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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prezado Universo

Estou eu a pelo menos 1 mês lambendo minhas feridas.
Não todos os dias, horas, minutos. Pera lá também.
Mesmo uma pessoa idiota sabe bem com quem se relaciona.
E sempre soube que um principe ele nunca foi.
Tirando toda a cortina de fumaça que eu fiz o cara é o que é.
Um perdido.
Achei que poderia achar ele, talvez estivesse ME buscando.
Hoje não acho nada. Minhas amigas falam em alto e bom som -
"Qualquer uma que passase o que você passou estaria mal"
"Entendo perfeitamente teu ódio"
"Ele nunca te mereceu" blábláblá
Tá, eu sou meio crica. Tenho pontos de vista muito fortes.
Acredito piamente nas minhas idéias, e sempre - sempre, sempre
- vou ter algo para argumentar sobre aquela idéia que bom, não concordo muito.
Vamos lá, o que eu esperava ?
Sinceramente, sendo sincera para mim mesma - o que é MESMO que eu esperava ?
Talvez que ele virasse quem eu gostaria. Talvez não. Fato.
Eu achei que ele poderia mudar, mas mudar para que ?
Para me agradar ? Bom, meio egoista da minha parte.
Achei que poderia "salvar" (nossa, acho que tenho complexo de bombeiro - só pode)
dos sofrimentos. Já que via tanta identificação com ele, estava querendo na
verdade me salvar. Nossa, nossa, nossa acho que sou egoísta. Bom se tudo que fiz
foi por mim, e ele foi apenas um meio estou sofrendo por que mesmo ?!
Tudo muito lindo quando falam "desejo a ele o melhor, que seja feliz" etc e tal.
Talvez deseje mesmo, e as vezes até desejo.
Mas francamente ? Ele que se foda, no sentido apenas de que já fudeu tanto a vida
dele, um pouco mais um pouco menos ? Que eu tenho a ver com isso ? Afinal não
faço mais parte da vida dele. E a verdade que foi por opção.
Da mesma forma que entrei, saí. Vi o que eu quis ver, fiz o que achei que deveria
fazer e me mandei quando achei que tinha chego ao limite. Sério, cansei do drama.
Do meu drama, do drama dele. Afinal novela mexicana é legal mas com tempo limitado.
Muitas Thalias, muitas Paolas Bracho. Filhos do irmão do pai agressor abandonado,
que a irmão casou com o primo e descobriu que era o pai (NÃÃÃÃOOO !!) Que saco !
Alôôô !! Já sofri antes, já me apaixonei antes, já me decepcionei antes e principalmente - Já fui feliz antes !!!!! Tá, o luto, o fim, faz parte mas tem uma hora que cansa não ?! Vai ser feliz e me esquece ou melhor já tá na hora de eu ser feliz e te esquecer.
Beijo, ah e por favor não me liga.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sometimes goodbye´s the only way

Bom entre indas e vindas terminei um relacionamento de 4 anos.
E não "ah acho que terminei".
Terminei mesmo, acabou, finito, fim, chega, basta.
Realmente chegamos ao ponto sem retorno. Das outras vezes, sempre tinha
em mim algo - por menor que fosse - chamando esperança.
Dessa vez não. Claro não sou dona da verdade, apenas o amanhã dirá - all that
bullshit - mas realmente não me vejo mais com ele. Depois do cara assumir
que (vamos as qualidades): É egoísta, mentiroso, não faz nada pelos outros -
oh wait! isso entra no egoísmo, é acomodado entre outras cositas mas, você
passa a ver que a pessoa tem tantas quali... tantas caracteristicas que não
cabem mais em um relacionamento com você, se é que algum dia couberam.
Na terapia chegamos a seguinte conclusão : ele era a minha fragilidade.
Toda a fragilidade que eu tinha (tenho?) se resume a ele. O abandono, a falta
de estrutura familiar, as questões internas enfim toda a fragilidade que eu
tenho dentro de mim foi personificada nele. Acolher ele, era me acolher.
Amar ele, era me amar da forma mais pura e inocente. E foi por isso que fiquei.
Foi por isso que aguentei quando deveria ter mandando ele passear a muito
tempo atrás.
Bom mandei passear, ir dar uma volta, sair da minha asa, da minha vida.
Já passei por tudo - menos arrependimento. Ele não é e nunca foi homem para mim.
Ele é uma criança em um corpo de adulto. Um infante, uma alma perdida que não
cabe e NUNCA COUBE a mim salvar. A única que tem que ser salva, amparada, e
querida sou eu por mim mesmo. Chega ! Chega ! Chega ! Pelo amor de D´us
CHEGA !!!
Sei que falei isso antes, sei que me cansei antes e deixei o amor vencer.
O que não tinha realmente visto era que o "amor" que me fazia voltar era o
amor da personificação da minha fragilidade nele. Resumindo de uma forma bruta
eu amava o que eu via em mim nele. Algo que obviamente já superei, porque se
consigo amparar a fragilidade do outro (que supostamente é a minha) estou
mais do que pronta para cuidar da minha.
Terminamos e o cara é tão imaturo, tão criança, tão perdido que ao invés de seguir
a vida dele fez tudo e continua fazendo para me atacar. Para me machucar e me fazer
ver que ele superou, está feliz, está bem. Grow up fool. As vezes me pego tão de
saco cheio de tudo isso, que me vem inumeros sentimentos mas nenhum que me faça
pensar em algum dia voltar. A verdade é que não tenho para que nem porquê voltar.
Sometimes beginnings aren't so simple,
Sometimes goodbye's the only way ...
And the sun will set for you,
The sun will set for you ...
And the shadow of the day,
Will embrace the world in grey ...
And the sun will set for you !


