Não entendo, ele quer sexo.
Ofereci, não estava na pegada.
Não é que não entenda que não esteja na pegada.
Digo, isso é normal. Não entendo o fato de que quando toquei
no assunto falou que estava equivocada e não era nada disso.
Então se não era nada disso porque a mudança de
comportamento ?! Pode ser que tenha vindo ler meu blog, e se
veio é porque quer saber o que penso. Se quer saber o que
penso é porque se importa, e se se importa nada melhor do que
saber a verdade. Afinal qual é o fundamento de viver uma
mentira ? Se não posso ser sincera com o meu parceiro vou ser
com quem ? Ele é a pessoa que escolhi, tem seus defeitos e
suas virtudes como eu. Não o estou expondo pois em nenhum
momento citei nomes, mas estou sim expondo a minha alma, o
meu ser. E cá estou eu pensando na vida, nele, no meu pai.
Em tudo, em nada, apenas devaneando pela minha mente.
Queria tanto que ele falasse mais comigo, não pergunto mais
- o que ele está pensando, ou o que ele está sentindo - ser
chamada de invasiva por querer participar da vida de quem
você ama, não causa a melhor sensação do mundo. Ou que
parou de puxar emails no celular porque você o estava
bombardeando. Nada me restou se não recuar. Voltando aos
meus pensamentos, como toda pessoa olho o facebook dele -
normal. Hoje uma menina postou "Aquele Colchão inflavel tbm
eh mto bom viu rs" e obviamente ainda com as palavras dele
que saiu por ai transando com quem se sentia atraído ou dava
tesão me passou a pergunta pela cabeça - seria essa mais uma
delas ? Li um texto de Osho sobre ciúmes. E transcrevo uma
parte a seguir : "Devido ao ciúme você está em constante
sofrimento; você torna-se medíocre para os outros. E por causa
do ciúme você começa a ficar falso, porque você começa a
fingir. Você começa a fingir coisas que você não possui, você
começa a fingir coisas as quais você não pode ter, que não são
naturais a você. Você se torna cada vez mais artificial.
Imitando os outros, competindo com os outros, que mais você
pode fazer ? Se alguém tem alguma coisa e você não tem, e você
não tem a possibilidade natural de ter isso, o único jeito é
arranjar algum substituto barato para isso. Eu soube que Jim e
Nancy Smith divertiram-se muito na Europa nesse verão. É tão
legal quando um casal finalmente tem a oportunidade de
realmente viver bem. Eles estiveram por toda parte e fizeram de
tudo. Paris, Roma... Você diz o nome, eles estiveram lá e viram
tudo. Porém foi tão embaraçante voltar para casa e passar pela
alfândega. Vocês sabem como a os oficiais da alfândega espionam
todos os seus pertences. Eles abriram uma sacola e tiraram três
perucas, cuecas de seda, perfume, tintura para os cabelos...
Realmente embaraçante. E era apenas a sacola de Jim!Basta olhar
para dentro de sua mala e você irá encontrar tantas coisas
artificiais, falsas, coisas fictícias – pra que? Porque você
não pode ser natural e espontâneo? – devido aos ciúmes.
O homem ciumento vive no inferno. Pare de comparar e os ciúmes
desaparecem, a mediocridade desaparece, a falsidade desaparece.
Mas você só pode deixá-los se seus tesouros íntimos começarem a
crescer; não existe outra maneira. Cresça, torne-se um individuo
mais e mais autêntico. Ame e respeite a si mesmo do jeito que
Deus lhe fez e então, imediatamente, as portas do paraíso se
abrem para você. Elas sempre estiveram abertas, você
simplesmente nunca deu atenção a elas."
Obviamente não se está falando de adaptações, como deixar de
fumar depois de comer porque ele não gosta. Ou segurar alguns
palavrões, e gases porque ela não gosta. Estamos falando da
intimidade, do corpo, da mente, de algum muito pessoal e
particular. Do sexo como forma de amor e não de apenas gozar
e virar para o lado. Da entrega total e absoluta não só do
corpo mais da alma. Posso não entregar meu corpo como ele
gostaria mas entreguei minha alma da forma mais pura possível.
