Quando duas pessoas decidem se juntar, até onde vai o limite pessoal ?
Duas pessoas com cicatrizes profundas. Cicatrizes de um passado
dolorido. Desconfiança, abandono, medo, separação.
Meu pai traiu a minha mãe, que teve depressão severa durante anos.
Chegando a ser submetida a tratamento de choque (aquele que vemos
hororrizados nos filmes). Lembro do médico dizer que ela nunca mais
voltaria ao normal. Meu pai era ausente, trabalhava demais, tinha
"mulheres" demais então para compensar sua falta me comprava.
Não gosto de parecer uma pessoa que está lamuriando da vida.
Na verdade não é isso. Estou buscando respostas na verdade.
Buscandos respostas para coisas que ainda não consegui comprender.
Esse 'breafing' leva ao título do post - limite pessoal. Cresci em um
ambiente difícil,com muito dinheiro e pouco sentimento. Demorei muito
na minha vida para entender o amor. E ainda acho que me falta bastante.
Conheci muitas pessoas. De todo tipo, de todos os jeitos, de todas as
camadas sociais. Sempre fui sedutora, com um lindo sorriso e um jeito
cativante. Nunca tive problemas em conquistar os homens e conseguir
o que queria - meu pai me ensinou bem como ser uma predadora.
Sempre fui uma pessoa muito sensível.
Aquela pessoa que percebe olhares, enxerga as mãos, observa atenta
os pequenos movimentos corporais, gestos, tudo. Afinal sempre pisei
sobre ovos. As vezes gostaria de ser diferente. É muito complicado
perceber que o corpo diz algo que não condiz com o que sai da boca.
Como sempre consegui ver além das palavras tinha um controle maior
sobre as pessoas. Quase como um detector de mentiras levava
vantagens massivas sobre as pessoas que me relacionava. O controle
permite que você decida se vai se entregar ou não.
Parece uma vantagem impressionante mas a verdade é que não é, não é
pelo simples fato que não existe entrega. Mesmo quando sabia que
alguém estava mentindo esperava o momento oportuno para jogar
em cara, mostrar que sempre soube, que estava apenas seguindo o jogo.
Ao apresentar as cartas na mesa dava um cheque mate e saia por cima.
Eu me entregava até onde queria e quando queria. Claro que durante
todo esse percurso houveram tentativas e erros, ajudando ao
aperfeiçoamento. Foi quando aconteceu. Foi quando o conheci.
Conheci aquele que ia quebrar minhas verdades. Aquele que mentiria,
que eu descobriria e ficaria. Aquele que me fez ver que podemos
aprender a perdoar quando alguém nos machuca. Que se temos alguém
para ajudar a curar a ferida, ela eventualmente pode ser esquecida.
Que a vingança traz prazer não posso negar, mas que ter alguém que
te faça ao menos repensar se vale a pena retribuir na mesma moeda
é algo impagável. Ninguém me machucava porque eu não permitia.
Não me permitia ser. Apenas ser. Que vida é essa aonde não podemos
ser quem somos ? Que vida é essa aonde vamos nos adaptando a ser
quem achamos que os outros esperam ? Acredito que essa vida seja
a que a maioria de nós leve inclusive sem perceber. Estou longe de
ser santa. Apesar de hoje ver todas as coisas boas que ele me trouxe,
de saber que cresci muito com ele, que aprendi a desculpar e confiar
em alguém do sexo oposto eu fiz com ele o que sei fazer de melhor.
Extirpar fatos, verdades, palavras ditas pela metade, fatos,
pegar os pontos mais fracos e fazer eles sangrarem. Fomentar a dor
que aprendi a causar, a dor que nunca me permiti sentir.
Todos os que conviveram comigo conhecem esse meu lado de viuva
negra. Inclusive meu primeiro namorado que causou um acidente
terrível comigo no carro ao ser atropelado e largado a esmo no meio
da rua foi atribuido a possíbilidade do incidente estar ligado
comigo. Eu sentia orgulho disso, sentia orgulho de ser assim.
De que soubessem que se mexessem comigo e me machucassem de
qualquer forma iam pagar caro por isso. Me sentia poderosa,
me sentia intocável, me sentia ... sozinha.
Tinha, tenho (?) vergonha de algumas coisas. Apesar de saber que a
vergonha e a prepotência caminham juntos. Afinal só posso sentir
vergonha de algo que me ache melhor, mais merecedora de ter do que
aquilo que realmente tenho. Por exemplo se tenho cabelos enrolados
e faço escova e escondo isso é porque acredito que eu seja melhor
do que as pessoas de cabelo enrolado. Tão melhor que ninguém sequer
pode saber que eu na verdade tenha o cabelo enrolado. Demorei para
entender essa analogia mas faz perfeito sentido.
