Férias.
Momento para relaxar, curtir, liberar e esquecer o stress do
ano inteiro - ou não. Ia ir para Punta del este com meu pai,
a namorada e meu namorado e eu. Meu pai estava com um
crescimento no pescoço e no fim teve que fazer uma biopsia e
mesmo não sendo câncer ainda parece ser algo que ele vai ter
que cuidar. Como não é sobre esse assunto que quero falar
(longe de mim insinuar que ele não tenha relevância).
Mudança de planos. Perguntinha básica, da onde sequer saiu
esse segundo plano de ir para o Rio ? Quem é essa amiga que
chamou ele. Obviamente segundo ele, ela na verdade "nos"
chamou, mas sinceramente não acredito muito.
Aliás a ultima coisa que tenho conseguido é acreditar.
Ele me passa a impressão de "escorregadio". Sempre tudo
parece que está acontecendo em cima de um sabonete.
Não quero nem perguntar algumas coisas porque sei que as respostas
vão ser insatisfatórias. A pergunta que não sai da minha cabeça
é a seguinte : Até onde é uma "fase" e até onde apenas é quem
ele é ? E se for realmente que ele é, até onde eu posso,
consigo e quero lidar com isso ? Complicado.
Vamos viajar juntos agora no final do ano, vamos ver como vai ser.
Boas férias.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ah as férias
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Crise
Olhei para o meu teclado e percebi que estava molhado.
Nem tinha sentido as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
O que está acontecendo ?
Não consigo entender, busco nas coisas dela a resposta
do que ele poderia ter visto nela. Busco mensagens ocultas
dela para ele no meio desse horror que aconteceu.
Tudo que aconteceu com ela era para ser nosso,
era para ser nosso filho. Nossa história, nossas alegrias.
Tudo se transformou em morte, amor carnal, sexo, gozo,
medo, dor, arrependimento e fracasso. Como ele pode
fazer isso comigo ? Como ele pode fazer isso com ele
mesmo ? Sinto minhas lágrimas querendo vir, sinto o
peito dolorido e não consigo segurar, elas escorrem.
As lágrimas chegam molhando novamente meu teclado,
só que agora percebidas, sentidas, vividas.
Eu fui adotada, fui adotada porque meu pai não foi
um lixo que nem ele. Porque meu pai não foi um bosta
irresponsável que nem ele. Não foi um merda que na hora
de enfiar o pinto fétido dele na minha mãe usou como
desculpa a bebida. Desculpa para algo tão irresponsável
como gerar uma vida. Eu existo porque meu pai foi homem.
Sim estávamos separados, e nas outras vezes não tive
ninguém. Essa vez tive - cansei de esperar por algo
que não saberia se vinha. A "única" diferença foi que
não chegamos perto a qualquer coisa que representasse
uma família, bem ou mal - uma família. Uma ligação
eterna que deveria ser criada por amor e não por uma
luxuria momentânea. Será que é isso que família
representa para ele ? Corpos epilépticos que geram um
ser ao acaso ? Que importância tem tudo isso para ele ?
É nessa base que quero construir a minha vida ? Em cima
de alguém que não teve responsabilidade o suficiente de
se portar como homem ? O bom senso e responsabilidade de
cuidar de sí mesmo ? Esse vai ser o meu marido ? O pai
dos meus filhos? Um homem que diz ter feito algo tão
sério por estar desorientado pelo álcool ?
E quem decidiu beber ? Quem ingeriu o álcool ? Quem
tirou a roupa e penetrou na mulher ? O álcool ou ele ?
Que respeito ele tem pela história dele ? Pela minha
história ? Por mim ?! Quando disse que pensou em mim
quando aquela mulher ficou grávida fiquei com vontade
de vomitar. MENTIRA !!! MENTIRA !!! MENTIRA !!!
Não foi em mim que pensou quando a penetrou gozando
dentro do seu corpo em êxtase. Não foi no fato do
que representa uma VIDA no que ele pensou, não foi no
fato de que ele também ser adotado da mesma forma que
eu, e que isso que nos unia tanto hoje está nos
separando. Ele NUNCA pensou em mim. Pensou apenas nele.