Estou muito sensível, chorando em filmes, com posts e agora
com esse texto. O que sempre fez nossa relação ser tão especial
é que me permiti ser quem eu sou na frente dele, claro todos
ainda carregamos máscaras. Porém ao lado dele são tão poucas,
cada vez menos. E BAM ! A comparação. "Fui buscar em outras o que
não tinha na minha namorada". Agora entendo porque me magoou tanto.
Porque com isso sinto que nesse aspecto não posso ser quem eu sou.
Tenho que ser o que ele espera para não ser comparada,trocada ou
deixada. Afinal ele disse claramente que eu não estava dando o que
e quanto ele precisava (no total sentindo da palavra).
Inclusive falou que pensou em me trair porque não estava fazendo
sexo suficientemente. Não só sinto ciúme por me comparar mas
também por ser comparada, diminuída - pelo simples fato de ser quem
eu sou. Acendo um cigarro, contemplo a minha dor. Penso em alguma
música que fale sobre o que estou sentindo. Penso em se o fato dele
falar que não estava na pegada hoje pode ser por ter lido meu blog e
entendido como tudo isso estava me machucando. Repenso.
Provavelmente não. Lembro de sair da minha bolha e sempre esperar
o melhor. Ele deve apenas ter ficado ofendido com a dureza das minhas
palavras. Afinal sempre esperei o melhor, para então ser comparada
pelo meu sexo e não pelo meu amor. Outro pensamento me vêem.
Outra parte do que ele escreveu, - que ele é fraco por não saber
viver sem mim, que para mim ele não passa de um saco de merda.
Um capacho que vou fazer o que quiser para depois eu chutar ele como
lixo. E ai percebo como falhei. Falhei em conseguir demonstrar como a
pessoa que mais amo nesse mundo é importante para mim. Falhei.
Falhei feio. Eu daria tudo por ele, tudo. Sairia do conforto da minha
casa para estar nos braços dele todas as noites. Desbravaria, como
desbravei, quem se opusesse no meio. Tenho a maior paciência,
respeito, amor e admiração por ele. E mesmo assim ele se sente dessa
forma. Para mim ele é o meu porto seguro, os braços que quero correr
quando estou triste, quando estou feliz. Que quero ser envolta em todos
os momentos. Os olhos que adoro olhar, a boca que me faz querer
sempre beijar. Ele diz que nada que ele faz é suficiente, hoje sinto
o mesmo. Mais do que isso, sinto que falhei tão amargamente.
Todos, absolutamente todos conseguem ver nos meus olhos o amor
que sinto por ele, menos ele. Se estiver lendo isso, desculpa por ter
te falhado meu amor, desculpa."Mas você só pode deixá-los se
seus tesouros íntimos começarem a crescer; não existe outra maneira.
Cresça, torne-se um individuo mais e mais autêntico. Ame e respeite
a si mesmo do jeito que Deus lhe fez e então, imediatamente, as
portas do paraíso se abrem para você. Elas sempre estiveram abertas,
você simplesmente nunca deu atenção a elas."Pergunto - E quando
meu tesouro mais íntimo - meu amor - não é suficiente? O que posso
fazer ? Não postei diretamente este post, ainda está aqui aberto.
Sinto raiva (que nada mais é do que o medo protegido) com a raiva
você foca no outro e não na sua dor. Mas em seguida a dor veio, a
pontada no coração. Sexo não é um tabu para mim, mas tem um
sentindo muito maior. Pela minha adoção, por fatos da minha infância,
por muitos motivos e ele ser tão displicente e insensível com esse
assunto - seja comentando, seja me comparando, seja me cobrando,
seja me "culpando" me dá um nó na garganta.
Sinto meu templo sendo violado. Já foi antes e não posso acreditar
que está sendo novamente. Antes não houve escolha, mas agora é pelo
homem que escolhi dividir meus sonhos, medos, anseios, aspirações,
minha vida. O templo que o convidei a entrar ao abrir minha alma e
não apenas minhas pernas. E sentir que não é o suficiente, que não é
válida a entrega do meu tesouro. Ter o meu templo, minha verdade, meu
amor questionado, forçado, violado, comparado é uma das piores
sensações do mundo. Eu falhei meu amor, e você também, você também.
Por que ? Por que violou o meu lugar mais sagrado ?