Acabei entrando mais em mim para chegar ao que não entendo.
Limite pessoal. Aonde eu começo e o outro termina. Ao escrever isso
tudo que me veem a cabeça são as palavras - mentira e hipocrisia.
Preciso aprender a diferenciar a mentira do esquecimento. A mentira
da convivência com a mentira do âmago. Por enquanto não consigo,
como eu gostaria - mas não consigo. A mentira social faz parte da
sociedade como um todo. Se uma pessoa próxima corta o cabelo ou usa
uma roupa que faz parecer o display da feirinha hippie de uma cidade
do interior cabe a mim falar abertamente que o cabelo ficou parecendo
uma cuíca e que essa combinação de cores não serviria nem para a
combinação da escola de samba da Mangueira ? Ou se alguém que é
querido por mim se apaixona por uma pessoa com aparência de quem foi
resgatado meses dentro de uma mina sem tomar banho e sem conciência
social para ter o mínimo de convívio. Pior ainda, se essa for a
minha opinião e não a da pessoa ? Quando alguém que não encontro
anos a fio simpáticamente diz que gostaria de marcar algo e é tão
obvio que está apenas dizendo, cabe a mim replicar e dizer que se
realmente quissese algo teria mantido contato e não arbritariamente
esbarrado comigo na rua ? Ás vezes não existe problema em dizer, mas
estar sempre "desarmando" as pessoas e tirando a "mentira social"
provavelmente vai se tornar algo que acabe me fazendo ser uma pessoa
isolada, afinal faz parte da cultura. Como fica claro pela extensão
do meu texto de hoje (e por não sentir a necessidade de escrever
outros dias) estou precisando colocar a cabeça em ordem.
A questão básica, qual entitula o post, é sobre o limite pessoal.
Acredito que resumindo o que preciso colocar em ordem é entender a
minha real necessidade de estar encrustada em tudo que ele pensa e
faz, e naturalmente permitir que ele faça o mesmo comigo.
Aonde eu começo ? Aonde ele termina ? Fiz muito isso, de querer saber
cada passo - principalmente dele - que cativou um espaço nunca antes
habitado como o meu coração. Quando estavamos separados mesmo
sabendo que iria sofrer ao ver ele com outra pessoa eventualmente
olhava suas coisas, falava com seus amigos para saber alguma
informação. Queria sentir que ainda existia uma conexão entre nós.
Buscava ligações nas coisas que ele escrevia, nas musicas que ele
postava, nos comentários proferidos em tantos momentos distintos.
Queria me encontrar nele, queria acreditar que ainda existia algo
de mim nele. E de certa forma existiu sim porque hoje novamente
estamos juntos. Mais adultos, mais maduros, mais abertos, mais
confiantes e dispostos a ouvir e sermos escutados. Quando ele me
perguntou sobre o que se passou quando estavamos separados e
provavelmente em decorrência da minha constante necessidade de
indiretamente dar a entender que eu acompanhei seu cada passo (seria
novamente a minha necessidade de mostrar que não seria feita de
idiota ?!). Calma lá, será que esse poder que preciso mostrar com
fatos não é a cobertura dos meus fantasmas internos ? Se tenho
informações e as digo tenho poder. Poder de proteção, poder de
mostrar ao outro que não sou vunerável a ele quando na verdade essa é
a minha maior fragilidade. Perceber o quão sou vunerável, aos que
eu amo. Acho que preciso entender que amar é ser vunerável afinal já
descobri tantas coisas dele que me machucaram, já peguei ele em
mentiras sociais e não sociais, já questionei e apresentei fatos aonde
ele teve que se submeter a dizer que mentiu - e francamente nada disso
mudou o que sinto por ele. Meu limite pessoal vai emergir quando puder
assumir que sou vunerável, que ele também é e que independente do
que possa eu descobrir o amo incondicionalmente.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Somos quem podemos ser ?
5 anos. Fazem 5 anos que conheço ele.
3 anos (entre indas e vindas) que namoramos.
Tanta coisa mudou, ele mudou, eu mudei, nós mudamos.
Vivemos tanto juntos. Crescemos tantos juntos.
Sofremos tanto juntos.
Essa vez achei que ia ser diferente (a gente sempre acha).
E foi diferente, é diferente, está sendo diferente.
Ou não ? Ou eu estou achando apenas ?