Sempre achei que tínhamos uma ligação especial,
que certas coisas eram apenas nossas. Para descobrir
que ele compartilhou nossas intimidades com tanta gente.
Que pretendeu levar outras mulheres aonde fizemos
nossa história. Sempre achei que tínhamos algo especial.
Sou apenas mais uma. Que tenho diferente dessas ?
Que lugar temos apenas nosso ? A casa dele, a cama dele
a família dele, todos passaram por essas mulheres.
Que diferença tenho eu delas ? Nenhuma.
Ontem tínhamos tantos planos, hoje já não sei mais
aonde estou, quem eu sou e o que eu quero.
Sim, eu amo ele. Mas não sei mais se "apenas"
isso é suficiente. Fui chorar no banheiro, tirei uma
foto.Mandei para ele na esperança que ele me ajude
a ver algo que nesse momento não consigo enxergar
- o futuro.
Nem tinha sentido as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
O que está acontecendo ?
Não consigo entender, busco nas coisas dela a resposta
do que ele poderia ter visto nela. Busco mensagens ocultas
dela para ele no meio desse horror que aconteceu.
Tudo que aconteceu com ela era para ser nosso,
era para ser nosso filho. Nossa história, nossas alegrias.
Tudo se transformou em morte, amor carnal, sexo, gozo,
medo, dor, arrependimento e fracasso. Como ele pode
fazer isso comigo ? Como ele pode fazer isso com ele
mesmo ? Sinto minhas lágrimas querendo vir, sinto o
peito dolorido e não consigo segurar, elas escorrem.
As lágrimas chegam molhando novamente meu teclado,
só que agora percebidas, sentidas, vividas.
Eu fui adotada, fui adotada porque meu pai não foi
um lixo que nem ele. Porque meu pai não foi um bosta
irresponsável que nem ele. Não foi um merda que na hora
de enfiar o pinto fétido dele na minha mãe usou como
desculpa a bebida. Desculpa para algo tão irresponsável
como gerar uma vida. Eu existo porque meu pai foi homem.
Sim estávamos separados, e nas outras vezes não tive
ninguém. Essa vez tive - cansei de esperar por algo
que não saberia se vinha. A "única" diferença foi que
não chegamos perto a qualquer coisa que representasse
uma família, bem ou mal - uma família. Uma ligação
eterna que deveria ser criada por amor e não por uma
luxuria momentânea. Será que é isso que família
representa para ele ? Corpos epilépticos que geram um
ser ao acaso ? Que importância tem tudo isso para ele ?
É nessa base que quero construir a minha vida ? Em cima
de alguém que não teve responsabilidade o suficiente de
se portar como homem ? O bom senso e responsabilidade de
cuidar de sí mesmo ? Esse vai ser o meu marido ? O pai
dos meus filhos? Um homem que diz ter feito algo tão
sério por estar desorientado pelo álcool ?
E quem decidiu beber ? Quem ingeriu o álcool ? Quem
tirou a roupa e penetrou na mulher ? O álcool ou ele ?
Que respeito ele tem pela história dele ? Pela minha
história ? Por mim ?! Quando disse que pensou em mim
quando aquela mulher ficou grávida fiquei com vontade
de vomitar. MENTIRA !!! MENTIRA !!! MENTIRA !!!
Não foi em mim que pensou quando a penetrou gozando
dentro do seu corpo em êxtase. Não foi no fato do
que representa uma VIDA no que ele pensou, não foi no
fato de que ele também ser adotado da mesma forma que
eu, e que isso que nos unia tanto hoje está nos
separando. Ele NUNCA pensou em mim. Pensou apenas nele.
Sempre achei que tínhamos uma ligação especial,
que certas coisas eram apenas nossas. Para descobrir
que ele compartilhou nossas intimidades com tanta gente.
Que pretendeu levar outras mulheres aonde fizemos
nossa história. Sempre achei que tínhamos algo especial.
Sou apenas mais uma. Que tenho diferente dessas ?
Que lugar temos apenas nosso ? A casa dele, a cama dele
a família dele, todos passaram por essas mulheres.
Que diferença tenho eu delas ? Nenhuma.