Is it getting better ? Do you feel the same ? Will it make
it easier on you now you've got someone to blame ?
Pode me culpar amor, eu aceito. Espero que um dia veja que você tem
tantos problemas com esse tema como eu. E se precisa me culpar,
me magoar, me ferir para não poder encarar - eu vou estar aqui, como
sempre estive. Quem está sendo o saco de merda agora ? O capacho ?
Pois é. Boa noite.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
And I find it kind of funny I find it kind of sad ...
Segunda, véspera de feriado e aquele desanimo.
Tem o próprio desanimo de ter o travessão no meio da
semana e não pode aproveitar obviamente mas acredito
que não seja apenas isso.
Estou desanimada, hoje acordei especialmente desanimada.
Pode ser que só tenha caído a ficha agora, pode ser que
esteja abismada em como tudo o que aconteceu na minha
história abalou a minha família.
Semana passada fiquei sabendo que meu pai tem câncer.
Cinco anos atrás minha mãe teve câncer. Maldita doença.
O amor da vida da minha mãe foi (ou ainda é) meu pai,
fato. Ela teve câncer no seio - a parte mais feminina da
mulher (possivelmente uma forma de auto flagelo pois se
não tem o seu amor, não quer ter ninguém - já que depois
do meu pai não quis mais nenhum outro homem). Sem contar
que nunca fez a cirurgia reconstrutora (!!!)
Meu pai sempre foi muito racional. Exatamente o contrário
de mim e da minha mãe, que transbordamos emoção.
Ela uma emoção mais sarcástica e dura.
Eu uma emoção mais de quem vive sempre no pais das
maravilhas. Com a vida dura (emocionalmente) que tive só
poderia ser assim. Assim consegui sobreviver todos os
horrores que vivi. Relendo este paragrafo lembre de um
dia estar admirando os lindos casacos que tenho, de lã,
de cashmere, todos os tipos. De muito bom gosto e extremo
garbo. E ao olhar para todos eles chorei incessantemente.
A maioria quem me deu foi meu pai e naquele momento sabia
que trocaria todos eles por mais carinho dele, por ele me
transmitir emoções com palavras, gestos, carinhos e não
presentes caríssimos como sempre o fez.
São lindos e vazios como as emoções que ele sempre me
transmitiu. Enfim após a explicação do câncer da minha mãe
e do lugar agora vem a do meu pai.
A ligação do coração a cabeça é o pescoço. Dizem que após
sentir algo muito intenso é bom escrever ou falar pois assim
faz o ciclo completo. Como se fosse uma linha reta entre o
coração, a fala e a cabeça. E aonde meu pai teve câncer ?
No pescoço. Fico pensando, será que sou assim também ?
Tenho muitas coisas dos meus pais - algumas que sou totalmente
inversa - pois é um fato terapeuticamente explicado que as
caracteristicas principais ou se copia ou se inverte, e algumas
sou similar - aonde o processo de desvinculação só se pode
dar depois da percepção da similaridade que se carrega.
O famoso corte do cordão umbilical para realmente ser livre.
Tudo ainda está muito na penumbra da minha cabeça e por isso
decidi escrever, pois não sei muito bem o que realmente
está se passando em todo o processo - cabeça/coração.
Sem contar que sou uma pessoa extremamente vaidosa e saiu
um cravo gigante na minha boca, e sinto que estou com
alguns cravinhos e não sei se é da adaptação da pílula.
Obviamente esse fato não ajuda para tudo que vem acontecendo.
Hoje o primeiro dia qual tenho que registar eletronicamente
via digital meu horário de chegada, obviamente me atrasei.
Meu namorado estava em casa e quis deitar mais um pouquinho
ao lado dele - pois dentro de todo esse rodamoinho - é o
lugar que me sinto mais segura. Espero que o decorrer do meu
dia seja um pouco melhor que sua primeira metade.
Tem o próprio desanimo de ter o travessão no meio da
semana e não pode aproveitar obviamente mas acredito
que não seja apenas isso.
Estou desanimada, hoje acordei especialmente desanimada.
Pode ser que só tenha caído a ficha agora, pode ser que
esteja abismada em como tudo o que aconteceu na minha
história abalou a minha família.
Semana passada fiquei sabendo que meu pai tem câncer.
