terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entrando no fogo

Mudei meu blog inteiro.
Desde o endereço, até o layout.
Comecei esse blog no intuito de desabafar.
De falar tudo o que acho e o que penso aproveitando a vantagem
digital do anonimato. Em decorrencia de fatos que foram acontecendo
na minha vida quis passar o endereço para o meu namorado.
Mudei de ideia, e como uma pessoa no espaço físico muda de endereço
fiz o mesmo no meu espaço virtual.
Esse espaço é para mim e para os que se interessem em me seguir
pelos meus textos e ideias e não por me conhecerem e por querer saber
o que realmente acho e penso. O que quiser dividir com essas pessoas,
dividirei. O que não quiser, não lhes interessa.
Estou com muita raiva, mas muita raiva. Aliás estava triste com um
monte de pensamentos entalados na garganta e tentei falar ao meu
namorado que as vezes acabo expressando de uma maneira indireta
como me sinto, tendo como réplica a sugestão e ser mais direta
e sincera. Bom ele pediu, mas tenho a mais absoluta certeza que não
gostou do que tinha para falar. Tentei buscar acolhimento sem ter
que 'vomitar' o que realmente estava pensando, ele pediu, eu acatei.
Acho que ele me infectou. Quinta feira passada apareceu algo como
uma picada tanto na frente, quanto atrás. Eu com a minha maravilhosa
imaginação de Alice no pais das maravilhas achei que se resumia a
isso mesmo, uma picada de mosquito. Afinal no dia anterior havia feito
muito calor e eu dormi de roupas intimas e de janela aberta.
Até então meu namorado tinha uma qualidade que eu achava essencial -
a sinceridade. E a bolha de sabão estourou e os fatos mudaram.
Resulta que ele não tem o adjetivo da qualidade como uma das
caracteristicas principais e não foi exatamente sincero sobre seu
passado sexual. Se ele fosse uma mulher, ia ser chamado de puta,
vulgar, fácil e promiscua - para resumiro conto. E a picada de mosquito
passa a ser algo muito mais preocupante. Como a maioria das pessoas
sabe a saúde ginecológica da mulher é ligada também a sua mente.
Quando fica nervosa, ansiosa e etc atrasa ou adianta sua menstruação.
Me pergunto se o mesmo serve para qualquer erupção cutânea
na região. Pois realmente piorou depois de tudo isso vir a tona.
Quinta feira tenho médica e vou ficar sabendo se ganhei um belo
presente antecipado de Natal do meu amado em breve.
Se parece pesado o que escrevi aqui, o que disse para ele então foi
uma bigorna porque fui nua e crua em todos os sentimentos que vem
me causando toda essa história. Mas afinal quem pediu foi ele -
um grande problema dos homens - eles pedem e não conseguem
aguentar da mesma forma que as mulheres perguntam e não querem
realmente saber. Paciência.

A fábula da rosa branca

Em um fabulário ainda por encontrar será um dia lida esta fábula:
A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha
que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca.
A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte
aquela rosa branca perfeitíssima em cuja semelhança bordasse a sua.
Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha,
e que outras não eram brancas como deviam ser.
Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse
com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena
de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este,
não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.
Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe
haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas
brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as
rosas brancas se pareciam exactamente com a rosa que ela bordara,
que cada uma delas era exactamente aquela. Ela levou o trabalho ao
palácio e é de supor que casasse com o príncipe. No fabulário,
onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade
de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma. (Fernando Pessoa)

Em total e absoluto respeito a Fernando Pessoa dou continuidade ao
que a sua fábula me inspirou afinal não estamos mais na idade de ouro
aonde as fábulas não tinham moralidade estamos na idade da ... (!?)
Ao ler essa fábula senti um sopro da minha energia voltando. Afinal
essa fábula ao meu ver ensina a sonhar. Ela buscou em todos os
lugares a rosa perfeita e apenas a encontrou em sua imaginação.
Na sua memória, nas suas lembranças, no que ela acreditava. Será
então que as respostas que tanto buscamos estejam no lugar aonde
esquecemos de olhar ? Afinal aonde chegamos hoje, eram ontem
o lugar aonde almejávamos estar. As conquistar de hoje nada mais são
que os caminhos selecionados entre tantos que poderíamos seguir.
A trilha que acreditamos e das escolhas que fizemos por trazerem
para nós, o doce suspiro da vida, a delicadeza do sonho e a
jovialidade da esperança. Ela só conseguiu ver a rosa perfeita que
tanto buscava quando a encontrou e resgatou dentro dela, quando
voltou a acreditar que já tinha as respostas independente dos
empecilhos que todo final feliz persiste em trazer. Não só nos
tempos de ouro como em qualquer tempo apenas superando os tormentos que chegamos a boa ventura de uma vida frutífera e feliz.