Acho extremamente saudável que se mantenha uma vida fora
do relacionamento. Amigos, amigas etc.
E quando esses amigos são pequenas pragas alimentando se
das migalhas das brigas, desentendimentos ou pior ainda
do passado ? E se, ainda pior, essas migalhas são jogadas
por quem nem as deveria deixar cair ?
Uma metáfora que cabe seria a seguinte - Saltar de para quedas.
Você tem um sonho, saltar de para quedas. Sentir a brisa
no rosto, a liberdade do salto, o medo seguido da segurança.
É algo que sonha em fazer - que gosta. Algo que passa dias,
meses e até anos planejando, sonhando acordado. Entra alguém
na sua vida e você decide dividir seu sonho, suas esperanças,
seus medos - tudo. E a pessoa embarca nisso com você, a pessoa
tem o mesmo brilho, o mesmo medo e mesma vontade que você.
Planejam, decidem, discutem, resolvem, acreditam e decidem.
Decidem pular juntos.
Chega o tão esperado dia. Que emoção, tantas coisas se passam
pela sua cabeça, o alívio de ter alguém com você nesse momento.
O medo, a angustia, o prazer, todos os sentimentos juntos que
mal consegue processar todos de uma vez. Aperta firmemente a
mão da pessoa escolhida para pular, e lá estão em queda livre.
Juntos. Sem saber para onde, sem saber porque, apenas sabendo
que tem um ao outro.
Você está entregue, totalmente entregue. O único conhecido lá
é a mão dele, a respiração dele, o coração pulsando que você
tanto se acostumou a escutar durante todos os dias que recostou
a cabeça planejando. Hora de abrir o para quedas. Seus olhos
se encontram, marejados, emocionados e principalmente
esperançosos. Chegam ao chão.
Você se entregou, ele se entregou - juntos. Mal pode conter
a alegria de acreditar que encontrou alguém que mais do que
dividir seus sonhos, participa deles da mesma forma e com a mesma
intensidade que você. Corre para abraça - lo, ele abre os braços
para recebe - la e após aquele abraço apertado que quase tira teu
fôlego você lentamente abre os olhos vê uma corda. Fecha os olhos
novamente pensando ´não pode ser, não pode ser´. Aperta ele mais
forte que quase sente os ossos dele.
Novamente fecha os olhos apertando eles como se para apagar aquela
imagem. Abre subitamente. A corda ainda está lá.
Ele nunca saltou !!! Ele nunca se entregou a queda livre daquele
momento, ele nunca se entregou de corpo e alma da forma que você
o fez.
3 anos (entre indas e vindas) que namoramos.
Tanta coisa mudou, ele mudou, eu mudei, nós mudamos.
Vivemos tanto juntos. Crescemos tantos juntos.
Sofremos tanto juntos.
Essa vez achei que ia ser diferente (a gente sempre acha).
E foi diferente, é diferente, está sendo diferente.
Ou não ? Ou eu estou achando apenas ?
Acho extremamente saudável que se mantenha uma vida fora
do relacionamento. Amigos, amigas etc.
E quando esses amigos são pequenas pragas alimentando se
das migalhas das brigas, desentendimentos ou pior ainda
do passado ? E se, ainda pior, essas migalhas são jogadas
por quem nem as deveria deixar cair ?
Uma metáfora que cabe seria a seguinte - Saltar de para quedas.
Você tem um sonho, saltar de para quedas. Sentir a brisa
no rosto, a liberdade do salto, o medo seguido da segurança.
É algo que sonha em fazer - que gosta. Algo que passa dias,
meses e até anos planejando, sonhando acordado. Entra alguém
na sua vida e você decide dividir seu sonho, suas esperanças,
seus medos - tudo. E a pessoa embarca nisso com você, a pessoa
tem o mesmo brilho, o mesmo medo e mesma vontade que você.
Planejam, decidem, discutem, resolvem, acreditam e decidem.
Decidem pular juntos.
Chega o tão esperado dia. Que emoção, tantas coisas se passam
pela sua cabeça, o alívio de ter alguém com você nesse momento.
O medo, a angustia, o prazer, todos os sentimentos juntos que
mal consegue processar todos de uma vez. Aperta firmemente a
mão da pessoa escolhida para pular, e lá estão em queda livre.
Juntos. Sem saber para onde, sem saber porque, apenas sabendo
que tem um ao outro.