Cinco anos atrás minha mãe teve câncer. Maldita doença.
O amor da vida da minha mãe foi (ou ainda é) meu pai,
fato. Ela teve câncer no seio - a parte mais feminina da
mulher (possivelmente uma forma de auto flagelo pois se
não tem o seu amor, não quer ter ninguém - já que depois
do meu pai não quis mais nenhum outro homem). Sem contar
que nunca fez a cirurgia reconstrutora (!!!)
Meu pai sempre foi muito racional. Exatamente o contrário
de mim e da minha mãe, que transbordamos emoção.
Ela uma emoção mais sarcástica e dura.
Eu uma emoção mais de quem vive sempre no pais das
maravilhas. Com a vida dura (emocionalmente) que tive só
poderia ser assim. Assim consegui sobreviver todos os
horrores que vivi. Relendo este paragrafo lembre de um
dia estar admirando os lindos casacos que tenho, de lã,
de cashmere, todos os tipos. De muito bom gosto e extremo
garbo. E ao olhar para todos eles chorei incessantemente.
A maioria quem me deu foi meu pai e naquele momento sabia
que trocaria todos eles por mais carinho dele, por ele me
transmitir emoções com palavras, gestos, carinhos e não
presentes caríssimos como sempre o fez.
São lindos e vazios como as emoções que ele sempre me
transmitiu. Enfim após a explicação do câncer da minha mãe
e do lugar agora vem a do meu pai.
A ligação do coração a cabeça é o pescoço. Dizem que após
sentir algo muito intenso é bom escrever ou falar pois assim
faz o ciclo completo. Como se fosse uma linha reta entre o
coração, a fala e a cabeça. E aonde meu pai teve câncer ?
No pescoço. Fico pensando, será que sou assim também ?
Tenho muitas coisas dos meus pais - algumas que sou totalmente
inversa - pois é um fato terapeuticamente explicado que as
caracteristicas principais ou se copia ou se inverte, e algumas
sou similar - aonde o processo de desvinculação só se pode
dar depois da percepção da similaridade que se carrega.
O famoso corte do cordão umbilical para realmente ser livre.
Tudo ainda está muito na penumbra da minha cabeça e por isso
decidi escrever, pois não sei muito bem o que realmente
está se passando em todo o processo - cabeça/coração.
Sem contar que sou uma pessoa extremamente vaidosa e saiu
um cravo gigante na minha boca, e sinto que estou com
alguns cravinhos e não sei se é da adaptação da pílula.
Obviamente esse fato não ajuda para tudo que vem acontecendo.
Hoje o primeiro dia qual tenho que registar eletronicamente
via digital meu horário de chegada, obviamente me atrasei.
Meu namorado estava em casa e quis deitar mais um pouquinho
ao lado dele - pois dentro de todo esse rodamoinho - é o
lugar que me sinto mais segura. Espero que o decorrer do meu
dia seja um pouco melhor que sua primeira metade.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Fogo cruzado
Dizem que fogo cruzado não doí.
As vezes acho que doí mais em mim no que nele.
Faço porque as vezes temos que lembrar ao outro como nos faz sentir.
Faço porque com palavras não adiantou.
Faço porque tentei te mostrar por amor como estava me magoando.
Se não funciona com palavras talvez funcione com atitudes.
Desculpa se tive que chegar nisso, mas foram tuas escolhas e
principalmente nas veladas atitudes que me obrigaram a ter que te
fazer sentir o que me causa quando não pensa em mim.
O que me faz sentir quando toma atitudes que eventualmente vão
me magoar - e você sabe.
Sempre penso em você, meu primeiro pensamento ao acordar e meu
ultimo pensamento ao dormir, por que não pode fazer o mesmo ?!
Doí não é mesmo ? Doí quando a atitude de quem amamos
não corresponde ao que gostaríamos. Doí quando livremente entre
as escolhas da vida se opta por machucar e não por zelar.
Eu sei como doí. Paciência meu amor, paciência.
Eu te avisei da ultima vez que olhou nos meus olhos e decidiu
mentir que ia te fazer sentir o mesmo que estava sentido.
Eu te avisei da ultima vez que tive ansia de vômito e uma
pontada na boca do estomago que ia te fazer sentir exatamente
igual. Por que escolhe esse caminho meu amor ? Por que ?