♫ You know in the end i´ll always be there ... And where there is doubt and when there is danger you know in the end I´ll always be there ♫

Eu sou muito sensível ou as pessoas estão habituadas a serem grossas ?

Eu tenho as minhas manhas, eu sei.
Mas me considero uma pessoa educada e sensível a ponto
de saber quando posso dar um chega para lá em alguém e
quando essa pessoa está em um momento da sua vida aonde
tenho que tatear melhor o que e como falar.
As vezes me pergunto se eu sou sensível demais ou as
pessoas em decorrência da violência, grosseria, palavrões
de baixo calão e programação duvidável dos canais e da
mídia simplesmente se tornaram ásperas e rudimentares.
Eu sei que quando tenho meus 5, as vezes 10 e por ventura
15 minutos sou grosseira porém tenho perfeita ciência disso.
Escutamos cada vez mais pessoas sendo tratadas mal em
novelas, seriados, na televisão e na vida real.
Vemos diariamente a violência, falta de cordialidade,
desuso da educação e bom senso. Estaria isso tornando as
pessoas a levarem isso como um habito comum do dia a dia ?
Estou longe de ser uma puritana, e falsa modesta. Se alguém
livremente me trata mal pagarei na mesma moeda se não pior.
Agora se sei que a pessoa está tendo um dia difícil ou um
momento delicado - e principalmente - se tenho por essa
pessoa uma ternura sei quando relevar e quando retrucar.
Obviamente nem sempre consigo segurar meu ímpeto porém
acredito que tenho um bom controle.
A questão que fica é se eu sou sensível demais ou as pessoas
passaram a ser frutos da deturpada sociedade violenta e
desregulada da qual fazemos parte.


Provalemente eu seja sim, sensível demais para um mundo que se tornou tão entorpecido.







♪ I wish I wasn´t so fragil cause I know I´m not easy to handle ♪

Vamos trabalhar porque hoje não é dia de sonhar

Hoje acordei meio desanimada.
A verdade é que tenho muita energia.
As vezes até acho que demais.
Porém tem momentos que sinto que ela fugiu.
Que se desprendeu do meu corpo para vagar indistintamente.
Não tive dificuldade para levantar, mas estou tendo
dificuldade para sonhar.
E quando digo sonhar não é imaginar unicórnios rosas e
borboletas azuis voando na minha frente. Acredito que
os sonhos, desejos, vontades que nos fazem levantar e
viver. Hoje acredito que vai ser um dia que
vou apenas existir.
Ontem fui a uma pessoa que posso chamar de no mínimo
interessante. Um estudioso da cabalá, numerologia,
vidas passadas, religião, Gestalt entre tantas outras
coisas - Daí tirei a definição de nomear lo de interessante.
Enfim, ao analisar meu nome, minha data de nascimento, local,
minhas linhas das mãos, cruzar os números, ver minha carga
energética disse algumas coisas aonde racionalmente ele não
poderia saber por mais intuitivo que fosse. Se as coisas que
disse no futuro acontecerão, apenas o tempo poderá me dizer,
porém algumas coisas do passado ele definiu e analisou muito
bem. Sobre o ocorrido ontem quero comentar sobre eu ter
alguns dias de desanimo.
Ele constatou que era algo que fazia parte de mim.
Comentou que não era uma doença, não era algo preocupante -
apenas disse que alguns dias de apatia não seria de nada
incomum. Seria então hoje um dia desses ? Talvez.
A pessoa que trabalha ao meu lado durante todo essa ano não
vem as terças pois está fazendo um tratamento vital para a
sua saúde. Conversar sempre foi algo essencial para mim,
hoje sequer tenho com quem fala e deve ser esse também um fator
que agrava o meu sentimento.

Vou trabalhar com mais afinco já que hoje não sinto que seja um dia propício para sonhar.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Limite pessoal