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Coisas que não entendo - parte II

Ok, não tem parte I mas já postei muitas coisas que não entendo,
então fica parte II mesmo. O amor modifica as pessoas. Podem
falar o que quiserem mas modifica sim. Nunca fui promiscua, não
faz parte da minha índole, mas sempre fui muito cativante.
Tanto com homens quanto mulheres, sempre tive muitos amigos
amigos de ambos os sexos. Aonde quero chegar com isso é que
eventualmente, como é normal acontecer um amigo se apaixonada,
ou um amigo de amiga(o) pedia para me conhecer. E sempre fui
muito educada, simpática - cativante - como disse acima mas
não promiscua, ou seja nunca deixava que tivesse continuidade.
Conversava, e ainda converso mais quando acho que a pessoa pode
chegar a entender errado corto as asinhas rapidamente.
Hoje em dia principalmente pois estou namorando com quem sempre
quis. Antes, conversa vem, conversa vai - : Você é linda, adoro
como pensa. Que personalidade forte, como você é decidida.
Lindo sorriso, adoro tua risada. Quer sair comigo ? Não.Simples.
Óbvio que as vezes me incomoda que minha simpatia seja confundida
com qualquer outra coisa, não sou mal educada, nunca foi e não
serei agora - com ninguém - independente do sexo.
Tudo isso se dá ao seguinte : hoje tenho mais cautela pois o
ultimo que quero é magoar quem eu amo. Dentro disso surge que o
amor modifica sim as pessoas, pois passamos a pensar também no
outro. Evito situações que possam levar e um desentendimento.
Não porque vá gerar algo, porque não gerou antes e não vai gerar
agora - mas para que ferir quem me é querido ? Claro que as vezes
acontece, afinal só posso me responsabilizar pelos meus atos, e
não pelo dos outros. Como vou saber o que vão dizer ou como vão
agir ? O que posso sim é evitar que possam achar que existe
abertura porém ei de convir que pessoa sem noção existirão sempre.
Ótimo. Assim penso eu. Coerente, explicativo e com sentido.
Esses dias houve uma situação em que meu namorado teve uma crise
de ciúmes, normal, acontece com todos nós. Quem nunca teve que
atire a primeira pedra - agora se a frase fosse diferente - quem
já teve que atire a primeira pedra estaríamos entre um ataque de
pedregulhos. Resumindo todos passamos por isso, faz parte da vida.
Faz parte de um relacionamento, conversamos. Falei como me sentia
para ele, pois como ele mesmo disse - ninguém é de ninguém - e se
estamos juntos é por escolha e não por obrigação. Tanto de um lado
como do outro. Mesmo tendo algumas situações que podem dar a
entender algo, que ao meu ver não foi o caso - pois foram pessoas
que me elogiaram ou estavam fazendo marketing (o caso de um
promotor de festas)outro foi um conhecido chileno que trabalha com
roupas, e também um amigo que entrou no ramo imobiliário qual
voltei a ter contato para saber se tinha algo interessante para
nós. Então existe toda uma cautela da minha parte, não por medo,
mas por respeito, por zelo.
Já conversamos sobre isso e ele percebeu que como tudo é uma faca
de dois gumes. Parou de chamar as amigas de "lindas, gatas, amor".
Ou de fazer comentários desnecessários como "claps,claps,claps"
Infelizmente essa percepção se deu quando fiz o mesmo com ele.
Dinâmica cansativa e que acaba machucando ambos, mas como já
havia comentando antes e não tinha obtido nenhum feedback foi como
achei melhor no momento. Essa fase já passou (espero!) e passamos
a conseguir resolver na conversa e não fazendo o outro sentir na
pele para "se tocar" o que estava fazendo.
A base do que estou sentindo hoje é a mesma. Pensar no outro.
Fiz ele sentir porque ele não pensou por si só como poderia me
magoar, coisa que eu faço diariamente. Enfim, passou mas a crise
de ciúme foi esses dias. Apenas gostaria que ele pensasse em mim
como penso nele. Por exemplo, se tem coisas que podem - e vão me
magoar - e tenho certeza que ele sabe como fato porque não ter o
zelo, o carinho, o cuidado, o bom senso de apagar ?
Deixando claro que apagar é diferente de esconder. Eu já tinha
visto, já sabia que existia comentários nas fotos e apenas não
sabia qual era a história por trás dessa pessoa. O que penso sobre
achar que tudo bem - o que os olhos não vêem o coração não sente -
ou se a pessoa não sabe, posso me fazer de idiota é tema para outro
post. Continuando, o que custava ele sabendo o que essa pessoa me
causa (um revertério no estômago) ter apagado os comentários que
a dita deixou no facebook dele ?
Não é nada muito sério, apenas tenho tanto zelo e carinho por ele,
gostaria que ele se atentasse a esses detalhes. Afinal ele sabe
quanto - aliás, sabe melhor que qualquer um - que mesmo parecendo
esse totem, sou extremamente sensível. Afinal, ao escolhe um
parceiro temos que aprender também a cuidar do outro. São pequenas
coisas, e que francamente, não acho que é pedir muito.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Que aquece a alma