Juntos até o final não é mesmo ? Juntos no mesmo caminho.
Cada escolha uma renuncia e caso não perceba tuas atitudes
estão renunciando a nossa paz. Você diz que quer paz e eu te
respondo - Se queres paz prepara te para guerra, para depois
dessa forma dolorida que escolheu me amar entender que o
objetivo da guerra é a paz segundo as sábias palavras de
Aristóteles.
As vezes acho que doí mais em mim no que nele.
Faço porque as vezes temos que lembrar ao outro como nos faz sentir.
Faço porque com palavras não adiantou.
Faço porque tentei te mostrar por amor como estava me magoando.
Se não funciona com palavras talvez funcione com atitudes.
Desculpa se tive que chegar nisso, mas foram tuas escolhas e
principalmente nas veladas atitudes que me obrigaram a ter que te
fazer sentir o que me causa quando não pensa em mim.
O que me faz sentir quando toma atitudes que eventualmente vão
me magoar - e você sabe.
Sempre penso em você, meu primeiro pensamento ao acordar e meu
ultimo pensamento ao dormir, por que não pode fazer o mesmo ?!
Doí não é mesmo ? Doí quando a atitude de quem amamos
não corresponde ao que gostaríamos. Doí quando livremente entre
as escolhas da vida se opta por machucar e não por zelar.
Eu sei como doí. Paciência meu amor, paciência.
Eu te avisei da ultima vez que olhou nos meus olhos e decidiu
mentir que ia te fazer sentir o mesmo que estava sentido.
Eu te avisei da ultima vez que tive ansia de vômito e uma
pontada na boca do estomago que ia te fazer sentir exatamente
igual. Por que escolhe esse caminho meu amor ? Por que ?
Juntos até o final não é mesmo ? Juntos no mesmo caminho.
Cada escolha uma renuncia e caso não perceba tuas atitudes
estão renunciando a nossa paz. Você diz que quer paz e eu te
respondo - Se queres paz prepara te para guerra, para depois
dessa forma dolorida que escolheu me amar entender que o
objetivo da guerra é a paz segundo as sábias palavras de
Aristóteles.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ficando fora do fogo
Confusa, perdida, desorientada.
É assim que me sinto. Sei que todos tem as suas verdades.
Sua forma de pensar, seus conceitos e nem sempre são iguais.
Concordo e respeito. Mas estou com dificuldade de aceitar.
Admiro pessoas que tem compreensão e compaixão por estupradores,
assaltantes, assassinos. Realmente admiro. Principalmente se
parte da família, parentes e amigos envolvidos na tragédia.
Tragédia.
Fato isolado que gera mudança na rotina, nos conceitos e na
forma de enxergar uma verdade. Veja bem - não estou me colocando
em papel de santa, de iluminada, de ser elevado ou qualquer
coisa que chegue próxima disso. Fiz coisas erradas, tive minhas
irresposabilidades e momentos quais não me orgulho. Se sei tudo
isso, por que estou tendo tanta dificuldade em aceita a mesma
coisa do outro ? Ando pensando muito nisso, será que na verdade
nunca me desculpei ? No profundo e sincero sentido da palavra ?
Pesos e medidas.
Posso comparar o roubo de alguém a uma padaria buscando comida
a um ladrão de carros ou de banco ? A base é a mesma, concordo.
Mas e a consequência do ato ? O que mobilizou esse ato ? O que
cada fato representa do seu autor. Ambos estão errados, porém
alguém que rouba uma padaria por necessidade de alimento
provavelmente está passando mais dificuldade do que uma pessoa
que por ganância decide roubar um banco ou um carro. Até onde
isso é ser falsa moralista ? Tantas perguntas, tantas questões.
Gostaria muito de conseguir colocar de uma forma
mais clara na minha massa cinzenta tudo que está acontecendo.
Principalmente porque envolve uma pessoa muito, mas muito
importante e querida por mim. E os exemplos de roubo,são apenas
metafóricos e as vezes me pego pensando que gostaria que não
fossem.
É assim que me sinto. Sei que todos tem as suas verdades.
Sua forma de pensar, seus conceitos e nem sempre são iguais.
Concordo e respeito. Mas estou com dificuldade de aceitar.