Você está entregue, totalmente entregue. O único conhecido lá
é a mão dele, a respiração dele, o coração pulsando que você
tanto se acostumou a escutar durante todos os dias que recostou
a cabeça planejando. Hora de abrir o para quedas. Seus olhos
se encontram, marejados, emocionados e principalmente
esperançosos. Chegam ao chão.
Você se entregou, ele se entregou - juntos. Mal pode conter
a alegria de acreditar que encontrou alguém que mais do que
dividir seus sonhos, participa deles da mesma forma e com a mesma
intensidade que você. Corre para abraça - lo, ele abre os braços
para recebe - la e após aquele abraço apertado que quase tira teu
fôlego você lentamente abre os olhos vê uma corda. Fecha os olhos
novamente pensando ´não pode ser, não pode ser´. Aperta ele mais
forte que quase sente os ossos dele.
Novamente fecha os olhos apertando eles como se para apagar aquela
imagem. Abre subitamente. A corda ainda está lá.
Ele nunca saltou !!! Ele nunca se entregou a queda livre daquele
momento, ele nunca se entregou de corpo e alma da forma que você
o fez.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sentimentos contraditórios e politicamente corretos
Ciume.
O grande vilão da maioria das histórias chamado de CIÚME.
Racionalmente sei muito bem que se uma pessoa quer ir embora
de um relacionamento a pessoa vai ir.
Sei também que não existe nada que possa fazer a pessoa ficar
contra a sua vontade. E até concordo com o grande Osho que
o ciume pode existir também pela relação não estar tão firmada.
Ótimo, meu cérebro compreende tudo isso porém não consigo evitar
de sentir. Hoje em dia é muito mais controlado e de forma totalmente
menos paranoica do que antes.
Hoje é o aniversário dele. Obviamente vem aquela enxurrada de
parabéns - o que acho perfeitamente saudável. Mas aquela menina,
aquela bendita menina qual se fosse um pouco mais madura seria
apenas politica, da mesma forma que eu fui.
Ele é meu ex namorado. Ela é ex namorada dele. Estamos juntos.
Não tenho nada contra ela, afinal eles não estão mais juntos e ele
está comigo novamente. Como chama mesmo isso ? Rebounce ? Ah sim.
Mas fui extremamente política na rede social que dei parabéns, fui
mais intima no email afinal é só da conta dele o que tenho para dizer.
Ela não, ela tem que se abrir que nem uma mala velha. Criançona.
Ele foi extremamente educado, tanto ao responder o meu recado como o
dela, o que é perfeitamente correto (mesmo que no fundo eu queria que
ele fosse mais carinhosamente escraxado no meu - tenho que confessar).
Vamos ver qual vai ser o andar da carruagem no dia de hoje.
O grande vilão da maioria das histórias chamado de CIÚME.
Racionalmente sei muito bem que se uma pessoa quer ir embora
de um relacionamento a pessoa vai ir.
Sei também que não existe nada que possa fazer a pessoa ficar
contra a sua vontade. E até concordo com o grande Osho que
o ciume pode existir também pela relação não estar tão firmada.
Ótimo, meu cérebro compreende tudo isso porém não consigo evitar
de sentir. Hoje em dia é muito mais controlado e de forma totalmente
menos paranoica do que antes.
Hoje é o aniversário dele. Obviamente vem aquela enxurrada de
parabéns - o que acho perfeitamente saudável. Mas aquela menina,
aquela bendita menina qual se fosse um pouco mais madura seria
apenas politica, da mesma forma que eu fui.
Ele é meu ex namorado. Ela é ex namorada dele. Estamos juntos.
Não tenho nada contra ela, afinal eles não estão mais juntos e ele
está comigo novamente. Como chama mesmo isso ? Rebounce ? Ah sim.
Mas fui extremamente política na rede social que dei parabéns, fui
mais intima no email afinal é só da conta dele o que tenho para dizer.
Ela não, ela tem que se abrir que nem uma mala velha. Criançona.
Ele foi extremamente educado, tanto ao responder o meu recado como o
dela, o que é perfeitamente correto (mesmo que no fundo eu queria que
ele fosse mais carinhosamente escraxado no meu - tenho que confessar).
Vamos ver qual vai ser o andar da carruagem no dia de hoje.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Comunicação
Existe um monstro chamado comunicação. Que povoa as profundezas
mais obscuras da mente do ser humano. Bom isso ou eu sou retardada.