Lá,lalá lalá! Lalá Lalá! Lalalá!
Faz muito tempo mas eu me lembro,
você implicava comigo.
Mas hoje eu vejo que tanto tempo
Me deixou muito mais calma ...
O meu comportamento egoísta,
o seu temperamento difícil.
Você me achava meio esquisita,
e eu te achava tão chato (Eh!).
Mas tudo que acontece na vida,
tem um momento e um destino.
Viver é uma arte, é um ofício,
só que precisa cuidado...
Prá perceber que olhar só prá dentro,
é o maior desperdício.
O teu amor pode estar do seu lado...
O amor é o calor que aquece a alma,
O amor tem sabor prá quem bebe a sua água(Eh!).
E hoje mesmo quase não lembro,
que já estive sozinha.
Que um dia seria seu esposa,
sua princesa encantada.
Ter filhos, nosso apartamento,
fim de semana no sítio.
Ir ao cinema todo domingo,
só com você do meu lado.
Mas tudo que acontece na vida,
tem um momento e um destino.
Viver é uma arte, é um ofício,
só que precisa cuidado...
Prá perceber que olhar só prá dentro
é o maior desperdício.
O teu amor pode estar do seu lado !!
O amor é o calor que aquece a alma,
O amor tem sabor prá quem bebe a sua água...
Lá, Lalá Lalá! Lalá Lalá! Lalalá!
Lá, Lalá Lalá! Lalá Lalá! Lalalá!
O amor é o calor que aquece a alma,
O amor tem sabor prá quem bebe a sua água !!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sequência de fatos

Durante um realacionamento todos vamos cometendo pequenos deslizes.
Faz parte, todos sabemos. O grande problema é quando passa a existir
uma sequência deles sem o intervalo de tempo para recompor.
Por exemplo - ele mentiu para ela, ela ficou chateada e triste.
Tentou entender, pediu explicações, se retraiu um pouco.
As coisas boas tem mais peso, ele faz o coração dela bater mais
rápido, é carinhoso, uma boa pessoa - e ela deixa passar.
Ele combina de sair com amigos, pede para eles não avisarem ela.
Muda a programação do final do ano sem consultar mesmo o pai
dela estando doente - ele diz que não combinou nada, só cogitou
a idéia mas já está vendo passagens para viajar. Ela se irrita,
olha para o lado, finge quenão está sabendo de nada porque não
quer brigar. Ele é extremamente ciumento, pode falar e fazer o
que quiser com quem quiser, porém se ela faz algo, ele faz birra
e acha que cobrar uma atitude que ele não tem - ela deixa passar
tenta mostrar que não é bem assim, até que ...
Obviamente que chegariamos no "até que" se cansa.
Aonde está o tempo para se recompor ?
Aonde está o tempo para respirar ?
Aonde está o tempo para lembrar o quão amada se é ?
Aonde está o tempo para ver que fez bem em "deixar" passar ?
1,2,3,4,5 quantas uma pessoa pode aguentar sem se sentir
desgastada, fragilizada, triste, e com o peso do mundo nas
costas? Afinal quando escolhemos um parceiro é para nos
acompanhar nessa caminhada chamada vida. Quando escolhemos
um parceiro queremos alguém que também saiba dar valor as
atitudes que tomamos por amor. Que valor o outro está dando
ao amor ? Nenhum.
E ao continuar fazendo isso sem olhar o história para mim passa
a parecer que não é uma parceria. Que não é uma jornada de
duas pessoas mas de uma que carrega todas as tralhas e de outra
que caminha livremente achando que o outro sempre vai ter força
e paciência para levar os apetrechos para a caminhada.
Parceria parte dos dois.
Cumplicidade é pensar no outro.
Amor é evitar magoar quem te acolhe.
Humanidade é pensar antes de fazer e não refletir depois do ato.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

You can´t play on broken strings

D´us sabe como eu tentei.
As vezes acho que apenas Ele sabe.
Eu o amo com cada célula do meu corpo, absolutamente cada parte
do meu ser. Eu o amo a ponto de dar a minha vida se necessário,
já cogitei largar tudo por ele, e teria largado.
Amo todas as suas qualidades, e todos os defeitos.
Amo todas as ações boas que ele teve e entendo todas as escolhas
ruins e duvidosas que ele tomou.
Amo ele de todas as formas, de todos os jeitos.
Amo ele a ponto de entender a dor dos poetas.
Amo ele com cada lágrima que já chorei e com cada sorriso que dei.
Mas nada diz mais do que a música Broken strings do James Morrison.

(...)But you broke me now I can't feel anything
When I love you rings so untrue
I can't even convince myself
When I'm speaking It's the voice of someone else
Oh it tears me up
I try to hold on but it hurts too much
I try to forgive but it's not enough
To make it all okay
You can't play on broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurts
A lie's worse
How can I give any more?
When I love you a little less than before
Oh what are we doing
We are turning into dust
Playing house in the ruins of us
Running back through the fire
When there's nothing left to save
It's like chasing the very last train
When it's too late
Too late
Let me hold you
For the last time
It's the last chance to feel again

Tradução

(...)Mas você partiu meu coração
Agora eu não consigo sentir mais nada
Quando eu te amo, soa tão falso
Eu nem ao menos consigo me convencer
Quando estou falando
Parece a voz de outra pessoa
Oh, e isso me dilacera
Eu tentei resistir, mas isso machuca demais
Eu tentei perdoar, mas isso não é o suficiente
Para fazer tudo ficar bem
Você não pode tocar com cordas partidas
Você não pode sentir nada
Que seu coração não queira sentir
Eu não consigo te dizer algo que não seja verdade
Oh, a verdade machuca
E as mentiras mais ainda
Como eu posso dar mais ?
Quando eu te amo um pouco menos do que antes
Oh, o que nós estamos fazendo ?
Estamos nos transformando em pó
Brincando de casinha nas nossas ruínas
Correndo em direção ao fogo
Para salvar algo quando já não há mais ninguém para salvar
É como se estivesse correndo atrás do último trem
Quando já é tarde demais
Tarde demais
Deixe eu te abraçar
Pela última vez
É a última chance para sentir de novo


