segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Somos quem podemos ser ?

5 anos. Fazem 5 anos que conheço ele.
3 anos (entre indas e vindas) que namoramos.
Tanta coisa mudou, ele mudou, eu mudei, nós mudamos.
Vivemos tanto juntos. Crescemos tantos juntos.
Sofremos tanto juntos.
Essa vez achei que ia ser diferente (a gente sempre acha).
E foi diferente, é diferente, está sendo diferente.
Ou não ? Ou eu estou achando apenas ?
Acho extremamente saudável que se mantenha uma vida fora
do relacionamento. Amigos, amigas etc.
E quando esses amigos são pequenas pragas alimentando se
das migalhas das brigas, desentendimentos ou pior ainda
do passado ? E se, ainda pior, essas migalhas são jogadas
por quem nem as deveria deixar cair ?
Uma metáfora que cabe seria a seguinte - Saltar de para quedas.
Você tem um sonho, saltar de para quedas. Sentir a brisa
no rosto, a liberdade do salto, o medo seguido da segurança.
É algo que sonha em fazer - que gosta. Algo que passa dias,
meses e até anos planejando, sonhando acordado. Entra alguém
na sua vida e você decide dividir seu sonho, suas esperanças,
seus medos - tudo. E a pessoa embarca nisso com você, a pessoa
tem o mesmo brilho, o mesmo medo e mesma vontade que você.
Planejam, decidem, discutem, resolvem, acreditam e decidem.
Decidem pular juntos.
Chega o tão esperado dia. Que emoção, tantas coisas se passam
pela sua cabeça, o alívio de ter alguém com você nesse momento.
O medo, a angustia, o prazer, todos os sentimentos juntos que
mal consegue processar todos de uma vez. Aperta firmemente a
mão da pessoa escolhida para pular, e lá estão em queda livre.
Juntos. Sem saber para onde, sem saber porque, apenas sabendo
que tem um ao outro.
Você está entregue, totalmente entregue. O único conhecido lá
é a mão dele, a respiração dele, o coração pulsando que você
tanto se acostumou a escutar durante todos os dias que recostou
a cabeça planejando. Hora de abrir o para quedas. Seus olhos
se encontram, marejados, emocionados e principalmente
esperançosos. Chegam ao chão.
Você se entregou, ele se entregou - juntos. Mal pode conter
a alegria de acreditar que encontrou alguém que mais do que
dividir seus sonhos, participa deles da mesma forma e com a mesma
intensidade que você. Corre para abraça - lo, ele abre os braços
para recebe - la e após aquele abraço apertado que quase tira teu
fôlego você lentamente abre os olhos vê uma corda. Fecha os olhos
novamente pensando ´não pode ser, não pode ser´. Aperta ele mais
forte que quase sente os ossos dele.
Novamente fecha os olhos apertando eles como se para apagar aquela
imagem. Abre subitamente. A corda ainda está lá.
Ele nunca saltou !!! Ele nunca se entregou a queda livre daquele
momento, ele nunca se entregou de corpo e alma da forma que você
o fez.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sentimentos contraditórios e politicamente corretos

Ciume.
O grande vilão da maioria das histórias chamado de CIÚME.
Racionalmente sei muito bem que se uma pessoa quer ir embora
de um relacionamento a pessoa vai ir.
Sei também que não existe nada que possa fazer a pessoa ficar
contra a sua vontade. E até concordo com o grande Osho que
o ciume pode existir também pela relação não estar tão firmada.
Ótimo, meu cérebro compreende tudo isso porém não consigo evitar
de sentir. Hoje em dia é muito mais controlado e de forma totalmente
menos paranoica do que antes.
Hoje é o aniversário dele. Obviamente vem aquela enxurrada de
parabéns - o que acho perfeitamente saudável. Mas aquela menina,
aquela bendita menina qual se fosse um pouco mais madura seria
apenas politica, da mesma forma que eu fui.
Ele é meu ex namorado. Ela é ex namorada dele. Estamos juntos.
Não tenho nada contra ela, afinal eles não estão mais juntos e ele
está comigo novamente. Como chama mesmo isso ? Rebounce ? Ah sim.
Mas fui extremamente política na rede social que dei parabéns, fui
mais intima no email afinal é só da conta dele o que tenho para dizer.
Ela não, ela tem que se abrir que nem uma mala velha. Criançona.
Ele foi extremamente educado, tanto ao responder o meu recado como o
dela, o que é perfeitamente correto (mesmo que no fundo eu queria que
ele fosse mais carinhosamente escraxado no meu - tenho que confessar).
Vamos ver qual vai ser o andar da carruagem no dia de hoje.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Comunicação