Ontem tínhamos tantos planos, hoje já não sei mais
aonde estou, quem eu sou e o que eu quero.
Sim, eu amo ele. Mas não sei mais se "apenas"
isso é suficiente. Fui chorar no banheiro, tirei uma
foto.Mandei para ele na esperança que ele me ajude
a ver algo que nesse momento não consigo enxergar
- o futuro.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ficando fora do fogo
Confusa, perdida, desorientada.
É assim que me sinto. Sei que todos tem as suas verdades.
Sua forma de pensar, seus conceitos e nem sempre são iguais.
Concordo e respeito. Mas estou com dificuldade de aceitar.
Admiro pessoas que tem compreensão e compaixão por estupradores,
assaltantes, assassinos. Realmente admiro. Principalmente se
parte da família, parentes e amigos envolvidos na tragédia.
Tragédia.
Fato isolado que gera mudança na rotina, nos conceitos e na
forma de enxergar uma verdade. Veja bem - não estou me colocando
em papel de santa, de iluminada, de ser elevado ou qualquer
coisa que chegue próxima disso. Fiz coisas erradas, tive minhas
irresposabilidades e momentos quais não me orgulho. Se sei tudo
isso, por que estou tendo tanta dificuldade em aceita a mesma
coisa do outro ? Ando pensando muito nisso, será que na verdade
nunca me desculpei ? No profundo e sincero sentido da palavra ?
Pesos e medidas.
Posso comparar o roubo de alguém a uma padaria buscando comida
a um ladrão de carros ou de banco ? A base é a mesma, concordo.
Mas e a consequência do ato ? O que mobilizou esse ato ? O que
cada fato representa do seu autor. Ambos estão errados, porém
alguém que rouba uma padaria por necessidade de alimento
provavelmente está passando mais dificuldade do que uma pessoa
que por ganância decide roubar um banco ou um carro. Até onde
isso é ser falsa moralista ? Tantas perguntas, tantas questões.
Gostaria muito de conseguir colocar de uma forma
mais clara na minha massa cinzenta tudo que está acontecendo.
Principalmente porque envolve uma pessoa muito, mas muito
importante e querida por mim. E os exemplos de roubo,são apenas
metafóricos e as vezes me pego pensando que gostaria que não
fossem.
É assim que me sinto. Sei que todos tem as suas verdades.
Sua forma de pensar, seus conceitos e nem sempre são iguais.
Concordo e respeito. Mas estou com dificuldade de aceitar.
Admiro pessoas que tem compreensão e compaixão por estupradores,
assaltantes, assassinos. Realmente admiro. Principalmente se
parte da família, parentes e amigos envolvidos na tragédia.
Tragédia.
Fato isolado que gera mudança na rotina, nos conceitos e na
forma de enxergar uma verdade. Veja bem - não estou me colocando
em papel de santa, de iluminada, de ser elevado ou qualquer
coisa que chegue próxima disso. Fiz coisas erradas, tive minhas
irresposabilidades e momentos quais não me orgulho. Se sei tudo
isso, por que estou tendo tanta dificuldade em aceita a mesma
coisa do outro ? Ando pensando muito nisso, será que na verdade
nunca me desculpei ? No profundo e sincero sentido da palavra ?
Pesos e medidas.
Posso comparar o roubo de alguém a uma padaria buscando comida
a um ladrão de carros ou de banco ? A base é a mesma, concordo.
Mas e a consequência do ato ? O que mobilizou esse ato ? O que
cada fato representa do seu autor. Ambos estão errados, porém
alguém que rouba uma padaria por necessidade de alimento
provavelmente está passando mais dificuldade do que uma pessoa
que por ganância decide roubar um banco ou um carro. Até onde
isso é ser falsa moralista ? Tantas perguntas, tantas questões.
Gostaria muito de conseguir colocar de uma forma
mais clara na minha massa cinzenta tudo que está acontecendo.
Principalmente porque envolve uma pessoa muito, mas muito
importante e querida por mim. E os exemplos de roubo,são apenas
metafóricos e as vezes me pego pensando que gostaria que não
fossem.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Pesamentos da madrugada
Pensamentos da madrugada :
Sim, eu repito as coisas -
porque com você gosto de compartilhar.