E no clipe o James canta e ela aparece no vidro que separa
os dois, e é assim que me sinto - como se tivesse um vidro
blindado entre nós. E sei que ele está machucado também.
E não quero mais sofrer, não quero mais que ele sofra.
Eu amo ele, sei que ele me ama também mas as vezes apenas o
amor não é suficiente. E é difícil para alguém como eu, que
sempre acreditei que com amor e por amor se podia tudo.
E o que mais tenho é amor por ele, o que mais sinto é amor por
ele mas hoje sinto que não é suficiente.
Me lembra um texto que recebi em 2008 que vou transcrever,
pois é o que me resta. Escrever para tentar entender o que meu coração
está vivendo. Já mandei esse texto para ele. Mas como a comunicação
é tão dificil e eu nunca recebo um feedback - ou até recebo, uns
20% - do que escrevo, falo, sinto, digo - sequer sei se ele leu.
Quem dirá se ele entendeu, se ele sentiu, então passa a ser indiferente
(mais uma vez) mudando apenas o fato que agora estou tão cansada.
Cansada de falar sem escutar uma resposta, ouvir uma palavra.
Cansada de ser tão dificil ter uma conversa de adultos, aonde ambos
se colocam, aonde ambos conseguem se abrir, aonde se fala.
Cansada de para escutar uma única palavra, uma única frase, demore
minutos, horas, dias, semanas e que as vezes a palavra nunca chegue.
Caindo no falso esquecimento da vã esperança de resposta e posicionamento.
Cansada de falar sem saber se minha mensagem chegou.
Cansada de ter que saber as coisas por outros meios e não por ele.
Cansada de ter que "descobrir" quem ele é, e não viver quem ele é.
Acho que ele nunca vai entender que o que me machuca tanto - menos
do que as suas histórias, suas mentiras, suas escolhas - é o fato
de nunca ser por ele que fico sabendo. Se não me interessase a ponto
de ir atrás para saber com quem tinha escolhido passar o resto da minha
vida, pouco - ou até quase nada - saberia do homem que meu coração
escolheu acolher dentro dele. E isso cansa. Cansa demais.
Segue o texto :
Em italico o texto original.
Em bold os meus comentários
Ah!!! O Amor ...
Aos casados há muito tempo,aos que não casaram, aos que vão casar,
aos que acabaram de casar,aos que pensam em se separar, ...
Aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar.
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima
posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.

Eu encontrei
Que nos faça entrar em transe, cair de
quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí ???

Com ele vivo isso todos os dias
Depois que acaba esta paixão retumbante,
sobra o quê? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam
ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos
conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
É tudo o mesmo amor. Não existem vários tipos de amor, assim como
não existem três tipos de saudade, quatro de ódio, seis espécies de
inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado
à familiares, ao cônjuge ou à Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,
a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de
durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de
cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia
ser eterna.

No meu caso particularmente, não é a questão de cobrança - pois
acredito piamente que quem cobra, quem fala, quem "perde"
seu tempo se colocando é quem realmente ama. E quem se cala é
quem sepulta. Já que no texto fala sobre amor o fato do amor de
pai, mãe e conjuge ser o mesmo vou usar o mesmo exemplo.
Qual é o pai que se importa ? Aquele que dá a bronca e que
conversa com o filho ? Que explica, que mostra exemplos, que faz
o filho se colocar no lugar do outro ou aquele que apenas diz :
"acontece" - "entendo" - "ok" - etc ? Para mim essa resposta é
clara mas para ele não sei, não sei essa resposta como tantas
outras porque ele nunca fala, e dificilmente se posiciona sem
antes ter que percorer um longo caminho de paciência e espera
para conseguir que saiam algumas palavras dele. Ele se cala então
nada mais tenho a não ser acreditar que ele tem o amor de "pai"
que se cala e sepulcra o sentimento do filho. E não é o amor que
eu entendo. E já disse tantas vezes mas para continuar no mesmo
lugar de sempre, não tive nenhum feedback. Ele pode até estar
crescendo, pois acredito que algumas das minhas palavras
cheguem a ele, mas se ele não fala como posso saber ?
E cansei de adivinhar. Mas do que cansada de adivinhar apenas
não quero mais. Se ele falar saberei e se não falar, paciência
- até aonde aguentar. Continuando ...

Casaram. Te amo prá lá, te amo
prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige
mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem
dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às
vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja,
antes de mais nada, respeito. Disposição para ouvir argumentos
alheios. Alguma paciência ... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de
cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de
carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.

* Respeito.
Se calar para mim é falta de respeito. Falta de vontade.
Falta de doação. E particularmente no meu caso, falta de
bom senso para escutar a mulher que diz que ama - que tentas
vezes ficou ao lado esperando palavras que nunca vieram.
* Disposição. É o que mais tive, principalmente dentro dos longos
silêncios. Principalmente na vontade de explicar. De falar.
De dizer. De questionar. De querer entender. E de entender a
dificuldade que ele tem em falar. Mas eu também tenho dificuldade
quando não existe nenhuma resposta. Eu entendo.
E quem me entende ?
Me faz sentir que apenas eu tenho disposição.
Tantas vezes falei que precisava conversar - leia se falar e ouvir
e não apenas falar. O que aconteceu na maioria das vezes.
* Competição. Comparação. Jogo de cintura.
Nunca competi contra ele, sempre a favor - ao menos é assim que
eu sinto. Como ele sente ? Não sei, ele nunca fala. E quando fala
é porque eu peço, é porque eu espero, é porque me calo junto a
ele dentro dos insuportáveis silêncios que cortam meu coração.
Sobre comparação, para mim nunca existiu isso.
Como posso comparar o que nunca senti por ninguém.
O único que fiz sim foi pedir para ele em algumas situações
comparar o que ele sentiria se fosse com ele. E serviu para algo ?
Não sei, ele nunca fala. Jogo de cintura sempre tive, e ele também
pois não sou uma pessoa fácil de lidar, porém quem é quando se
trata de sentimentos ? Mas para ter jogo de cintura tem que haver
diálogo, e nunca existiu - melhorou muito - mas não foi o suficiente.
Em três anos, melhorou 40%, não tenho pressa mas não posso
perder tempo como diria o grande Saramago.