Mandei um email falando que para chegamos a ter algo (novamente)
temos que conversar mais, ser sinceros, abertos sobre o que sentimos
e pensamos. Inclusive achei que ele ia demorar alguns dias para
responder. Respondeu hoje (!) super rápido, sendo que no final do
email escrevi claramente - quando souber melhor o que quer sabe
aonde me encontrar. Sinceramente na minha concepção mais claro que
isso não pode chegar. Então eu coloquei uma questão importante para
mim, ele concordou, me procurou no intuito de construirmos algo
diferente, sólido. Eis que tem uma festa neste sábado a qual ele
vem anunciando abertamente em uma página de comunicação social que
pretende ir. Normal. Bom nem tanto depois de termos combinado de
sermos sinceros e atentos as necessidades um do outro.
Custa ao menos ter o bom senso de convidar ? Obviamente se a pessoa
está convidando a semanas, meses, ou "outros" eu sei que minha
companhia nesse evento particular não se faz necessária. Porém
vivemos em uma sociedade aonde algumas condutas morais fazem parte
da dança da convivência. Ser sincero para as necessidades
implica diretamente em ser sincero para escutar e respeitar a
necessidade dos outros.
Depois de ter liberado um pouco meus pensamentos com uma amiga
muito querida que em decorrência dos anos, das histórias e do
respeito posso conversar sobre tudo e não ser julgada.
A verdade é que eu gosto dele, e como disse antes entrei nisso
sabendo bem melhor como ele é, e aceitei isso. A verdade que
ficou no ar na conversa entre a minha amiga e eu algumas questões
quais ela colocou para que eu mesma pensasse :
- Você vê nessa relação como algo bom para você ?
- Você acredita que ele tentanto levar isso a sério ?
mais obscuras da mente do ser humano. Bom isso ou eu sou retardada.
Mandei um email falando que para chegamos a ter algo (novamente)
temos que conversar mais, ser sinceros, abertos sobre o que sentimos
e pensamos. Inclusive achei que ele ia demorar alguns dias para
responder. Respondeu hoje (!) super rápido, sendo que no final do
email escrevi claramente - quando souber melhor o que quer sabe
aonde me encontrar. Sinceramente na minha concepção mais claro que
isso não pode chegar. Então eu coloquei uma questão importante para
mim, ele concordou, me procurou no intuito de construirmos algo
diferente, sólido. Eis que tem uma festa neste sábado a qual ele
vem anunciando abertamente em uma página de comunicação social que
pretende ir. Normal. Bom nem tanto depois de termos combinado de
sermos sinceros e atentos as necessidades um do outro.
Custa ao menos ter o bom senso de convidar ? Obviamente se a pessoa
está convidando a semanas, meses, ou "outros" eu sei que minha
companhia nesse evento particular não se faz necessária. Porém
vivemos em uma sociedade aonde algumas condutas morais fazem parte
da dança da convivência. Ser sincero para as necessidades
implica diretamente em ser sincero para escutar e respeitar a
necessidade dos outros.
Depois de ter liberado um pouco meus pensamentos com uma amiga
muito querida que em decorrência dos anos, das histórias e do
respeito posso conversar sobre tudo e não ser julgada.
A verdade é que eu gosto dele, e como disse antes entrei nisso
sabendo bem melhor como ele é, e aceitei isso. A verdade que
ficou no ar na conversa entre a minha amiga e eu algumas questões
quais ela colocou para que eu mesma pensasse :
- Você vê nessa relação como algo bom para você ?
- Você acredita que ele tentanto levar isso a sério ?
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Atração sexual
Estou lendo um livro chamadoDesvendando os mistérios da atração sexual
- O que se passa na cabeça de homens e mulheres sobre amor e sexo.
Quando comecei e leitura realmente estava gostando e com um entusiasmo
enorme de desvendar todas as páginas e os mistérios. Inclusive acordei de
madrugada e continuei lendo mais um pouco. Agora chegou em um ponto do
livro que realmente me causou uma frustração.
O livro é totalmente correto na sua abordagem e baseado em fatos
comprovados. Não se classificaria como um livro apenas de conselhos e
dicas sobre o sexo oposto. Fala desde os primórdios até o dia de hoje sobre
a evolução mental do homem e da mulher.
Tudo isso seria ótimo se não tivesse me causado a sensação de que nos
resumimos a causas biológicas e instintivas. Os homens buscam nas parceiras
a reprodução e as mulheres no homem sustento. E não sou uma feminista
entusiastica defendendo conceito algum. Acho muito válido desmistificar em
partes o amor, todo o processo e elucidar que existem certas químicas que
o nosso corpo produz para que possamos perpetuar a espécie.