Sim, sou insegura as vezes -
porque sei que ao teu lado posso me reafirmar.
Sim, sinto as coisas no âmago -
porque para você removi minhas defesas.
Sim, as vezes sou dura -
porque minha dureza tem base no amor.
As coisas inseguras do meu âmago endurecido quero compartilhar.
Repito ao seu lado minhas verdades baseadas no amor.
Compartilhadas por amor. Verdades indefesas e endurecidas
no meu âmago indefeso.
Sim, eu repito as coisas -
porque com você gosto de compartilhar.
Sim, sou insegura as vezes -
porque sei que ao teu lado posso me reafirmar.
Sim, sinto as coisas no âmago -
porque para você removi minhas defesas.
Sim, as vezes sou dura -
porque minha dureza tem base no amor.
As coisas inseguras do meu âmago endurecido quero compartilhar.
Repito ao seu lado minhas verdades baseadas no amor.
Compartilhadas por amor. Verdades indefesas e endurecidas
no meu âmago indefeso.
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verdades
Dar o peixe não é o mesmo que ensinar a pescar.
Eu não sou paciente.
Realmente não sou, assumo. Quando acredito em algo defendo
a ferro e fogo e não só isso, defendo calorosamente as vezes
inclusive tendo dificuldade de aceitar pensamento do o outro.
Bom não era. Não como sou hoje, não como sou com ele.
O amor transforma as pessoas, e digo com conhecimento de causa.
Percebi isso em mim e nele também. Afinal depois de uma separação
e uma inevitável vontade de voltar aos braços um do outro faz
repensar muitas coisas, inclusive se não vale a pena ter mais
paciência. E eu tenho. Além de ter quero sempre ter, gostaria
de sempre ter, espero sempre conseguir ter.
Agora algo que não entra na minha cabeça, simplesmente não entra
e a dificuldade de associação dele. As situações mudam mas as
bases são as mesmas do que já conversamos. Por exemplo ele me
diz que não gostou um dia que cheguei meia noite na casa dele.
Ok, tem todo o direito só que tem um pequeno porém, inúmeras
vezes ele chegou esse horário para mais tarde na minha casa.
Ele não gosta mas pode fazer ? Como funciona isso ? A resposta
é extremamente clara - não funciona -.
Ontem aconteceu o seguinte, ele saiu do trabalho me ligou uma vez.
Estava em outro andar da casa e não escutei, assim que vi a ligação
dele retornei - em média depois de uma meia hora. Retornei, escutei
um violão no fundo, perguntei aonde estava e ele respondeu:
- "Na festa do (...)". Vamos esclarecer algumas coisas, esse (...)
é amigo da ex namorada dele, que não quero entrar no mérito.
Depois de me falar que estava na casa do (...) em nenhum momento
ele me chamou para ir, ou cogitou a opção de ir lá encontrar ele.
Mandei um email para ele pontuando o que a atitude dele me fez sentir
e que realmente esperava que a ex namorada ele não estivesse lá.
Comentando que ligar apenas 1x não demonstra tanto interesse ou
questão da minha companhia. Que tinha paciência com ele pois
imaginava que ele pensava e refletia seus atos. Só que as vezes
realmente sentia que pensava apenas nele. Que os atos e atitudes
sempre geram algo no outro. Desejando um ótimo final de semana que
ele mostrou as prioridades dele e que ia buscar as minhas.
Está fora da realidade dos fatos ?! Nem um pouco.
Inúmeras vezes conversamos e falei para ele parar um pouco e se
colocar no lugar do outro. Conversei e mostrei o outro lado,
colocando ele nos sapatos do outro, fazendo ele pensar como ele se
sentiria estando na situação do outro. E depois de aparente reflexão
ele pareceu entender. Pô, então por que não faz quando acontecem
essas situações ?! Se fosse com ele tenho certeza - a mais absoluta
certeza - que ele ia se sentir da mesma forma se não pior que eu.
Que a compreensão e paciência dele ia ser infinitamente menor.
Depois não entende o porque de dizer que as vezes parece que ele
pensa apenas em sí mesmo. Me remete aquela frase:- Tudo que dão
para mim é pouco mas o que dou para os outros sempre é muito.