Voltando ao texto.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, tentar não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio
tem que haver um pouco de silêncio,

atenção para o próprio texto falar que é UM POUCO e não muito
amigos de infância, tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que
não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que
união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente',
não basta.

* Confiança. Sempre tive, diria até que tive demais.
Mentiu tantas vezes, e quis acreditar que pararia de mentir.
Sempre continuou, como posso confiar em quem vez após vez
quebra a minha confiança, desperdiça a chance, e queima a
possibilidade de ser viver em paz ? Essa mesma paz que ele
enche a boca para falar que está fazendo de tudo para conseguir.
* Camaradagem. Fazer de conta que não escutou - O fiz, porque
cansada de sempre falar a nada obter de resposta muitas coisas
deixei passar até que cansei. Pois é, amar solamente não basta.

Entre homens e mulheres que
acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão,
racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para
sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não
é dois. Sobre o amor ser apenas poesia,
acredito que ambos sabemos que não é assim. Pois não é
a primeira vez que tentamos, nos separamos para perceber
o quanto nos amamos. Sabemos que não é apenas poesia.
Mas o amor foi maior porém SÓ O AMOR NÃO BASTA.

É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor
que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas
ele próprio não se basta. Um bom amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!
(Texto atribuído a Arthur da Távola)

E entre músicas e crônicas fica o
gosto amargo do dasamparo, de ter amor o suficiente para
alimentar o mundo mas não ter forças para poder ficar ao
lado do homem que amo. Carreguei ele nas costas enquanto pude,
e carregaria mais se tivesse forças, mas não tenho.
Hoje preciso ser carregada para amanhã ter um parceiro ao meu
lado e não nas minhas costas. Existem momentos na vida aonde
o outro precisa de amparo, aonde o outro precisa sim ser
carregado. O carreguei durante tanto tempo, e hoje cansada
me pergunto - quem me carrega ?
Esses dias ele postou uma frase um um livro do A.Cury que está
lendo e li um pouco do livro quando estavamos na praia, e
tenho vontade de perguntar se ele pulou as partes aonde ele diz
(...)"Se você não for capaz de revelar seus sentimentos,
terá grande chance de levar para seu túmulo o melhor tesouro
que possui"
(...)Encante as pessoas que o rodeiam, surpreenda-as com
atitudes inesperadas, diga palavras que nunca expressou.
(...)Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas humildade para
reconhecer os erros, sabedoria para receber uma crítica justa,
coragem para ouvir um "não", sensibilidade para dizer "eu te amo"
desprendimento para falar "eu preciso de você".
(...)Quem quer conquistar um grande amor tem de reciclar seu
ciúme e superar sua insegurança e seus maneirismos.
(...)Todas as escolhas têm perda. Quem quer não estiver
preparado para perder o irrelevante, não estará apto para
conquistar o fundamental.
E a verdade é que não acho que ele esteja disposto nem
preparado para perder o irrelevante ou se está nunca se deu
ao tempo nem nunca me deu o prazer de me dizer isso.
É o preço que se paga por viver em silêncio.
A opção é dele já as consequências vem da vida.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fogo cruzado

Dizem que fogo cruzado não doí.
As vezes acho que doí mais em mim no que nele.
Faço porque as vezes temos que lembrar ao outro como nos faz sentir.
Faço porque com palavras não adiantou.
Faço porque tentei te mostrar por amor como estava me magoando.
Se não funciona com palavras talvez funcione com atitudes.
Desculpa se tive que chegar nisso, mas foram tuas escolhas e
principalmente nas veladas atitudes que me obrigaram a ter que te
fazer sentir o que me causa quando não pensa em mim.
O que me faz sentir quando toma atitudes que eventualmente vão
me magoar - e você sabe.
Sempre penso em você, meu primeiro pensamento ao acordar e meu
ultimo pensamento ao dormir, por que não pode fazer o mesmo ?!
Doí não é mesmo ? Doí quando a atitude de quem amamos
não corresponde ao que gostaríamos. Doí quando livremente entre
as escolhas da vida se opta por machucar e não por zelar.
Eu sei como doí. Paciência meu amor, paciência.
Eu te avisei da ultima vez que olhou nos meus olhos e decidiu
mentir que ia te fazer sentir o mesmo que estava sentido.
Eu te avisei da ultima vez que tive ansia de vômito e uma
pontada na boca do estomago que ia te fazer sentir exatamente
igual. Por que escolhe esse caminho meu amor ? Por que ?
Juntos até o final não é mesmo ? Juntos no mesmo caminho.
Cada escolha uma renuncia e caso não perceba tuas atitudes
estão renunciando a nossa paz. Você diz que quer paz e eu te
respondo - Se queres paz prepara te para guerra, para depois
dessa forma dolorida que escolheu me amar entender que o
objetivo da guerra é a paz segundo as sábias palavras de
Aristóteles.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pesamentos da madrugada

Pensamentos da madrugada :
Sim, eu repito as coisas -
porque com você gosto de compartilhar.
Sim, sou insegura as vezes -
porque sei que ao teu lado posso me reafirmar.
Sim, sinto as coisas no âmago -
porque para você removi minhas defesas.
Sim, as vezes sou dura -
porque minha dureza tem base no amor.
As coisas inseguras do meu âmago endurecido quero compartilhar.
Repito ao seu lado minhas verdades baseadas no amor.
Compartilhadas por amor. Verdades indefesas e endurecidas
no meu âmago indefeso.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Limite pessoal

