Durante um realacionamento todos vamos cometendo pequenos deslizes.
Faz parte, todos sabemos. O grande problema é quando passa a existir
uma sequência deles sem o intervalo de tempo para recompor.
Por exemplo - ele mentiu para ela, ela ficou chateada e triste.
Tentou entender, pediu explicações, se retraiu um pouco.
As coisas boas tem mais peso, ele faz o coração dela bater mais
rápido, é carinhoso, uma boa pessoa - e ela deixa passar.
Ele combina de sair com amigos, pede para eles não avisarem ela.
Muda a programação do final do ano sem consultar mesmo o pai
dela estando doente - ele diz que não combinou nada, só cogitou
a idéia mas já está vendo passagens para viajar. Ela se irrita,
olha para o lado, finge quenão está sabendo de nada porque não
quer brigar. Ele é extremamente ciumento, pode falar e fazer o
que quiser com quem quiser, porém se ela faz algo, ele faz birra
e acha que cobrar uma atitude que ele não tem - ela deixa passar
tenta mostrar que não é bem assim, até que ...
Obviamente que chegariamos no "até que" se cansa.
Aonde está o tempo para se recompor ?
Aonde está o tempo para respirar ?
Aonde está o tempo para lembrar o quão amada se é ?
Aonde está o tempo para ver que fez bem em "deixar" passar ?
1,2,3,4,5 quantas uma pessoa pode aguentar sem se sentir
desgastada, fragilizada, triste, e com o peso do mundo nas
costas? Afinal quando escolhemos um parceiro é para nos
acompanhar nessa caminhada chamada vida. Quando escolhemos
um parceiro queremos alguém que também saiba dar valor as
atitudes que tomamos por amor. Que valor o outro está dando
ao amor ? Nenhum.
E ao continuar fazendo isso sem olhar o história para mim passa
a parecer que não é uma parceria. Que não é uma jornada de
duas pessoas mas de uma que carrega todas as tralhas e de outra
que caminha livremente achando que o outro sempre vai ter força
e paciência para levar os apetrechos para a caminhada.
Parceria parte dos dois.
Cumplicidade é pensar no outro.
Amor é evitar magoar quem te acolhe.
Humanidade é pensar antes de fazer e não refletir depois do ato.