Admiro pessoas que tem compreensão e compaixão por estupradores,
assaltantes, assassinos. Realmente admiro. Principalmente se
parte da família, parentes e amigos envolvidos na tragédia.
Tragédia.
Fato isolado que gera mudança na rotina, nos conceitos e na
forma de enxergar uma verdade. Veja bem - não estou me colocando
em papel de santa, de iluminada, de ser elevado ou qualquer
coisa que chegue próxima disso. Fiz coisas erradas, tive minhas
irresposabilidades e momentos quais não me orgulho. Se sei tudo
isso, por que estou tendo tanta dificuldade em aceita a mesma
coisa do outro ? Ando pensando muito nisso, será que na verdade
nunca me desculpei ? No profundo e sincero sentido da palavra ?
Pesos e medidas.
Posso comparar o roubo de alguém a uma padaria buscando comida
a um ladrão de carros ou de banco ? A base é a mesma, concordo.
Mas e a consequência do ato ? O que mobilizou esse ato ? O que
cada fato representa do seu autor. Ambos estão errados, porém
alguém que rouba uma padaria por necessidade de alimento
provavelmente está passando mais dificuldade do que uma pessoa
que por ganância decide roubar um banco ou um carro. Até onde
isso é ser falsa moralista ? Tantas perguntas, tantas questões.
Gostaria muito de conseguir colocar de uma forma
mais clara na minha massa cinzenta tudo que está acontecendo.
Principalmente porque envolve uma pessoa muito, mas muito
importante e querida por mim. E os exemplos de roubo,são apenas
metafóricos e as vezes me pego pensando que gostaria que não
fossem.
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Vazio
"Cansei da terapia." Assim começou a minha ultima sessão terapêutica.
"Aliás cansei de tudo."Aonde me vejo daqui a 5 anos?
No mesmo lugar. Como me vejo daqui a 5 anos? Do mesmo jeito.
Cansei de analisar tudo que eu faço, de ver o motivo além do motivo.
Cansei de entender os outros. Quem me entende ?
Sinto um tédio profundo, de mim, da minha vida, da minha família,
dos meus amigos. Aliás fazem semanas que não vejo ninguém.
Não quero fazer as mesmas coisas que antes mas também não tenho
força para fazer coisas novas. Pensando bem, só tem uma pessoa que
ainda me interessa. Só tem uma pessoa que ainda me faz ter esperança.
Uma pessoa que veio do meu passado, ficou no meu presente e eu
gostariaque ficasse no futuro. Essa pessoa que eu tanto reprimi
dentro de mim, para os outros - na inútil esperança de convencer
os outros aquilo que eu nunca me convenci. Ah, como essa pessoa me
faz sentir. Nisso sou interrompida bruscamente pela voz terapêutica
-:"Sim, o companheiro no vale dos humilhados" (silêncio).
Fito profundamente os olhos da pessoa na minha frente ao mesmo tempo
que ecoam as palavras na minha mente "vale dos humilhados,
humilhados, humilhados". Será que é isso que essa pessoa representa?
Qual é a definição do vale dos humilhados? O que é o vale dos
humilhados? E ainda mais importante- estaria eu no vale dos humilhados?
Hoje fazem aproximadamente duas semanas que tive essa conversa.
Muita coisa se passou. Sai de lá naquele dia com uma única certeza.
Se estar com aquela pessoa me levava ao vale dos humilhados, era lá
aonde eu queria ficar. Para poder definir o vale antes tenho que definir
a pessoa. Agora essa pessoa tem um porém, não existe definição que
comporte essa pessoa. Simplesmente não existe. Três anos se passaram
e digo com todas as palavras e certeza do mundo: Não existe definição
pertinente que consiga ilustrar eloquentemente essa pessoa.
Antes eu ficava com raiva. Raiva por não entender.
Raiva por não ter sentido as atitudes contrárias e invertidas.
Hoje percebo que o bem que a presença me faz é mais importante que
entender. Não entendo ergo não defino. Não defino porque amo.
O que me remete a um conto chamado - A tristeza e a raiva.