Quando duas pessoas decidem se juntar, até onde vai o limite pessoal ?
Duas pessoas com cicatrizes profundas. Cicatrizes de um passado
dolorido. Desconfiança, abandono, medo, separação.
Meu pai traiu a minha mãe, que teve depressão severa durante anos.
Chegando a ser submetida a tratamento de choque (aquele que vemos
hororrizados nos filmes). Lembro do médico dizer que ela nunca mais
voltaria ao normal. Meu pai era ausente, trabalhava demais, tinha
"mulheres" demais então para compensar sua falta me comprava.
Não gosto de parecer uma pessoa que está lamuriando da vida.
Na verdade não é isso. Estou buscando respostas na verdade.
Buscandos respostas para coisas que ainda não consegui comprender.
Esse 'breafing' leva ao título do post - limite pessoal. Cresci em um
ambiente difícil,com muito dinheiro e pouco sentimento. Demorei muito
na minha vida para entender o amor. E ainda acho que me falta bastante.
Conheci muitas pessoas. De todo tipo, de todos os jeitos, de todas as
camadas sociais. Sempre fui sedutora, com um lindo sorriso e um jeito
cativante. Nunca tive problemas em conquistar os homens e conseguir
o que queria - meu pai me ensinou bem como ser uma predadora.
Sempre fui uma pessoa muito sensível.
Aquela pessoa que percebe olhares, enxerga as mãos, observa atenta
os pequenos movimentos corporais, gestos, tudo. Afinal sempre pisei
sobre ovos. As vezes gostaria de ser diferente. É muito complicado
perceber que o corpo diz algo que não condiz com o que sai da boca.
Como sempre consegui ver além das palavras tinha um controle maior
sobre as pessoas. Quase como um detector de mentiras levava
vantagens massivas sobre as pessoas que me relacionava. O controle
permite que você decida se vai se entregar ou não.
Parece uma vantagem impressionante mas a verdade é que não é, não é
pelo simples fato que não existe entrega. Mesmo quando sabia que
alguém estava mentindo esperava o momento oportuno para jogar
em cara, mostrar que sempre soube, que estava apenas seguindo o jogo.
Ao apresentar as cartas na mesa dava um cheque mate e saia por cima.
Eu me entregava até onde queria e quando queria. Claro que durante
todo esse percurso houveram tentativas e erros, ajudando ao
aperfeiçoamento. Foi quando aconteceu. Foi quando o conheci.
Conheci aquele que ia quebrar minhas verdades. Aquele que mentiria,
que eu descobriria e ficaria. Aquele que me fez ver que podemos
aprender a perdoar quando alguém nos machuca. Que se temos alguém
para ajudar a curar a ferida, ela eventualmente pode ser esquecida.
Que a vingança traz prazer não posso negar, mas que ter alguém que
te faça ao menos repensar se vale a pena retribuir na mesma moeda
é algo impagável. Ninguém me machucava porque eu não permitia.
Não me permitia ser. Apenas ser. Que vida é essa aonde não podemos
ser quem somos ? Que vida é essa aonde vamos nos adaptando a ser
quem achamos que os outros esperam ? Acredito que essa vida seja
a que a maioria de nós leve inclusive sem perceber. Estou longe de
ser santa. Apesar de hoje ver todas as coisas boas que ele me trouxe,
de saber que cresci muito com ele, que aprendi a desculpar e confiar
em alguém do sexo oposto eu fiz com ele o que sei fazer de melhor.
Extirpar fatos, verdades, palavras ditas pela metade, fatos,
pegar os pontos mais fracos e fazer eles sangrarem. Fomentar a dor
que aprendi a causar, a dor que nunca me permiti sentir.
Todos os que conviveram comigo conhecem esse meu lado de viuva
negra. Inclusive meu primeiro namorado que causou um acidente
terrível comigo no carro ao ser atropelado e largado a esmo no meio
da rua foi atribuido a possíbilidade do incidente estar ligado
comigo. Eu sentia orgulho disso, sentia orgulho de ser assim.
De que soubessem que se mexessem comigo e me machucassem de
qualquer forma iam pagar caro por isso. Me sentia poderosa,
me sentia intocável, me sentia ... sozinha.
Tinha, tenho (?) vergonha de algumas coisas. Apesar de saber que a
vergonha e a prepotência caminham juntos. Afinal só posso sentir
vergonha de algo que me ache melhor, mais merecedora de ter do que
aquilo que realmente tenho. Por exemplo se tenho cabelos enrolados
e faço escova e escondo isso é porque acredito que eu seja melhor
do que as pessoas de cabelo enrolado. Tão melhor que ninguém sequer
pode saber que eu na verdade tenha o cabelo enrolado. Demorei para
entender essa analogia mas faz perfeito sentido.
Acabei entrando mais em mim para chegar ao que não entendo.
Limite pessoal. Aonde eu começo e o outro termina. Ao escrever isso
tudo que me veem a cabeça são as palavras - mentira e hipocrisia.
Preciso aprender a diferenciar a mentira do esquecimento. A mentira
da convivência com a mentira do âmago. Por enquanto não consigo,
como eu gostaria - mas não consigo. A mentira social faz parte da
sociedade como um todo. Se uma pessoa próxima corta o cabelo ou usa
uma roupa que faz parecer o display da feirinha hippie de uma cidade
do interior cabe a mim falar abertamente que o cabelo ficou parecendo
uma cuíca e que essa combinação de cores não serviria nem para a
combinação da escola de samba da Mangueira ? Ou se alguém que é
querido por mim se apaixona por uma pessoa com aparência de quem foi
resgatado meses dentro de uma mina sem tomar banho e sem conciência
social para ter o mínimo de convívio. Pior ainda, se essa for a
minha opinião e não a da pessoa ? Quando alguém que não encontro
anos a fio simpáticamente diz que gostaria de marcar algo e é tão
obvio que está apenas dizendo, cabe a mim replicar e dizer que se
realmente quissese algo teria mantido contato e não arbritariamente
esbarrado comigo na rua ? Ás vezes não existe problema em dizer, mas
estar sempre "desarmando" as pessoas e tirando a "mentira social"
provavelmente vai se tornar algo que acabe me fazendo ser uma pessoa
isolada, afinal faz parte da cultura. Como fica claro pela extensão
do meu texto de hoje (e por não sentir a necessidade de escrever
outros dias) estou precisando colocar a cabeça em ordem.
A questão básica, qual entitula o post, é sobre o limite pessoal.
Acredito que resumindo o que preciso colocar em ordem é entender a
minha real necessidade de estar encrustada em tudo que ele pensa e
faz, e naturalmente permitir que ele faça o mesmo comigo.
Aonde eu começo ? Aonde ele termina ? Fiz muito isso, de querer saber
cada passo - principalmente dele - que cativou um espaço nunca antes
habitado como o meu coração. Quando estavamos separados mesmo
sabendo que iria sofrer ao ver ele com outra pessoa eventualmente
olhava suas coisas, falava com seus amigos para saber alguma
informação. Queria sentir que ainda existia uma conexão entre nós.
Buscava ligações nas coisas que ele escrevia, nas musicas que ele
postava, nos comentários proferidos em tantos momentos distintos.
Queria me encontrar nele, queria acreditar que ainda existia algo
de mim nele. E de certa forma existiu sim porque hoje novamente
estamos juntos. Mais adultos, mais maduros, mais abertos, mais
confiantes e dispostos a ouvir e sermos escutados. Quando ele me
perguntou sobre o que se passou quando estavamos separados e
provavelmente em decorrência da minha constante necessidade de
indiretamente dar a entender que eu acompanhei seu cada passo (seria
novamente a minha necessidade de mostrar que não seria feita de
idiota ?!). Calma lá, será que esse poder que preciso mostrar com
fatos não é a cobertura dos meus fantasmas internos ? Se tenho
informações e as digo tenho poder. Poder de proteção, poder de
mostrar ao outro que não sou vunerável a ele quando na verdade essa é
a minha maior fragilidade. Perceber o quão sou vunerável, aos que
eu amo. Acho que preciso entender que amar é ser vunerável afinal já
descobri tantas coisas dele que me machucaram, já peguei ele em
mentiras sociais e não sociais, já questionei e apresentei fatos aonde
ele teve que se submeter a dizer que mentiu - e francamente nada disso
mudou o que sinto por ele. Meu limite pessoal vai emergir quando puder
assumir que sou vunerável, que ele também é e que independente do
que possa eu descobrir o amo incondicionalmente.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Atração sexual

