. Como me vejo daqui a 5 anos? Do mesmo jeito.
Cansei de analisar tudo que eu faço, de ver o motivo além do motivo.
Cansei de entender os outros. Quem me entende ?
Sinto um tédio profundo, de mim, da minha vida, da minha família,
dos meus amigos. Aliás fazem semanas que não vejo ninguém.
Não quero fazer as mesmas coisas que antes mas também não tenho
força para fazer coisas novas. Pensando bem, só tem uma pessoa que
ainda me interessa. Só tem uma pessoa que ainda me faz ter esperança.
Uma pessoa que veio do meu passado, ficou no meu presente e eu
gostariaque ficasse no futuro. Essa pessoa que eu tanto reprimi
dentro de mim, para os outros - na inútil esperança de convencer
os outros aquilo que eu nunca me convenci. Ah, como essa pessoa me
faz sentir. Nisso sou interrompida bruscamente pela voz terapêutica
-:"Sim, o companheiro no vale dos humilhados" (silêncio).
Fito profundamente os olhos da pessoa na minha frente ao mesmo tempo
que ecoam as palavras na minha mente "vale dos humilhados,
humilhados, humilhados". Será que é isso que essa pessoa representa?
Qual é a definição do vale dos humilhados? O que é o vale dos
humilhados? E ainda mais importante- estaria eu no vale dos humilhados?
Hoje fazem aproximadamente duas semanas que tive essa conversa.
Muita coisa se passou. Sai de lá naquele dia com uma única certeza.
Se estar com aquela pessoa me levava ao vale dos humilhados, era lá
aonde eu queria ficar. Para poder definir o vale antes tenho que definir
a pessoa. Agora essa pessoa tem um porém, não existe definição que
comporte essa pessoa. Simplesmente não existe. Três anos se passaram
e digo com todas as palavras e certeza do mundo: Não existe definição
pertinente que consiga ilustrar eloquentemente essa pessoa.
Antes eu ficava com raiva. Raiva por não entender.
Raiva por não ter sentido as atitudes contrárias e invertidas.
Hoje percebo que o bem que a presença me faz é mais importante que
entender. Não entendo ergo não defino. Não defino porque amo.
O que me remete a um conto chamado - A tristeza e a raiva.
A tristeza e a raiva foram juntas nadar no lago. Começou a chover e
tiveram que sair correndo. Na pressa trocaram as roupas e a tristeza
ficou vestida de raiva, e a raiva de tristeza e desde esse dia nunca
mais destrocaram as roupas. Com isso se conclui que muitas vezes a
tristeza vem "vestida" de raiva, e a raiva de tristeza.
Fazendo com que entenda que a raiva que sentia era na verdade uma
tristeza por não entender a pessoa que eu amo.
Tudo isso vem a tona porque esse tédio, esse vazio, apatia ou qualquer
que seja a denominação correta desse sentimento gerou um crescimento.
Opa, pera. É isso mesmo ? Pois é, é isso mesmo. Também não entendi
no começo quando me informaram que o tédio era um lugar bom.
Como a falta de vontade de fazer qualquer coisa, a desesperança e a
inércia poderia acrescentar algo na minha vida ?
Na teoria é muito difícil de entender, eu só entendi na prática.
Vou dar um exemplo. Quando alguém tem um tumor, tem que cortar
pela parte boa para chegar na ruim. O equivalente seria esse.
A apatia seria o equivalente a estar na transição da cirurgia.
Estar sendo aberta para poder ser curada, é a anestesia. Depois de
passar pela anestesia surge a dor. Chorei durante 2 semanas,
sem motivo, sem razão. Senti raiva, senti medo, senti que tinham
aberto minha alma e tirado todas as minhas esperanças.
Não entendia como queriam que eu vivesse a vida sem esperança.
Como poderia ser melhor viver assim? Até que me deparei com um texto
muito bem escrito que consegue explicar em uma espécie de junção a
teoria e prática do que eu estava vivendo.
Do texto Trabalhadores da Luz "No começo, quando você
entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio
por dentro. As coisas que antes você considerava importantes,
agora podem lhe parecer totalmente sem sentido.
Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma
causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer
ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar
uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou
em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está
sob dúvida. Aquilo que a consciência apoiada no ego
tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa
da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis
e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando
dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento,
você estava funcionando quase sempre no piloto automático.
Essa é a parte da apatia e depois da raiva, medo, tristeza que seguem.
Agora a parte do porque é importante viver essa "cirurgia".
(...)Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande,
sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você
quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona
esses padrões, e você se confronta com sentimentos
desagradáveis como raiva, medo e dúvida. Por isso, a expansão
da consciência que ocorre no final do estágio do ego é
frequentemente experimentada como um desmancha
prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo.
Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia
óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você
não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de
pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você
penetra sua consciência.
Agora estou na fase de ver com o que esse vazio vai ser preenchido
e se vou optar por continuar com velhos padrões ou aderir a novos.
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