Quando duas pessoas decidem se juntar, até onde vai o limite pessoal ?
Duas pessoas com cicatrizes profundas. Cicatrizes de um passado
dolorido. Desconfiança, abandono, medo, separação.
Meu pai traiu a minha mãe, que teve depressão severa durante anos.
Chegando a ser submetida a tratamento de choque (aquele que vemos
hororrizados nos filmes). Lembro do médico dizer que ela nunca mais
voltaria ao normal. Meu pai era ausente, trabalhava demais, tinha
"mulheres" demais então para compensar sua falta me comprava.
Não gosto de parecer uma pessoa que está lamuriando da vida.
Na verdade não é isso. Estou buscando respostas na verdade.
Buscandos respostas para coisas que ainda não consegui comprender.
Esse 'breafing' leva ao título do post - limite pessoal. Cresci em um
ambiente difícil,com muito dinheiro e pouco sentimento. Demorei muito
na minha vida para entender o amor. E ainda acho que me falta bastante.
Conheci muitas pessoas. De todo tipo, de todos os jeitos, de todas as
camadas sociais. Sempre fui sedutora, com um lindo sorriso e um jeito
cativante. Nunca tive problemas em conquistar os homens e conseguir
o que queria - meu pai me ensinou bem como ser uma predadora.
Sempre fui uma pessoa muito sensível.
Aquela pessoa que percebe olhares, enxerga as mãos, observa atenta
os pequenos movimentos corporais, gestos, tudo. Afinal sempre pisei
sobre ovos. As vezes gostaria de ser diferente. É muito complicado
perceber que o corpo diz algo que não condiz com o que sai da boca.
Como sempre consegui ver além das palavras tinha um controle maior
sobre as pessoas. Quase como um detector de mentiras levava
vantagens massivas sobre as pessoas que me relacionava. O controle
permite que você decida se vai se entregar ou não.
Parece uma vantagem impressionante mas a verdade é que não é, não é
pelo simples fato que não existe entrega. Mesmo quando sabia que
alguém estava mentindo esperava o momento oportuno para jogar
em cara, mostrar que sempre soube, que estava apenas seguindo o jogo.
Ao apresentar as cartas na mesa dava um cheque mate e saia por cima.
Eu me entregava até onde queria e quando queria. Claro que durante
todo esse percurso houveram tentativas e erros, ajudando ao
aperfeiçoamento. Foi quando aconteceu. Foi quando o conheci.
Conheci aquele que ia quebrar minhas verdades. Aquele que mentiria,
que eu descobriria e ficaria. Aquele que me fez ver que podemos
aprender a perdoar quando alguém nos machuca. Que se temos alguém
para ajudar a curar a ferida, ela eventualmente pode ser esquecida.
Que a vingança traz prazer não posso negar, mas que ter alguém que
te faça ao menos repensar se vale a pena retribuir na mesma moeda
é algo impagável. Ninguém me machucava porque eu não permitia.
Não me permitia ser. Apenas ser. Que vida é essa aonde não podemos
ser quem somos ? Que vida é essa aonde vamos nos adaptando a ser
quem achamos que os outros esperam ? Acredito que essa vida seja
a que a maioria de nós leve inclusive sem perceber. Estou longe de
ser santa. Apesar de hoje ver todas as coisas boas que ele me trouxe,
de saber que cresci muito com ele, que aprendi a desculpar e confiar
em alguém do sexo oposto eu fiz com ele o que sei fazer de melhor.
Extirpar fatos, verdades, palavras ditas pela metade, fatos,
pegar os pontos mais fracos e fazer eles sangrarem. Fomentar a dor
que aprendi a causar, a dor que nunca me permiti sentir.
Todos os que conviveram comigo conhecem esse meu lado de viuva
negra. Inclusive meu primeiro namorado que causou um acidente
terrível comigo no carro ao ser atropelado e largado a esmo no meio
da rua foi atribuido a possíbilidade do incidente estar ligado
comigo. Eu sentia orgulho disso, sentia orgulho de ser assim.
De que soubessem que se mexessem comigo e me machucassem de
qualquer forma iam pagar caro por isso. Me sentia poderosa,
me sentia intocável, me sentia ... sozinha.
Tinha, tenho (?) vergonha de algumas coisas. Apesar de saber que a
vergonha e a prepotência caminham juntos. Afinal só posso sentir
vergonha de algo que me ache melhor, mais merecedora de ter do que
aquilo que realmente tenho. Por exemplo se tenho cabelos enrolados
e faço escova e escondo isso é porque acredito que eu seja melhor
do que as pessoas de cabelo enrolado. Tão melhor que ninguém sequer
pode saber que eu na verdade tenha o cabelo enrolado. Demorei para
entender essa analogia mas faz perfeito sentido.
Acabei entrando mais em mim para chegar ao que não entendo.
Limite pessoal. Aonde eu começo e o outro termina. Ao escrever isso
tudo que me veem a cabeça são as palavras - mentira e hipocrisia.
Preciso aprender a diferenciar a mentira do esquecimento. A mentira
da convivência com a mentira do âmago. Por enquanto não consigo,
como eu gostaria - mas não consigo. A mentira social faz parte da
sociedade como um todo. Se uma pessoa próxima corta o cabelo ou usa
uma roupa que faz parecer o display da feirinha hippie de uma cidade
do interior cabe a mim falar abertamente que o cabelo ficou parecendo
uma cuíca e que essa combinação de cores não serviria nem para a
combinação da escola de samba da Mangueira ? Ou se alguém que é
querido por mim se apaixona por uma pessoa com aparência de quem foi
resgatado meses dentro de uma mina sem tomar banho e sem conciência
social para ter o mínimo de convívio. Pior ainda, se essa for a
minha opinião e não a da pessoa ? Quando alguém que não encontro
anos a fio simpáticamente diz que gostaria de marcar algo e é tão
obvio que está apenas dizendo, cabe a mim replicar e dizer que se
realmente quissese algo teria mantido contato e não arbritariamente
esbarrado comigo na rua ? Ás vezes não existe problema em dizer, mas
estar sempre "desarmando" as pessoas e tirando a "mentira social"
provavelmente vai se tornar algo que acabe me fazendo ser uma pessoa
isolada, afinal faz parte da cultura. Como fica claro pela extensão
do meu texto de hoje (e por não sentir a necessidade de escrever
outros dias) estou precisando colocar a cabeça em ordem.
A questão básica, qual entitula o post, é sobre o limite pessoal.
Acredito que resumindo o que preciso colocar em ordem é entender a
minha real necessidade de estar encrustada em tudo que ele pensa e
faz, e naturalmente permitir que ele faça o mesmo comigo.
Aonde eu começo ? Aonde ele termina ? Fiz muito isso, de querer saber
cada passo - principalmente dele - que cativou um espaço nunca antes
habitado como o meu coração. Quando estavamos separados mesmo
sabendo que iria sofrer ao ver ele com outra pessoa eventualmente
olhava suas coisas, falava com seus amigos para saber alguma
informação. Queria sentir que ainda existia uma conexão entre nós.
Buscava ligações nas coisas que ele escrevia, nas musicas que ele
postava, nos comentários proferidos em tantos momentos distintos.
Queria me encontrar nele, queria acreditar que ainda existia algo
de mim nele. E de certa forma existiu sim porque hoje novamente
estamos juntos. Mais adultos, mais maduros, mais abertos, mais
confiantes e dispostos a ouvir e sermos escutados. Quando ele me
perguntou sobre o que se passou quando estavamos separados e
provavelmente em decorrência da minha constante necessidade de
indiretamente dar a entender que eu acompanhei seu cada passo (seria
novamente a minha necessidade de mostrar que não seria feita de
idiota ?!). Calma lá, será que esse poder que preciso mostrar com
fatos não é a cobertura dos meus fantasmas internos ? Se tenho
informações e as digo tenho poder. Poder de proteção, poder de
mostrar ao outro que não sou vunerável a ele quando na verdade essa é
a minha maior fragilidade. Perceber o quão sou vunerável, aos que
eu amo. Acho que preciso entender que amar é ser vunerável afinal já
descobri tantas coisas dele que me machucaram, já peguei ele em
mentiras sociais e não sociais, já questionei e apresentei fatos aonde
ele teve que se submeter a dizer que mentiu - e francamente nada disso
mudou o que sinto por ele. Meu limite pessoal vai emergir quando puder
assumir que sou vunerável, que ele também é e que independente do
que possa eu descobrir o amo incondicionalmente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Somos quem podemos ser ?