Existe um monstro chamado comunicação. Que povoa as profundezas
mais obscuras da mente do ser humano. Bom isso ou eu sou retardada.
Mandei um email falando que para chegamos a ter algo (novamente)
temos que conversar mais, ser sinceros, abertos sobre o que sentimos
e pensamos. Inclusive achei que ele ia demorar alguns dias para
responder. Respondeu hoje (!) super rápido, sendo que no final do
email escrevi claramente - quando souber melhor o que quer sabe
aonde me encontrar. Sinceramente na minha concepção mais claro que
isso não pode chegar. Então eu coloquei uma questão importante para
mim, ele concordou, me procurou no intuito de construirmos algo
diferente, sólido. Eis que tem uma festa neste sábado a qual ele
vem anunciando abertamente em uma página de comunicação social que
pretende ir. Normal. Bom nem tanto depois de termos combinado de
sermos sinceros e atentos as necessidades um do outro.
Custa ao menos ter o bom senso de convidar ? Obviamente se a pessoa
está convidando a semanas, meses, ou "outros" eu sei que minha
companhia nesse evento particular não se faz necessária. Porém
vivemos em uma sociedade aonde algumas condutas morais fazem parte
da dança da convivência. Ser sincero para as necessidades
implica diretamente em ser sincero para escutar e respeitar a
necessidade dos outros.
Depois de ter liberado um pouco meus pensamentos com uma amiga
muito querida que em decorrência dos anos, das histórias e do
respeito posso conversar sobre tudo e não ser julgada.
A verdade é que eu gosto dele, e como disse antes entrei nisso
sabendo bem melhor como ele é, e aceitei isso. A verdade que
ficou no ar na conversa entre a minha amiga e eu algumas questões
quais ela colocou para que eu mesma pensasse :
- Você vê nessa relação como algo bom para você ?
- Você acredita que ele tentanto levar isso a sério ?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Atração sexual

Estou lendo um livro chamadoDesvendando os mistérios da atração sexual
- O que se passa na cabeça de homens e mulheres sobre amor e sexo.

Quando comecei e leitura realmente estava gostando e com um entusiasmo
enorme de desvendar todas as páginas e os mistérios. Inclusive acordei de
madrugada e continuei lendo mais um pouco. Agora chegou em um ponto do
livro que realmente me causou uma frustração.
O livro é totalmente correto na sua abordagem e baseado em fatos
comprovados. Não se classificaria como um livro apenas de conselhos e
dicas sobre o sexo oposto. Fala desde os primórdios até o dia de hoje sobre
a evolução mental do homem e da mulher.
Tudo isso seria ótimo se não tivesse me causado a sensação de que nos
resumimos a causas biológicas e instintivas. Os homens buscam nas parceiras
a reprodução e as mulheres no homem sustento. E não sou uma feminista
entusiastica defendendo conceito algum. Acho muito válido desmistificar em
partes o amor, todo o processo e elucidar que existem certas químicas que
o nosso corpo produz para que possamos perpetuar a espécie.
Mas aonde está a magia do amor ? Porque tenho certeza que não apenas na
minha história mas na de inúmeros casais existe um pouco mais que apenas
a busca de um útero em boas condições de reprodução e um pênis que traga
sustento para casa.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Balanço de relacionamento

