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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dar o peixe não é o mesmo que ensinar a pescar.

Eu não sou paciente.
Realmente não sou, assumo. Quando acredito em algo defendo
a ferro e fogo e não só isso, defendo calorosamente as vezes
inclusive tendo dificuldade de aceitar pensamento do o outro.
Bom não era. Não como sou hoje, não como sou com ele.
O amor transforma as pessoas, e digo com conhecimento de causa.
Percebi isso em mim e nele também. Afinal depois de uma separação
e uma inevitável vontade de voltar aos braços um do outro faz
repensar muitas coisas, inclusive se não vale a pena ter mais
paciência. E eu tenho. Além de ter quero sempre ter, gostaria
de sempre ter, espero sempre conseguir ter.
Agora algo que não entra na minha cabeça, simplesmente não entra
e a dificuldade de associação dele. As situações mudam mas as
bases são as mesmas do que já conversamos. Por exemplo ele me
diz que não gostou um dia que cheguei meia noite na casa dele.
Ok, tem todo o direito só que tem um pequeno porém, inúmeras
vezes ele chegou esse horário para mais tarde na minha casa.
Ele não gosta mas pode fazer ? Como funciona isso ? A resposta
é extremamente clara - não funciona -.
Ontem aconteceu o seguinte, ele saiu do trabalho me ligou uma vez.
Estava em outro andar da casa e não escutei, assim que vi a ligação
dele retornei - em média depois de uma meia hora. Retornei, escutei
um violão no fundo, perguntei aonde estava e ele respondeu:
- "Na festa do (...)". Vamos esclarecer algumas coisas, esse (...)
é amigo da ex namorada dele, que não quero entrar no mérito.
Depois de me falar que estava na casa do (...) em nenhum momento
ele me chamou para ir, ou cogitou a opção de ir lá encontrar ele.
Mandei um email para ele pontuando o que a atitude dele me fez sentir
e que realmente esperava que a ex namorada ele não estivesse lá.
Comentando que ligar apenas 1x não demonstra tanto interesse ou
questão da minha companhia. Que tinha paciência com ele pois
imaginava que ele pensava e refletia seus atos. Só que as vezes
realmente sentia que pensava apenas nele. Que os atos e atitudes
sempre geram algo no outro. Desejando um ótimo final de semana que
ele mostrou as prioridades dele e que ia buscar as minhas.
Está fora da realidade dos fatos ?! Nem um pouco.
Inúmeras vezes conversamos e falei para ele parar um pouco e se
colocar no lugar do outro. Conversei e mostrei o outro lado,
colocando ele nos sapatos do outro, fazendo ele pensar como ele se
sentiria estando na situação do outro. E depois de aparente reflexão
ele pareceu entender. Pô, então por que não faz quando acontecem
essas situações ?! Se fosse com ele tenho certeza - a mais absoluta
certeza - que ele ia se sentir da mesma forma se não pior que eu.
Que a compreensão e paciência dele ia ser infinitamente menor.
Depois não entende o porque de dizer que as vezes parece que ele
pensa apenas em sí mesmo. Me remete aquela frase:- Tudo que dão
para mim é pouco mas o que dou para os outros sempre é muito.
A atenção e paciência que ele recebe parece sempre ser pouca, mas a
que ele está disposta a dar sempre dá impressão que como se o que
estivesse fazendo é demais, e algo extraordinário, sobre humano -
sendo que o que está fazendo é o mesmo que está recebendo.
Parece ser demais porque ele não a usa em outras situações, não faz
a associação da base do pensamento. Da base de pensar no outro para
poder se colocar de uma forma mais justa. Tenho muita paciência com
ele mas quando se está ensinando a pescar e o outro parece apenas
querer o peixe, a coisa pronta e não o aprendizado, passa a ser
um pouco cansativo.