Estou lendo um livro chamadoDesvendando os mistérios da atração sexual
- O que se passa na cabeça de homens e mulheres sobre amor e sexo.

Quando comecei e leitura realmente estava gostando e com um entusiasmo
enorme de desvendar todas as páginas e os mistérios. Inclusive acordei de
madrugada e continuei lendo mais um pouco. Agora chegou em um ponto do
livro que realmente me causou uma frustração.
O livro é totalmente correto na sua abordagem e baseado em fatos
comprovados. Não se classificaria como um livro apenas de conselhos e
dicas sobre o sexo oposto. Fala desde os primórdios até o dia de hoje sobre
a evolução mental do homem e da mulher.
Tudo isso seria ótimo se não tivesse me causado a sensação de que nos
resumimos a causas biológicas e instintivas. Os homens buscam nas parceiras
a reprodução e as mulheres no homem sustento. E não sou uma feminista
entusiastica defendendo conceito algum. Acho muito válido desmistificar em
partes o amor, todo o processo e elucidar que existem certas químicas que
o nosso corpo produz para que possamos perpetuar a espécie.
Mas aonde está a magia do amor ? Porque tenho certeza que não apenas na
minha história mas na de inúmeros casais existe um pouco mais que apenas
a busca de um útero em boas condições de reprodução e um pênis que traga
sustento para casa.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Feels like home

Esse final de semana foi especial.
Especial porque estive com alguém do meu passado que nunca esteve
realmente no passado, o equivalente a um pretérito imperfeito presente.
Pretérito imperfeito - Indica um acontecimento que se prolongou
ao longo no tempo com inicio e fim no passado(eu estudava);
Uma ação incompleta realizada no passado. Presente - Indica
o fato no momento em que se fala (ele conjuga).