Mas aonde está a magia do amor ? Porque tenho certeza que não apenas na
minha história mas na de inúmeros casais existe um pouco mais que apenas
a busca de um útero em boas condições de reprodução e um pênis que traga
sustento para casa.
- O que se passa na cabeça de homens e mulheres sobre amor e sexo.
Quando comecei e leitura realmente estava gostando e com um entusiasmo
enorme de desvendar todas as páginas e os mistérios. Inclusive acordei de
madrugada e continuei lendo mais um pouco. Agora chegou em um ponto do
livro que realmente me causou uma frustração.
O livro é totalmente correto na sua abordagem e baseado em fatos
comprovados. Não se classificaria como um livro apenas de conselhos e
dicas sobre o sexo oposto. Fala desde os primórdios até o dia de hoje sobre
a evolução mental do homem e da mulher.
Tudo isso seria ótimo se não tivesse me causado a sensação de que nos
resumimos a causas biológicas e instintivas. Os homens buscam nas parceiras
a reprodução e as mulheres no homem sustento. E não sou uma feminista
entusiastica defendendo conceito algum. Acho muito válido desmistificar em
partes o amor, todo o processo e elucidar que existem certas químicas que
o nosso corpo produz para que possamos perpetuar a espécie.
Mas aonde está a magia do amor ? Porque tenho certeza que não apenas na
minha história mas na de inúmeros casais existe um pouco mais que apenas
a busca de um útero em boas condições de reprodução e um pênis que traga
sustento para casa.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Balanço de relacionamento
Para poder nos relacionar temos que nos sentir de igual para igual.
Obviamente existem hierarquias diferentes, posições diferentes mas
dentro de tudo isso tem que haver um balanço. Uma sinergia, algo
que faça com que você sinta que exista lá em algum grau um igual.
Ou teríamos relacionamentos com árvores, e objectos inanimados.
Instintivamente precisamos constantemente manter esse equilíbrio.
Se acontece algo com um desconhecido existe o equilíbrio defensivo.
Instintivo ao ser humano da protecção. Se alguém te xinga na rua,
ou te agride naturalmente existe uma revidação pois a relação com
aquela pessoa não tem bases sólidas. Existe apenas a ação e reação,
sem o "penso", sem o racional apenas o instintivo.
O ser humano não teria sobrevivido sem o instinto natural de se
defender. Se alguém me ataca eu ataco de volta para mostrar que
não pode repetir aquele ato. Com um animal irracional acontece o
mesmo processo porém ele grava isso por repetição e não por
entendimento. Em um relacionamento, seja qual for (familiar,
empresarial,amoroso e etc)ao ser desbalanceado instintivamente o
lado que é "rebaixado" buscar uma forma de se igualar ao outro.
Um exemplo genérico : Um casal decide um casamento aberto,
o marido apesar de aceitar o fato livremente não sai com pessoas
fora do casamento. Ele sabe e aceita o fato concesualmente da sua
esposa sair com outros homens mesmo não fazendo o mesmo.
Existe um desbalanço. Não está sendo de igual para igual.
Instintivamente e não racionalmente ele vai encontrar alguma forma
de contra balancear. Seguindo a lógica do exemplo genérico.
Mulher e homem tem um casamento aberto. Homem aceita mas não
usufrui, mulher usufrui. Homem em desenvantagem e no contexto,
é "traído". Ao decorrer dos fatos e sabendo a história por completo
se descobre que o homem arruinou as finanças do casal e não disse
nada para sua esposa. Ele tinha também o seu segredo, internamente
ele sabia estava "traindo" sua esposa da mesma forma que ela o traia.
Ele confiou nela ao se casar, e ela confiou nele ao entregar
o total poder e controle das finanças familiares.
Isso é o que chamo de balanço de relacionamento. Falando dessa forma
pode até parecer doentio, mas o ser humano inevitavelmente segue
essa lógica ilógica.
Entre amigos ocorre o mesmo. A pessoa me fez sentir assim, me senti
rebaixado então farei o mesmo quando se der a oportunidade. Não é feito
de uma forma abertamente pensada, pois passa tão rapidamente
na nossa mente que chega a ser um automatismo.
E assim sucessivamente entre qualquer relacionamento de iguais.
O que gera esse comportamente ainda é um mistério para minha pessoa,
mas que esse padrão existe me fica muito claro.
Eu gosto de uma pessoa - agora não é exemplo, é o que estou vivendo.
Juntos tivemos uma história. O relacionamento acabou.