Para poder nos relacionar temos que nos sentir de igual para igual.
Obviamente existem hierarquias diferentes, posições diferentes mas
dentro de tudo isso tem que haver um balanço. Uma sinergia, algo
que faça com que você sinta que exista lá em algum grau um igual.
Ou teríamos relacionamentos com árvores, e objectos inanimados.
Instintivamente precisamos constantemente manter esse equilíbrio.
Se acontece algo com um desconhecido existe o equilíbrio defensivo.
Instintivo ao ser humano da protecção. Se alguém te xinga na rua,
ou te agride naturalmente existe uma revidação pois a relação com
aquela pessoa não tem bases sólidas. Existe apenas a ação e reação,
sem o "penso", sem o racional apenas o instintivo.
O ser humano não teria sobrevivido sem o instinto natural de se
defender. Se alguém me ataca eu ataco de volta para mostrar que
não pode repetir aquele ato. Com um animal irracional acontece o
mesmo processo porém ele grava isso por repetição e não por
entendimento. Em um relacionamento, seja qual for (familiar,
empresarial,amoroso e etc)ao ser desbalanceado instintivamente o
lado que é "rebaixado" buscar uma forma de se igualar ao outro.
Um exemplo genérico : Um casal decide um casamento aberto,
o marido apesar de aceitar o fato livremente não sai com pessoas
fora do casamento. Ele sabe e aceita o fato concesualmente da sua
esposa sair com outros homens mesmo não fazendo o mesmo.
Existe um desbalanço. Não está sendo de igual para igual.
Instintivamente e não racionalmente ele vai encontrar alguma forma
de contra balancear. Seguindo a lógica do exemplo genérico.
Mulher e homem tem um casamento aberto. Homem aceita mas não
usufrui, mulher usufrui. Homem em desenvantagem e no contexto,
é "traído". Ao decorrer dos fatos e sabendo a história por completo
se descobre que o homem arruinou as finanças do casal e não disse
nada para sua esposa. Ele tinha também o seu segredo, internamente
ele sabia estava "traindo" sua esposa da mesma forma que ela o traia.
Ele confiou nela ao se casar, e ela confiou nele ao entregar
o total poder e controle das finanças familiares.
Isso é o que chamo de balanço de relacionamento. Falando dessa forma
pode até parecer doentio, mas o ser humano inevitavelmente segue
essa lógica ilógica.
Entre amigos ocorre o mesmo. A pessoa me fez sentir assim, me senti
rebaixado então farei o mesmo quando se der a oportunidade. Não é feito
de uma forma abertamente pensada, pois passa tão rapidamente
na nossa mente que chega a ser um automatismo.
E assim sucessivamente entre qualquer relacionamento de iguais.
O que gera esse comportamente ainda é um mistério para minha pessoa,
mas que esse padrão existe me fica muito claro.
Eu gosto de uma pessoa - agora não é exemplo, é o que estou vivendo.
Juntos tivemos uma história. O relacionamento acabou.
Eu terminei o relacionamento, causando um desbalanço. Voltamos, e
existe um receio é verdade - de ambas as partes devo dizer porém
é sobre o desbalanço diário que essa história está causando o que
vem me deixando aflita. Por então carregar uma culpa (?) de ser a
causadora do desbalanço incial e por querer levar adiante novamente
essa relação aceito alguns desbalanços que provavelmente não aceitaria
em outra situações. Poderia dizer que faz parte do amadurecimento como
pessoa porém não acho que realmente seja o caso. Esse é um assunto
para outro momento. Retomando, ele me diz que tem medo. Aceito.
Diz que não está preparado para falar sobre sentimentos. Aceito.
Mas (sempre existe uma mas, é incrível) depois de termos iniciado
novamente nossa jornada juntos (que infelizmente seguem uma tendência
desastrosa de amor e odio) ficamos muito tempo (sic) amigados.
Apenas juntos, dormiamos juntos, passavamos finais de semana juntos,
sem acontecer absolutamente nada em uma cumplicidade que só
pode existir entre pessoas que já haviam se entregaram completamente
e que conhecem profundamente suas intimidades. Porém estão em
um momento de ternura além do fisico. Inevitavelmente a continuação
da ternura e cumplicidade a duas pessoas que se gostam - vira físico,
é a evolução natural do sentimento e da manutenção da espécie.
O fato de ficar um relacionamento subentendido me incomoda, é verdade.
Porém ao tentar novamente sabia dessa possibilidade, então posso
dizer que a aceitei.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Respira ... respira ...

Não posso depender dos outros.
Sentimentalmente falando. Não posso, doí demais.
Hoje senti que ia ficar sem ar.
Senti meus pulmões comprimindo e o ar faltando.
Se parar para pensar racionalmente é uma coisa tão idiota.
Racionalmente idiota. Sentimentalmente não.
Agora o que me deixa mais (?) é que estava tão bem.
E agora estou chorando e tendo dificuldade para respirar.
Acho que é isso que querem dizer quando dizem construir
o castelo de areia. Me sinto praticamente bipolar.
Passei o dia inteiro de bom humor, alegre, feliz, lembrado
de como minha noite foi maravilhosa.
E o dia foi acabando, e ele não foi aparecendo.
E a tristeza foi chegando sem eu perceber.
Foi tomando meu ser, e ele foi se entregando sem hesitar.
Primeiro deitou a cabeça no ombro da tristeza, depois abraçou,
até que estava tão juntos que não se sabia aonde começava
um e terminava o outro. Não posso falar para ele. Ele não fez
nada errado. Isso é coisa minha, não dele.
Vou cobrar o que ? Que ele me preencha e uma forma que nenhum
ser humano poderia conseguir ? Como vai adivinhar o que preciso ?
Como vai me dar e suprir algo que nem eu sei que preciso ?
Seria uma conversa mais o menos assim :
Eu : Oi. Porque não veio falar comigo hoje ?
Ele : Porque a gente se separou as 9 da manhã e não se
passaram nem 13 horas.
Eu : Porque você tem uma vida que independente de me agradar ?
Entendo. Porque você tem uma família, amigos, irmãos ? Certo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Feels like home

Esse final de semana foi especial.
Especial porque estive com alguém do meu passado que nunca esteve
realmente no passado, o equivalente a um pretérito imperfeito presente.
Pretérito imperfeito - Indica um acontecimento que se prolongou
ao longo no tempo com inicio e fim no passado(eu estudava);
Uma ação incompleta realizada no passado. Presente - Indica
o fato no momento em que se fala (ele conjuga).