A atenção e paciência que ele recebe parece sempre ser pouca, mas a
que ele está disposta a dar sempre dá impressão que como se o que
estivesse fazendo é demais, e algo extraordinário, sobre humano -
sendo que o que está fazendo é o mesmo que está recebendo.
Parece ser demais porque ele não a usa em outras situações, não faz
a associação da base do pensamento. Da base de pensar no outro para
poder se colocar de uma forma mais justa. Tenho muita paciência com
ele mas quando se está ensinando a pescar e o outro parece apenas
querer o peixe, a coisa pronta e não o aprendizado, passa a ser
um pouco cansativo.
Realmente não sou, assumo. Quando acredito em algo defendo
a ferro e fogo e não só isso, defendo calorosamente as vezes
inclusive tendo dificuldade de aceitar pensamento do o outro.
Bom não era. Não como sou hoje, não como sou com ele.
O amor transforma as pessoas, e digo com conhecimento de causa.
Percebi isso em mim e nele também. Afinal depois de uma separação
e uma inevitável vontade de voltar aos braços um do outro faz
repensar muitas coisas, inclusive se não vale a pena ter mais
paciência. E eu tenho. Além de ter quero sempre ter, gostaria
de sempre ter, espero sempre conseguir ter.
Agora algo que não entra na minha cabeça, simplesmente não entra
e a dificuldade de associação dele. As situações mudam mas as
bases são as mesmas do que já conversamos. Por exemplo ele me
diz que não gostou um dia que cheguei meia noite na casa dele.
Ok, tem todo o direito só que tem um pequeno porém, inúmeras
vezes ele chegou esse horário para mais tarde na minha casa.
Ele não gosta mas pode fazer ? Como funciona isso ? A resposta
é extremamente clara - não funciona -.
Ontem aconteceu o seguinte, ele saiu do trabalho me ligou uma vez.
Estava em outro andar da casa e não escutei, assim que vi a ligação
dele retornei - em média depois de uma meia hora. Retornei, escutei
um violão no fundo, perguntei aonde estava e ele respondeu:
- "Na festa do (...)". Vamos esclarecer algumas coisas, esse (...)
é amigo da ex namorada dele, que não quero entrar no mérito.
Depois de me falar que estava na casa do (...) em nenhum momento
ele me chamou para ir, ou cogitou a opção de ir lá encontrar ele.
Mandei um email para ele pontuando o que a atitude dele me fez sentir
e que realmente esperava que a ex namorada ele não estivesse lá.
Comentando que ligar apenas 1x não demonstra tanto interesse ou
questão da minha companhia. Que tinha paciência com ele pois
imaginava que ele pensava e refletia seus atos. Só que as vezes
realmente sentia que pensava apenas nele. Que os atos e atitudes
sempre geram algo no outro. Desejando um ótimo final de semana que
ele mostrou as prioridades dele e que ia buscar as minhas.
Está fora da realidade dos fatos ?! Nem um pouco.
Inúmeras vezes conversamos e falei para ele parar um pouco e se
colocar no lugar do outro. Conversei e mostrei o outro lado,
colocando ele nos sapatos do outro, fazendo ele pensar como ele se
sentiria estando na situação do outro. E depois de aparente reflexão
ele pareceu entender. Pô, então por que não faz quando acontecem
essas situações ?! Se fosse com ele tenho certeza - a mais absoluta
certeza - que ele ia se sentir da mesma forma se não pior que eu.
Que a compreensão e paciência dele ia ser infinitamente menor.
Depois não entende o porque de dizer que as vezes parece que ele
pensa apenas em sí mesmo. Me remete aquela frase:- Tudo que dão
para mim é pouco mas o que dou para os outros sempre é muito.
A atenção e paciência que ele recebe parece sempre ser pouca, mas a
que ele está disposta a dar sempre dá impressão que como se o que
estivesse fazendo é demais, e algo extraordinário, sobre humano -
sendo que o que está fazendo é o mesmo que está recebendo.