Eu terminei o relacionamento, causando um desbalanço. Voltamos, e
existe um receio é verdade - de ambas as partes devo dizer porém
é sobre o desbalanço diário que essa história está causando o que
vem me deixando aflita. Por então carregar uma culpa (?) de ser a
causadora do desbalanço incial e por querer levar adiante novamente
essa relação aceito alguns desbalanços que provavelmente não aceitaria
em outra situações. Poderia dizer que faz parte do amadurecimento como
pessoa porém não acho que realmente seja o caso. Esse é um assunto
para outro momento. Retomando, ele me diz que tem medo. Aceito.
Diz que não está preparado para falar sobre sentimentos. Aceito.
Mas (sempre existe uma mas, é incrível) depois de termos iniciado
novamente nossa jornada juntos (que infelizmente seguem uma tendência
desastrosa de amor e odio) ficamos muito tempo (sic) amigados.
Apenas juntos, dormiamos juntos, passavamos finais de semana juntos,
sem acontecer absolutamente nada em uma cumplicidade que só
pode existir entre pessoas que já haviam se entregaram completamente
e que conhecem profundamente suas intimidades. Porém estão em
um momento de ternura além do fisico. Inevitavelmente a continuação
da ternura e cumplicidade a duas pessoas que se gostam - vira físico,
é a evolução natural do sentimento e da manutenção da espécie.
O fato de ficar um relacionamento subentendido me incomoda, é verdade.
Porém ao tentar novamente sabia dessa possibilidade, então posso
dizer que a aceitei.
Obviamente existem hierarquias diferentes, posições diferentes mas
dentro de tudo isso tem que haver um balanço. Uma sinergia, algo
que faça com que você sinta que exista lá em algum grau um igual.
Ou teríamos relacionamentos com árvores, e objectos inanimados.
Instintivamente precisamos constantemente manter esse equilíbrio.
Se acontece algo com um desconhecido existe o equilíbrio defensivo.
Instintivo ao ser humano da protecção. Se alguém te xinga na rua,
ou te agride naturalmente existe uma revidação pois a relação com
aquela pessoa não tem bases sólidas. Existe apenas a ação e reação,
sem o "penso", sem o racional apenas o instintivo.
O ser humano não teria sobrevivido sem o instinto natural de se
defender. Se alguém me ataca eu ataco de volta para mostrar que
não pode repetir aquele ato. Com um animal irracional acontece o
mesmo processo porém ele grava isso por repetição e não por
entendimento. Em um relacionamento, seja qual for (familiar,
empresarial,amoroso e etc)ao ser desbalanceado instintivamente o
lado que é "rebaixado" buscar uma forma de se igualar ao outro.
Um exemplo genérico : Um casal decide um casamento aberto,
o marido apesar de aceitar o fato livremente não sai com pessoas
fora do casamento. Ele sabe e aceita o fato concesualmente da sua
esposa sair com outros homens mesmo não fazendo o mesmo.
Existe um desbalanço. Não está sendo de igual para igual.
Instintivamente e não racionalmente ele vai encontrar alguma forma
de contra balancear. Seguindo a lógica do exemplo genérico.
Mulher e homem tem um casamento aberto. Homem aceita mas não
usufrui, mulher usufrui. Homem em desenvantagem e no contexto,
é "traído". Ao decorrer dos fatos e sabendo a história por completo
se descobre que o homem arruinou as finanças do casal e não disse
nada para sua esposa. Ele tinha também o seu segredo, internamente
ele sabia estava "traindo" sua esposa da mesma forma que ela o traia.
Ele confiou nela ao se casar, e ela confiou nele ao entregar
o total poder e controle das finanças familiares.
Isso é o que chamo de balanço de relacionamento. Falando dessa forma
pode até parecer doentio, mas o ser humano inevitavelmente segue
essa lógica ilógica.
Entre amigos ocorre o mesmo. A pessoa me fez sentir assim, me senti
rebaixado então farei o mesmo quando se der a oportunidade. Não é feito
de uma forma abertamente pensada, pois passa tão rapidamente
na nossa mente que chega a ser um automatismo.
E assim sucessivamente entre qualquer relacionamento de iguais.
O que gera esse comportamente ainda é um mistério para minha pessoa,
mas que esse padrão existe me fica muito claro.
Eu gosto de uma pessoa - agora não é exemplo, é o que estou vivendo.
Juntos tivemos uma história. O relacionamento acabou.