Todos os sentimentos de certa forma são passageiros, frívolos, instáveis.
E quando não o são ? O que significa ?
Quando brigamos com os nossos familiares principalmente os pais,
sabemos que não vai se romper a ligação. Sabemos que sempre vamos
estar ligados, que sempre serão nossos pais,levando em conta que quem
está aqui escrevendo está em um crise longa de relacionamento paterno.
A verdade é que ele nunca deixou de ser meu pai mesmo não falando
com ele, e não participando ativamente do seu dia a dia.
Da mesma forma que a fidelidade a maternidade e paternidade é
de certa forma uma imposição da sociedade ao meu ponto de vista.
Ame seus pais, respeite seus pais, mas e as crianças que foram
espancadas ? humilhadas ? violentadas ? Sobre isso ninguém fala,
ninguém prega, sobre isso se faz o silêncio.
Enfim não é o assunto que quero escrever hoje. Entrei nesse tema para
refletir sobre o sentimento não impositivo. O sentimento que a sociedade
não te cobra. O sentimento que existe por ele mesmo ?
Seria ele um sentimento mais sincero ? Já que não existe pressão
exterior para contempla lo ? Sempre fui uma pessoa com ideais claros.
Poderia até dizer um pouco inflexível, pois quem segue penas uma regra
geralmente não está muito aberto para descobrir outras.
Relacionamentos - terminou, terminou.
Para que dar outra chance a algo que não deu certo ?
Traição é inaceitável. Tudo tem que ser transparente.Para ser verdadeiro
tem que ser sincero a todo o tempo e a qualquer custo. Acredito que
isso venha um pouco da relação conturbada que vivi dentro de casa com
meus pais. Minha mãe deu muitas chances ao meu infiel pai o que levou
ela a ter seu coração partido inúmeras vezes. Como poderia eu repetir
esse ciclo que só trouxe discórdia e sofrimento ?
Mas eu não sou a minha mãe. E aqui não se trata de buscar vitimas ou
agressores. Todos somos vitimas e agressores por mais difícil que seja
aceitar isso. Se tudo isso aconteceu não adianta buscar culpados pois
um relacionamento é composto de dois. 50/50 é a parcela de cada um.
Depois de bastante reflexão a conclusão é a seguinte, não é porque eu
dei uma segunda chance que me faz uma pessoa mais fraca, ou que isso
venha a significar que eu vou me machucar e inevitavelmente sofrer
como vi acontecer. Se soubesse e pudesse antecipar o futuro o usaria
para outras coisas como ganhar na mega sena. Sem contar que a pessoa
não é equivalente ao meu pai e eu também não sou a minha mãe.
Sim, existe uma identificação inevitável com os nossos pais mas não
quer dizer que o desfecho será o mesmo.
Devo eu abrir mão do que sinto, de quem sou por medo ?
Por medo se repetir uma história trágica em qual fui coadjuvante ?
Não estaria eu jogando a minha vida por uma vida já vivida- sim com
tristezas mas dentro de tudo também alegrias ? Devo eu viver o
presente pensando no passado e manchando meu futuro ?
NÃO !!!!! Não, não e não. Dei muitas chances para essa pessoa.
Dei por amor, daria novas se precisasse.
Porque ninguém nunca vai saber o que eu sinto quando olho nos olhos
dele. Ninguém nunca vai saber como me sinto acolhida quando são os
seus braços que me envolvem e seu hálito que eu sinto.
Só eu sei o vazio quando estamos longe um do outro. Só eu sei que todos
os recomeços foram como se fosse a primeira vez. O mesmo sentimento,
a mesma emoção, o mesmo carinho puro que vi nos seus olhos antes de
termos passado por tantas coisas que apenas nos fizeram crescer.
Que fez com que eu aprenda o verdadeiro significado de perdão,
compaixão e amor. Quando viajamos por muito tempo e voltamos
para casa, existe um sentimento intrínseco tão forte de voltar
aonde pertencemos. Um sentimento que beira ao êxtase de chegar aonde
podemos ser quem somos, e se sentir parte de algo. E é assim como
eu me sinto todas as vezes que voltamos a nos relacionar, como se
tivesse voltando para o lugar que eu pertenço.