Parece ser demais porque ele não a usa em outras situações, não faz
a associação da base do pensamento. Da base de pensar no outro para
poder se colocar de uma forma mais justa. Tenho muita paciência com
ele mas quando se está ensinando a pescar e o outro parece apenas
querer o peixe, a coisa pronta e não o aprendizado, passa a ser
um pouco cansativo.
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cobrar,
dar pouco,
receber muito,
reflexão,
se colocar no lugar do outro
sábado, 11 de dezembro de 2010
Trata ao outro como gostaria de ser tratado
É algo muito simples na verdade.
Se eu for carinhosa a outra pessoa também será.
Se eu for mal educada receberei o mesmo tratamento.
Se eu for cordial inevitavelmente receberei cordialidade.
Se eu for um babaca a primeira vez pode ser relevada.
Se eu for uma pessoa que demonstra descaso podem achar
que seja pela minha forma distraída de ser.
Até que se cansem e eu receba tudo o que fiz com a devida
coreção e juros. Afinal a vida é um eco se não gosta o que
está recebendo tente prestar mais atenção no que está emitindo.
O sentimento que trago arraigado no meu ser hoje é de que tem
pessoas que não importa o que você se doe, tenha paciência,
carinho, respeito continuam focadas no seu bel prazer e circunferência
umblical achando que o sol nasce e morre em volta do seu umbigo.
Que tudo que recebem é pouco e tudo que dão é demais.
Pois bem o sol não vai parar de nascer por você.
A probabilidade do sol nascer mais bonito e acalententador se aprender
a sair da esfera egoísta e egocentrica do seu pequeno mundo umblical
que anda besuntado e envolto nos teus conceitos duvidosos e morais
deturpadas. Qual vive acreditando que as tuas atitudes sempre serão
aceitáveis ou pior ainda perdoáveis mas as ver o outro fazer a mesma
taxar como errônea e achar que a tua dor ou insatisfação é mais
válida que a do outro só vai fazer com que se distancie mais ainda de
qualquer ser humano que tenha o mínimo de respeito por sí mesmo
e saiba que não existe vida coerente com dois pesoas e duas medidas.
Relevar e aguardar o aprendizado é uma coisa. Aceitar como verdade
absoluta a tua negação de se colocar no lugar do outro é imporvável.
Para aceitar ser abarcado pelo mundo verdadeiro tem que deixar de
acreditar que o seu é melhor. Afinal, pode até ser mas com certeza
é um lugar com espaço para apenas uma pessoa.
Se eu for carinhosa a outra pessoa também será.
Se eu for mal educada receberei o mesmo tratamento.
Se eu for cordial inevitavelmente receberei cordialidade.
Se eu for um babaca a primeira vez pode ser relevada.
Se eu for uma pessoa que demonstra descaso podem achar
que seja pela minha forma distraída de ser.
Até que se cansem e eu receba tudo o que fiz com a devida
coreção e juros. Afinal a vida é um eco se não gosta o que
está recebendo tente prestar mais atenção no que está emitindo.
O sentimento que trago arraigado no meu ser hoje é de que tem
pessoas que não importa o que você se doe, tenha paciência,
carinho, respeito continuam focadas no seu bel prazer e circunferência
umblical achando que o sol nasce e morre em volta do seu umbigo.
Que tudo que recebem é pouco e tudo que dão é demais.
Pois bem o sol não vai parar de nascer por você.
A probabilidade do sol nascer mais bonito e acalententador se aprender
a sair da esfera egoísta e egocentrica do seu pequeno mundo umblical
que anda besuntado e envolto nos teus conceitos duvidosos e morais
deturpadas. Qual vive acreditando que as tuas atitudes sempre serão
aceitáveis ou pior ainda perdoáveis mas as ver o outro fazer a mesma
taxar como errônea e achar que a tua dor ou insatisfação é mais
válida que a do outro só vai fazer com que se distancie mais ainda de
qualquer ser humano que tenha o mínimo de respeito por sí mesmo
e saiba que não existe vida coerente com dois pesoas e duas medidas.
Relevar e aguardar o aprendizado é uma coisa. Aceitar como verdade
absoluta a tua negação de se colocar no lugar do outro é imporvável.