Eu terminei o relacionamento, causando um desbalanço. Voltamos, e
existe um receio é verdade - de ambas as partes devo dizer porém
é sobre o desbalanço diário que essa história está causando o que
vem me deixando aflita. Por então carregar uma culpa (?) de ser a
causadora do desbalanço incial e por querer levar adiante novamente
essa relação aceito alguns desbalanços que provavelmente não aceitaria
em outra situações. Poderia dizer que faz parte do amadurecimento como
pessoa porém não acho que realmente seja o caso. Esse é um assunto
para outro momento. Retomando, ele me diz que tem medo. Aceito.
Diz que não está preparado para falar sobre sentimentos. Aceito.
Mas (sempre existe uma mas, é incrível) depois de termos iniciado
novamente nossa jornada juntos (que infelizmente seguem uma tendência
desastrosa de amor e odio) ficamos muito tempo (sic) amigados.
Apenas juntos, dormiamos juntos, passavamos finais de semana juntos,
sem acontecer absolutamente nada em uma cumplicidade que só
pode existir entre pessoas que já haviam se entregaram completamente
e que conhecem profundamente suas intimidades. Porém estão em
um momento de ternura além do fisico. Inevitavelmente a continuação
da ternura e cumplicidade a duas pessoas que se gostam - vira físico,
é a evolução natural do sentimento e da manutenção da espécie.
O fato de ficar um relacionamento subentendido me incomoda, é verdade.
Porém ao tentar novamente sabia dessa possibilidade, então posso
dizer que a aceitei.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Respira ... respira ...
Não posso depender dos outros.
Sentimentalmente falando. Não posso, doí demais.
Hoje senti que ia ficar sem ar.
Senti meus pulmões comprimindo e o ar faltando.
Se parar para pensar racionalmente é uma coisa tão idiota.
Racionalmente idiota. Sentimentalmente não.
Agora o que me deixa mais (?) é que estava tão bem.
E agora estou chorando e tendo dificuldade para respirar.
Acho que é isso que querem dizer quando dizem construir
o castelo de areia. Me sinto praticamente bipolar.
Passei o dia inteiro de bom humor, alegre, feliz, lembrado
de como minha noite foi maravilhosa.
E o dia foi acabando, e ele não foi aparecendo.
E a tristeza foi chegando sem eu perceber.
Foi tomando meu ser, e ele foi se entregando sem hesitar.
Primeiro deitou a cabeça no ombro da tristeza, depois abraçou,
até que estava tão juntos que não se sabia aonde começava
um e terminava o outro. Não posso falar para ele. Ele não fez
nada errado. Isso é coisa minha, não dele.
Vou cobrar o que ? Que ele me preencha e uma forma que nenhum
ser humano poderia conseguir ? Como vai adivinhar o que preciso ?
Como vai me dar e suprir algo que nem eu sei que preciso ?
Seria uma conversa mais o menos assim :
Eu : Oi. Porque não veio falar comigo hoje ?
Ele : Porque a gente se separou as 9 da manhã e não se
passaram nem 13 horas.
Eu : Porque você tem uma vida que independente de me agradar ?
Entendo. Porque você tem uma família, amigos, irmãos ? Certo.
Sentimentalmente falando. Não posso, doí demais.
Hoje senti que ia ficar sem ar.
Senti meus pulmões comprimindo e o ar faltando.
Se parar para pensar racionalmente é uma coisa tão idiota.
Racionalmente idiota. Sentimentalmente não.
Agora o que me deixa mais (?) é que estava tão bem.
E agora estou chorando e tendo dificuldade para respirar.
Acho que é isso que querem dizer quando dizem construir
o castelo de areia. Me sinto praticamente bipolar.
Passei o dia inteiro de bom humor, alegre, feliz, lembrado
de como minha noite foi maravilhosa.
E o dia foi acabando, e ele não foi aparecendo.
E a tristeza foi chegando sem eu perceber.
Foi tomando meu ser, e ele foi se entregando sem hesitar.
Primeiro deitou a cabeça no ombro da tristeza, depois abraçou,
até que estava tão juntos que não se sabia aonde começava
um e terminava o outro. Não posso falar para ele. Ele não fez
nada errado. Isso é coisa minha, não dele.
Vou cobrar o que ? Que ele me preencha e uma forma que nenhum
ser humano poderia conseguir ? Como vai adivinhar o que preciso ?
Como vai me dar e suprir algo que nem eu sei que preciso ?
Seria uma conversa mais o menos assim :
Eu : Oi. Porque não veio falar comigo hoje ?
Ele : Porque a gente se separou as 9 da manhã e não se
passaram nem 13 horas.
Eu : Porque você tem uma vida que independente de me agradar ?
Entendo. Porque você tem uma família, amigos, irmãos ? Certo.
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