Todos os sentimentos de certa forma são passageiros, frívolos, instáveis.
E quando não o são ? O que significa ?
Quando brigamos com os nossos familiares principalmente os pais,
sabemos que não vai se romper a ligação. Sabemos que sempre vamos
estar ligados, que sempre serão nossos pais,levando em conta que quem
está aqui escrevendo está em um crise longa de relacionamento paterno.
A verdade é que ele nunca deixou de ser meu pai mesmo não falando
com ele, e não participando ativamente do seu dia a dia.
Da mesma forma que a fidelidade a maternidade e paternidade é
de certa forma uma imposição da sociedade ao meu ponto de vista.
Ame seus pais, respeite seus pais, mas e as crianças que foram
espancadas ? humilhadas ? violentadas ? Sobre isso ninguém fala,
ninguém prega, sobre isso se faz o silêncio.
Enfim não é o assunto que quero escrever hoje. Entrei nesse tema para
refletir sobre o sentimento não impositivo. O sentimento que a sociedade
não te cobra. O sentimento que existe por ele mesmo ?
Seria ele um sentimento mais sincero ? Já que não existe pressão
exterior para contempla lo ? Sempre fui uma pessoa com ideais claros.
Poderia até dizer um pouco inflexível, pois quem segue penas uma regra
geralmente não está muito aberto para descobrir outras.
Relacionamentos - terminou, terminou.
Para que dar outra chance a algo que não deu certo ?
Traição é inaceitável. Tudo tem que ser transparente.Para ser verdadeiro
tem que ser sincero a todo o tempo e a qualquer custo. Acredito que
isso venha um pouco da relação conturbada que vivi dentro de casa com
meus pais. Minha mãe deu muitas chances ao meu infiel pai o que levou
ela a ter seu coração partido inúmeras vezes. Como poderia eu repetir
esse ciclo que só trouxe discórdia e sofrimento ?
Mas eu não sou a minha mãe. E aqui não se trata de buscar vitimas ou
agressores. Todos somos vitimas e agressores por mais difícil que seja
aceitar isso. Se tudo isso aconteceu não adianta buscar culpados pois
um relacionamento é composto de dois. 50/50 é a parcela de cada um.
Depois de bastante reflexão a conclusão é a seguinte, não é porque eu
dei uma segunda chance que me faz uma pessoa mais fraca, ou que isso
venha a significar que eu vou me machucar e inevitavelmente sofrer
como vi acontecer. Se soubesse e pudesse antecipar o futuro o usaria
para outras coisas como ganhar na mega sena. Sem contar que a pessoa
não é equivalente ao meu pai e eu também não sou a minha mãe.
Sim, existe uma identificação inevitável com os nossos pais mas não
quer dizer que o desfecho será o mesmo.
Devo eu abrir mão do que sinto, de quem sou por medo ?
Por medo se repetir uma história trágica em qual fui coadjuvante ?
Não estaria eu jogando a minha vida por uma vida já vivida- sim com
tristezas mas dentro de tudo também alegrias ? Devo eu viver o
presente pensando no passado e manchando meu futuro ?
NÃO !!!!! Não, não e não. Dei muitas chances para essa pessoa.
Dei por amor, daria novas se precisasse.
Porque ninguém nunca vai saber o que eu sinto quando olho nos olhos
dele. Ninguém nunca vai saber como me sinto acolhida quando são os
seus braços que me envolvem e seu hálito que eu sinto.
Só eu sei o vazio quando estamos longe um do outro. Só eu sei que todos
os recomeços foram como se fosse a primeira vez. O mesmo sentimento,
a mesma emoção, o mesmo carinho puro que vi nos seus olhos antes de
termos passado por tantas coisas que apenas nos fizeram crescer.
Que fez com que eu aprenda o verdadeiro significado de perdão,
compaixão e amor. Quando viajamos por muito tempo e voltamos
para casa, existe um sentimento intrínseco tão forte de voltar
aonde pertencemos. Um sentimento que beira ao êxtase de chegar aonde
podemos ser quem somos, e se sentir parte de algo. E é assim como
eu me sinto todas as vezes que voltamos a nos relacionar, como se
tivesse voltando para o lugar que eu pertenço.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

I break you and you break me

You break me and I break you. The thing is I can handle it but can you?
Balanço de relação. Entendo o conceito. Concordo parcialmente inclusive
mas a necessidade de ter que estar sempre balanceando o
relacionamento tentando minar aonde o outro é frágil.
Por exemplo em um casal aonde se sabe que ambos são ciumentos.
Se eu sinto ciume, eu faço algo que sei que vai deixar o outro
com ciume. Eu fiz isso durante muito tempo mas hoje que não faço
(ou tento) vejo como é uma forma medíocre de se viver.
Não posso balancear um relacionamento com amor?
Com coisas positivas? Se o outro faz algo para me deixar com ciume
não posso apenas respirar fundo e lembrar que não sou proprietário
de ninguém e que se a pessoa está comigo está por livre vontade e
escolha própria? E se o interesse por outra pessoa surgir e a pessoa
tiver que ir embora não vou poder fazer nada a não ser aceitar ?
Bom a teoria sempre é muito bonita só que me encontro no duelo
de estar no meio desses dois pensamentos. Não quero contra balancear
o relacionamento "pagando na mesma moeda" mas não consigo evitar
como me sinto.O que fazer?
Existe um lindo texto do Osho falando que só existe ciume quando
não existe amor. Concordo em partes. Acho normal sentir um pouco
de receio de perder algo que te faz bem, por isso cuidamos.
No sentido material, um carro por exemplo, eu cuido porque gosto e
não gostaria que roubassem. Acredito que o mesmo está implicito no
conceito de pessoas, claro que no material geralmente é algo que é
comprovadamente teu e no amor não mas convenhamos
quem gosta de perder? Nas palavras de Osho:
Com o ciúme você começa a não permitir certas coisas.
Começa a vigiar. Toma todas as medidas de segurança para que
a pessoa não possa olhar para outra. Só o olhar já é um sinal
de perigo. Não deve falar com outra pessoa, pois falar ...
E você sente medo de que possa ir embora.
Então você fecha todos os caminhos,
todas as possibilidades de ir. Você fecha todas as portas.
Mas aí surge um problema. Quando todas as portas são fechadas,
a pessoa torna se morta, ambos tornam- se prisioneiros,
escravos, e não se pode amar algo morto. Você não pode amar
alguém que não é livre, pois o amor só é belo
quando é dado livremente, voluntariamente,
quando não é tomado, pedido, forçado.

Não quero forçar um sentimento mas também não quero perder,
o que fazer ?