A tristeza e a raiva foram juntas nadar no lago. Começou a chover e
tiveram que sair correndo. Na pressa trocaram as roupas e a tristeza
ficou vestida de raiva, e a raiva de tristeza e desde esse dia nunca
mais destrocaram as roupas. Com isso se conclui que muitas vezes a
tristeza vem "vestida" de raiva, e a raiva de tristeza.
Fazendo com que entenda que a raiva que sentia era na verdade uma
tristeza por não entender a pessoa que eu amo.
Tudo isso vem a tona porque esse tédio, esse vazio, apatia ou qualquer
que seja a denominação correta desse sentimento gerou um crescimento.
Opa, pera. É isso mesmo ? Pois é, é isso mesmo. Também não entendi
no começo quando me informaram que o tédio era um lugar bom.
Como a falta de vontade de fazer qualquer coisa, a desesperança e a
inércia poderia acrescentar algo na minha vida ?
Na teoria é muito difícil de entender, eu só entendi na prática.
Vou dar um exemplo. Quando alguém tem um tumor, tem que cortar
pela parte boa para chegar na ruim. O equivalente seria esse.
A apatia seria o equivalente a estar na transição da cirurgia.
Estar sendo aberta para poder ser curada, é a anestesia. Depois de
passar pela anestesia surge a dor. Chorei durante 2 semanas,
sem motivo, sem razão. Senti raiva, senti medo, senti que tinham
aberto minha alma e tirado todas as minhas esperanças.
Não entendia como queriam que eu vivesse a vida sem esperança.
Como poderia ser melhor viver assim? Até que me deparei com um texto
muito bem escrito que consegue explicar em uma espécie de junção a
teoria e prática do que eu estava vivendo.
Do texto Trabalhadores da Luz "No começo, quando você
entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio
por dentro. As coisas que antes você considerava importantes,
agora podem lhe parecer totalmente sem sentido.
Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma
causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer
ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar
uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou
em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está
sob dúvida. Aquilo que a consciência apoiada no ego
tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa
da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis
e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando
dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento,
você estava funcionando quase sempre no piloto automático.
Essa é a parte da apatia e depois da raiva, medo, tristeza que seguem.
Agora a parte do porque é importante viver essa "cirurgia".
(...)Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande,
sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você
quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona
esses padrões, e você se confronta com sentimentos
desagradáveis como raiva, medo e dúvida. Por isso, a expansão
da consciência que ocorre no final do estágio do ego é
frequentemente experimentada como um desmancha
prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo.
Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia
óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você
não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de
pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você
penetra sua consciência.
Agora estou na fase de ver com o que esse vazio vai ser preenchido
e se vou optar por continuar com velhos padrões ou aderir a novos.
"Aliás cansei de tudo."Aonde me vejo daqui a 5 anos?
No mesmo lugar. Como me vejo daqui a 5 anos? Do mesmo jeito.
Cansei de analisar tudo que eu faço, de ver o motivo além do motivo.
Cansei de entender os outros. Quem me entende ?
Sinto um tédio profundo, de mim, da minha vida, da minha família,
dos meus amigos. Aliás fazem semanas que não vejo ninguém.
Não quero fazer as mesmas coisas que antes mas também não tenho
força para fazer coisas novas. Pensando bem, só tem uma pessoa que
ainda me interessa. Só tem uma pessoa que ainda me faz ter esperança.
Uma pessoa que veio do meu passado, ficou no meu presente e eu
gostariaque ficasse no futuro. Essa pessoa que eu tanto reprimi
dentro de mim, para os outros - na inútil esperança de convencer
os outros aquilo que eu nunca me convenci. Ah, como essa pessoa me
faz sentir. Nisso sou interrompida bruscamente pela voz terapêutica
-:"Sim, o companheiro no vale dos humilhados" (silêncio).
Fito profundamente os olhos da pessoa na minha frente ao mesmo tempo
que ecoam as palavras na minha mente "vale dos humilhados,
humilhados, humilhados". Será que é isso que essa pessoa representa?
Qual é a definição do vale dos humilhados? O que é o vale dos
humilhados? E ainda mais importante- estaria eu no vale dos humilhados?
Hoje fazem aproximadamente duas semanas que tive essa conversa.
Muita coisa se passou. Sai de lá naquele dia com uma única certeza.
