Esse final de semana foi especial.
Especial porque estive com alguém do meu passado que nunca esteve
realmente no passado, o equivalente a um pretérito imperfeito presente.
Pretérito imperfeito - Indica um acontecimento que se prolongou
ao longo no tempo com inicio e fim no passado(eu estudava);
Uma ação incompleta realizada no passado. Presente - Indica
o fato no momento em que se fala (ele conjuga).
Todos os sentimentos de certa forma são passageiros, frívolos, instáveis.
E quando não o são ? O que significa ?
Quando brigamos com os nossos familiares principalmente os pais,
sabemos que não vai se romper a ligação. Sabemos que sempre vamos
estar ligados, que sempre serão nossos pais,levando em conta que quem
está aqui escrevendo está em um crise longa de relacionamento paterno.
A verdade é que ele nunca deixou de ser meu pai mesmo não falando
com ele, e não participando ativamente do seu dia a dia.
Da mesma forma que a fidelidade a maternidade e paternidade é
de certa forma uma imposição da sociedade ao meu ponto de vista.
Ame seus pais, respeite seus pais, mas e as crianças que foram
espancadas ? humilhadas ? violentadas ? Sobre isso ninguém fala,
ninguém prega, sobre isso se faz o silêncio.
Enfim não é o assunto que quero escrever hoje. Entrei nesse tema para
refletir sobre o sentimento não impositivo. O sentimento que a sociedade
não te cobra. O sentimento que existe por ele mesmo ?
Seria ele um sentimento mais sincero ? Já que não existe pressão
exterior para contempla lo ? Sempre fui uma pessoa com ideais claros.
Poderia até dizer um pouco inflexível, pois quem segue penas uma regra
geralmente não está muito aberto para descobrir outras.
Relacionamentos - terminou, terminou.
Para que dar outra chance a algo que não deu certo ?
Traição é inaceitável. Tudo tem que ser transparente.Para ser verdadeiro
tem que ser sincero a todo o tempo e a qualquer custo. Acredito que
isso venha um pouco da relação conturbada que vivi dentro de casa com
meus pais. Minha mãe deu muitas chances ao meu infiel pai o que levou
ela a ter seu coração partido inúmeras vezes. Como poderia eu repetir
esse ciclo que só trouxe discórdia e sofrimento ?
Mas eu não sou a minha mãe. E aqui não se trata de buscar vitimas ou
agressores. Todos somos vitimas e agressores por mais difícil que seja
aceitar isso. Se tudo isso aconteceu não adianta buscar culpados pois
um relacionamento é composto de dois. 50/50 é a parcela de cada um.
Depois de bastante reflexão a conclusão é a seguinte, não é porque eu
dei uma segunda chance que me faz uma pessoa mais fraca, ou que isso
venha a significar que eu vou me machucar e inevitavelmente sofrer
como vi acontecer. Se soubesse e pudesse antecipar o futuro o usaria
para outras coisas como ganhar na mega sena. Sem contar que a pessoa
não é equivalente ao meu pai e eu também não sou a minha mãe.
Sim, existe uma identificação inevitável com os nossos pais mas não
quer dizer que o desfecho será o mesmo.
Devo eu abrir mão do que sinto, de quem sou por medo ?
Por medo se repetir uma história trágica em qual fui coadjuvante ?
Não estaria eu jogando a minha vida por uma vida já vivida- sim com
tristezas mas dentro de tudo também alegrias ? Devo eu viver o
presente pensando no passado e manchando meu futuro ?
NÃO !!!!! Não, não e não. Dei muitas chances para essa pessoa.
Dei por amor, daria novas se precisasse.
Porque ninguém nunca vai saber o que eu sinto quando olho nos olhos
dele. Ninguém nunca vai saber como me sinto acolhida quando são os
seus braços que me envolvem e seu hálito que eu sinto.
Só eu sei o vazio quando estamos longe um do outro. Só eu sei que todos
os recomeços foram como se fosse a primeira vez. O mesmo sentimento,
a mesma emoção, o mesmo carinho puro que vi nos seus olhos antes de
termos passado por tantas coisas que apenas nos fizeram crescer.
Que fez com que eu aprenda o verdadeiro significado de perdão,
compaixão e amor. Quando viajamos por muito tempo e voltamos
para casa, existe um sentimento intrínseco tão forte de voltar
aonde pertencemos. Um sentimento que beira ao êxtase de chegar aonde
podemos ser quem somos, e se sentir parte de algo. E é assim como
eu me sinto todas as vezes que voltamos a nos relacionar, como se
tivesse voltando para o lugar que eu pertenço.
Mostrando postagens com marcador vazio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vazio. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 26 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Vazio
"Cansei da terapia." Assim começou a minha ultima sessão terapêutica.
"Aliás cansei de tudo."Aonde me vejo daqui a 5 anos?
No mesmo lugar. Como me vejo daqui a 5 anos? Do mesmo jeito.
Cansei de analisar tudo que eu faço, de ver o motivo além do motivo.