Para aceitar ser abarcado pelo mundo verdadeiro tem que deixar de
acreditar que o seu é melhor. Afinal, pode até ser mas com certeza
é um lugar com espaço para apenas uma pessoa.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mau humor ? Não, apenas dor
Acredito que todas as pessoas alguma vez na vida já se queimaram.
O dedo, a perna, algum lugar. Então todos devem se lembrar o
quão chata é aquela dor irritante que fica pulsando e latejando.
Agora imagina lá. Sim, exatamente aonde pensou. Lá ... lá mesmo.
Adicione uma pitada de fricção (que naturalmente ocorre desde que
Eva saiu do Éden - pois lá apenas usava uma folha de bananeira
para tampar seu sexo). E para finalizar o calor que vem fazendo.
Receita perfeita para o pior mau humor do mundo.
Após meu caloroso encontro com a nova visitante dos meus países
baixos, constatamos - ela por ser médica, e eu por sentir a dor,
que eu estava quei-ma-da. Visualizando nesse momento alguém
sentando em cima de uma fogueira (ui! pois é, isso que estou
passando). Eu fico chatérrima com dor de cabeça, imagine só com
uma queimadura desbravando e descampando a parte sul do meu ser.
DOR. Muita dor.
Incomodo diário, 24 hrs por dia sem dar trégua. E como a maioria
dos brasileiros rumo ao sedentarismo exportado dos Estados Unidos,
trabalho sentada. Nova visualização - pular uma fogueira, se
queimar inteira e depois sentar na praia. Tirando a parte da praia,
é quase a mesma coisa. Me remete a quando era criança e para causar
aflição brincávamos de falar um ao outro escorregar em um
escorregador de gilete e cair no vinagre. A pequena diferença é
que ninguém está me dando exemplos desse porte e a aflição e
desconforto não está no campo da imaginação.
Por mais que as pessoas que convivam comigo jamais assumiriam,
acredito piamente estar lidando relativamente bem com o ocorrido.
Estou mau humorada ? Com certeza. Mais ranzinza que o normal ?
Absolutamente. Porém dentro do que estou vivendo poderia ser
dignificada como santa pois tenho certeza que qualquer um que tivesse
vivendo isso estaria igual ou pior no quesito bom humor perante os
reveses da nossa gloriosa existência terrena.
O dedo, a perna, algum lugar. Então todos devem se lembrar o
quão chata é aquela dor irritante que fica pulsando e latejando.
Agora imagina lá. Sim, exatamente aonde pensou. Lá ... lá mesmo.
Adicione uma pitada de fricção (que naturalmente ocorre desde que
Eva saiu do Éden - pois lá apenas usava uma folha de bananeira
para tampar seu sexo). E para finalizar o calor que vem fazendo.
Receita perfeita para o pior mau humor do mundo.
Após meu caloroso encontro com a nova visitante dos meus países
baixos, constatamos - ela por ser médica, e eu por sentir a dor,
que eu estava quei-ma-da. Visualizando nesse momento alguém
sentando em cima de uma fogueira (ui! pois é, isso que estou
passando). Eu fico chatérrima com dor de cabeça, imagine só com
uma queimadura desbravando e descampando a parte sul do meu ser.
DOR. Muita dor.
Incomodo diário, 24 hrs por dia sem dar trégua. E como a maioria
dos brasileiros rumo ao sedentarismo exportado dos Estados Unidos,
trabalho sentada. Nova visualização - pular uma fogueira, se
queimar inteira e depois sentar na praia. Tirando a parte da praia,
é quase a mesma coisa. Me remete a quando era criança e para causar
aflição brincávamos de falar um ao outro escorregar em um
escorregador de gilete e cair no vinagre. A pequena diferença é
que ninguém está me dando exemplos desse porte e a aflição e
desconforto não está no campo da imaginação.
Por mais que as pessoas que convivam comigo jamais assumiriam,
acredito piamente estar lidando relativamente bem com o ocorrido.
Estou mau humorada ? Com certeza. Mais ranzinza que o normal ?
Absolutamente. Porém dentro do que estou vivendo poderia ser
dignificada como santa pois tenho certeza que qualquer um que tivesse
vivendo isso estaria igual ou pior no quesito bom humor perante os
reveses da nossa gloriosa existência terrena.
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