Se estar com aquela pessoa me levava ao vale dos humilhados, era lá
aonde eu queria ficar. Para poder definir o vale antes tenho que definir
a pessoa. Agora essa pessoa tem um porém, não existe definição que
comporte essa pessoa. Simplesmente não existe. Três anos se passaram
e digo com todas as palavras e certeza do mundo: Não existe definição
pertinente que consiga ilustrar eloquentemente essa pessoa.
Antes eu ficava com raiva. Raiva por não entender.
Raiva por não ter sentido as atitudes contrárias e invertidas.
Hoje percebo que o bem que a presença me faz é mais importante que
entender. Não entendo ergo não defino. Não defino porque amo.
O que me remete a um conto chamado - A tristeza e a raiva.
A tristeza e a raiva foram juntas nadar no lago. Começou a chover e
tiveram que sair correndo. Na pressa trocaram as roupas e a tristeza
ficou vestida de raiva, e a raiva de tristeza e desde esse dia nunca
mais destrocaram as roupas. Com isso se conclui que muitas vezes a
tristeza vem "vestida" de raiva, e a raiva de tristeza.
Fazendo com que entenda que a raiva que sentia era na verdade uma
tristeza por não entender a pessoa que eu amo.
Tudo isso vem a tona porque esse tédio, esse vazio, apatia ou qualquer
que seja a denominação correta desse sentimento gerou um crescimento.
Opa, pera. É isso mesmo ? Pois é, é isso mesmo. Também não entendi
no começo quando me informaram que o tédio era um lugar bom.
Como a falta de vontade de fazer qualquer coisa, a desesperança e a
inércia poderia acrescentar algo na minha vida ?
Na teoria é muito difícil de entender, eu só entendi na prática.
Vou dar um exemplo. Quando alguém tem um tumor, tem que cortar
pela parte boa para chegar na ruim. O equivalente seria esse.
A apatia seria o equivalente a estar na transição da cirurgia.
Estar sendo aberta para poder ser curada, é a anestesia. Depois de
passar pela anestesia surge a dor. Chorei durante 2 semanas,
sem motivo, sem razão. Senti raiva, senti medo, senti que tinham
aberto minha alma e tirado todas as minhas esperanças.
Não entendia como queriam que eu vivesse a vida sem esperança.
Como poderia ser melhor viver assim? Até que me deparei com um texto
muito bem escrito que consegue explicar em uma espécie de junção a
teoria e prática do que eu estava vivendo.
Do texto Trabalhadores da Luz "No começo, quando você
entra neste estágio, pode sentir-se muito cansado e vazio
por dentro. As coisas que antes você considerava importantes,
agora podem lhe parecer totalmente sem sentido.
Inclusive, podem vir à tona medos que não tenham nenhuma
causa clara ou imediata. Podem ser vagos temores de morrer
ou de perder seus entes queridos. Também pode aflorar
uma raiva, relacionada com situações em seu trabalhos ou
em seu casamento. Tudo o que parecia ser óbvio, agora está
sob dúvida. Aquilo que a consciência apoiada no ego
tentava prevenir, finalmente acontece. Gradualmente, a tampa
da panela se levanta e todo tipo de emoções incontroláveis
e medos aparecem e entram na sua consciência, semeando
dúvida e confusão em sua vida. Até aquele momento,
você estava funcionando quase sempre no piloto automático.
Essa é a parte da apatia e depois da raiva, medo, tristeza que seguem.
Agora a parte do porque é importante viver essa "cirurgia".
(...)Entretanto, quando sua consciência cresce e se expande,
sua personalidade se divide em duas. Uma parte de você
quer manter-se nos velhos padrões, a outra parte questiona
esses padrões, e você se confronta com sentimentos
desagradáveis como raiva, medo e dúvida. Por isso, a expansão
da consciência que ocorre no final do estágio do ego é
frequentemente experimentada como um desmancha
prazeres, um intruso mal recebido, que estraga o jogo.
Esta nova consciência desacomoda tudo o que antes parecia
óbvio e desperta emoções dentro de você, com as quais você
não sabe lidar. Quando você começa a duvidar dos padrões de
pensamento e ação baseados no ego, uma nova parte de você
penetra sua consciência.
Agora estou na fase de ver com o que esse vazio vai ser preenchido
e se vou optar por continuar com velhos padrões ou aderir a novos.
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