Cansei de entender os outros. Quem me entende ?
Sinto um tédio profundo, de mim, da minha vida, da minha família,
dos meus amigos. Aliás fazem semanas que não vejo ninguém.
Não quero fazer as mesmas coisas que antes mas também não tenho
força para fazer coisas novas. Pensando bem, só tem uma pessoa que
ainda me interessa. Só tem uma pessoa que ainda me faz ter esperança.
Uma pessoa que veio do meu passado, ficou no meu presente e eu
gostariaque ficasse no futuro. Essa pessoa que eu tanto reprimi
dentro de mim, para os outros - na inútil esperança de convencer
os outros aquilo que eu nunca me convenci. Ah, como essa pessoa me
faz sentir. Nisso sou interrompida bruscamente pela voz terapêutica
-:"Sim, o companheiro no vale dos humilhados" (silêncio).
Fito profundamente os olhos da pessoa na minha frente ao mesmo tempo
que ecoam as palavras na minha mente "vale dos humilhados,
humilhados, humilhados". Será que é isso que essa pessoa representa?
Qual é a definição do vale dos humilhados? O que é o vale dos
humilhados? E ainda mais importante- estaria eu no vale dos humilhados?
Hoje fazem aproximadamente duas semanas que tive essa conversa.
Muita coisa se passou. Sai de lá naquele dia com uma única certeza.
Se estar com aquela pessoa me levava ao vale dos humilhados, era lá
aonde eu queria ficar. Para poder definir o vale antes tenho que definir
a pessoa. Agora essa pessoa tem um porém, não existe definição que
comporte essa pessoa. Simplesmente não existe. Três anos se passaram
e digo com todas as palavras e certeza do mundo: Não existe definição
pertinente que consiga ilustrar eloquentemente essa pessoa.
Antes eu ficava com raiva. Raiva por não entender.
Raiva por não ter sentido as atitudes contrárias e invertidas.
Hoje percebo que o bem que a presença me faz é mais importante que
entender. Não entendo ergo não defino. Não defino porque amo.
O que me remete a um conto chamado - A tristeza e a raiva.
A tristeza e a raiva foram juntas nadar no lago. Começou a chover e
tiveram que sair correndo. Na pressa trocaram as roupas e a tristeza
ficou vestida de raiva, e a raiva de tristeza e desde esse dia nunca
mais destrocaram as roupas. Com isso se conclui que muitas vezes a
tristeza vem "vestida" de raiva, e a raiva de tristeza.
Fazendo com que entenda que a raiva que sentia era na verdade uma
tristeza por não entender a pessoa que eu amo.
Tudo isso vem a tona porque esse tédio, esse vazio, apatia ou qualquer
que seja a denominação correta desse sentimento gerou um crescimento.
Opa, pera. É isso mesmo ? Pois é, é isso mesmo. Também não entendi
no começo quando me informaram que o tédio era um lugar bom.
Como a falta de vontade de fazer qualquer coisa, a desesperança e a
inércia poderia acrescentar algo na minha vida ?
Na teoria é muito difícil de entender, eu só entendi na prática.
Vou dar um exemplo. Quando alguém tem um tumor, tem que cortar
pela parte boa para chegar na ruim. O equivalente seria esse.
A apatia seria o equivalente a estar na transição da cirurgia.
Estar sendo aberta para poder ser curada, é a anestesia. Depois de
passar pela anestesia surge a dor. Chorei durante 2 semanas,
sem motivo, sem razão. Senti raiva, senti medo, senti que tinham
aberto minha alma e tirado todas as minhas esperanças.
Não entendia como queriam que eu vivesse a vida sem esperança.
Como poderia ser melhor viver assim? Até que me deparei com um texto
muito bem escrito que consegue explicar em uma espécie de junção a
teoria e prática do que eu estava vivendo.
Do texto Trabalhadores da Luz "No começo, quando você
entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio
por dentro. As coisas que antes você considerava importantes,
agora podem lhe parecer totalmente sem sentido.
Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma
causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer
ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar
uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou
em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está
sob dúvida. Aquilo que a consciência apoiada no ego
tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa
da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis
e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando
dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento,
você estava funcionando quase sempre no piloto automático.
Essa é a parte da apatia e depois da raiva, medo, tristeza que seguem.
Agora a parte do porque é importante viver essa "cirurgia".
(...)Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande,
sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você
quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona
esses padrões, e você se confronta com sentimentos
desagradáveis como raiva, medo e dúvida. Por isso, a expansão
da consciência que ocorre no final do estágio do ego é
frequentemente experimentada como um desmancha
prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo.
Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia
óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você
não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de
pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você
penetra sua consciência.
Agora estou na fase de ver com o que esse vazio vai ser preenchido
e se vou optar por continuar com velhos padrões ou aderir a novos.
"Aliás cansei de tudo."Aonde me vejo daqui a 5 anos?
No mesmo lugar. Como me vejo daqui a 5 anos? Do mesmo jeito.
Cansei de analisar tudo que eu faço, de ver o motivo além do motivo.
Cansei de entender os outros. Quem me entende ?
Sinto um tédio profundo, de mim, da minha vida, da minha família,
dos meus amigos. Aliás fazem semanas que não vejo ninguém.
Não quero fazer as mesmas coisas que antes mas também não tenho
força para fazer coisas novas. Pensando bem, só tem uma pessoa que
ainda me interessa. Só tem uma pessoa que ainda me faz ter esperança.
Uma pessoa que veio do meu passado, ficou no meu presente e eu
gostariaque ficasse no futuro. Essa pessoa que eu tanto reprimi
dentro de mim, para os outros - na inútil esperança de convencer
os outros aquilo que eu nunca me convenci. Ah, como essa pessoa me
faz sentir. Nisso sou interrompida bruscamente pela voz terapêutica
-:"Sim, o companheiro no vale dos humilhados" (silêncio).
Fito profundamente os olhos da pessoa na minha frente ao mesmo tempo
que ecoam as palavras na minha mente "vale dos humilhados,
humilhados, humilhados". Será que é isso que essa pessoa representa?
Qual é a definição do vale dos humilhados? O que é o vale dos
humilhados? E ainda mais importante- estaria eu no vale dos humilhados?
Hoje fazem aproximadamente duas semanas que tive essa conversa.
Muita coisa se passou. Sai de lá naquele dia com uma única certeza.
Se estar com aquela pessoa me levava ao vale dos humilhados, era lá
aonde eu queria ficar. Para poder definir o vale antes tenho que definir
a pessoa. Agora essa pessoa tem um porém, não existe definição que
comporte essa pessoa. Simplesmente não existe. Três anos se passaram
e digo com todas as palavras e certeza do mundo: Não existe definição
pertinente que consiga ilustrar eloquentemente essa pessoa.
Antes eu ficava com raiva. Raiva por não entender.
Raiva por não ter sentido as atitudes contrárias e invertidas.
Hoje percebo que o bem que a presença me faz é mais importante que
entender. Não entendo ergo não defino. Não defino porque amo.
O que me remete a um conto chamado - A tristeza e a raiva.
A tristeza e a raiva foram juntas nadar no lago. Começou a chover e
tiveram que sair correndo. Na pressa trocaram as roupas e a tristeza
ficou vestida de raiva, e a raiva de tristeza e desde esse dia nunca
mais destrocaram as roupas. Com isso se conclui que muitas vezes a
tristeza vem "vestida" de raiva, e a raiva de tristeza.
Fazendo com que entenda que a raiva que sentia era na verdade uma
tristeza por não entender a pessoa que eu amo.
Tudo isso vem a tona porque esse tédio, esse vazio, apatia ou qualquer
que seja a denominação correta desse sentimento gerou um crescimento.
Opa, pera. É isso mesmo ? Pois é, é isso mesmo. Também não entendi
no começo quando me informaram que o tédio era um lugar bom.
Como a falta de vontade de fazer qualquer coisa, a desesperança e a
inércia poderia acrescentar algo na minha vida ?
Na teoria é muito difícil de entender, eu só entendi na prática.
Vou dar um exemplo. Quando alguém tem um tumor, tem que cortar
pela parte boa para chegar na ruim. O equivalente seria esse.
A apatia seria o equivalente a estar na transição da cirurgia.
Estar sendo aberta para poder ser curada, é a anestesia. Depois de
passar pela anestesia surge a dor. Chorei durante 2 semanas,
sem motivo, sem razão. Senti raiva, senti medo, senti que tinham
aberto minha alma e tirado todas as minhas esperanças.
Não entendia como queriam que eu vivesse a vida sem esperança.
Como poderia ser melhor viver assim? Até que me deparei com um texto
muito bem escrito que consegue explicar em uma espécie de junção a
teoria e prática do que eu estava vivendo.
Do texto Trabalhadores da Luz "No começo, quando você
entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio
por dentro. As coisas que antes você considerava importantes,
agora podem lhe parecer totalmente sem sentido.
Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma
causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer
ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar
uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou
em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está
sob dúvida. Aquilo que a consciência apoiada no ego
tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa
da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis
e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando
dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento,
você estava funcionando quase sempre no piloto automático.
Essa é a parte da apatia e depois da raiva, medo, tristeza que seguem.
Agora a parte do porque é importante viver essa "cirurgia".
(...)Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande,
sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você
quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona
esses padrões, e você se confronta com sentimentos
desagradáveis como raiva, medo e dúvida. Por isso, a expansão
da consciência que ocorre no final do estágio do ego é
frequentemente experimentada como um desmancha
prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo.
Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia
óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você
não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de
pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você
penetra sua consciência.
Agora estou na fase de ver com o que esse vazio vai ser preenchido
e se vou optar por continuar com velhos padrões ou aderir a novos.
Assinar:
Postagens (Atom)