5 anos. Fazem 5 anos que conheço ele.
3 anos (entre indas e vindas) que namoramos.
Tanta coisa mudou, ele mudou, eu mudei, nós mudamos.
Vivemos tanto juntos. Crescemos tantos juntos.
Sofremos tanto juntos.
Essa vez achei que ia ser diferente (a gente sempre acha).
E foi diferente, é diferente, está sendo diferente.
Ou não ? Ou eu estou achando apenas ?
Acho extremamente saudável que se mantenha uma vida fora
do relacionamento. Amigos, amigas etc.
E quando esses amigos são pequenas pragas alimentando se
das migalhas das brigas, desentendimentos ou pior ainda
do passado ? E se, ainda pior, essas migalhas são jogadas
por quem nem as deveria deixar cair ?
Uma metáfora que cabe seria a seguinte - Saltar de para quedas.
Você tem um sonho, saltar de para quedas. Sentir a brisa
no rosto, a liberdade do salto, o medo seguido da segurança.
É algo que sonha em fazer - que gosta. Algo que passa dias,
meses e até anos planejando, sonhando acordado. Entra alguém
na sua vida e você decide dividir seu sonho, suas esperanças,
seus medos - tudo. E a pessoa embarca nisso com você, a pessoa
tem o mesmo brilho, o mesmo medo e mesma vontade que você.
Planejam, decidem, discutem, resolvem, acreditam e decidem.
Decidem pular juntos.
Chega o tão esperado dia. Que emoção, tantas coisas se passam
pela sua cabeça, o alívio de ter alguém com você nesse momento.
O medo, a angustia, o prazer, todos os sentimentos juntos que
mal consegue processar todos de uma vez. Aperta firmemente a
mão da pessoa escolhida para pular, e lá estão em queda livre.
Juntos. Sem saber para onde, sem saber porque, apenas sabendo
que tem um ao outro.
Você está entregue, totalmente entregue. O único conhecido lá
é a mão dele, a respiração dele, o coração pulsando que você
tanto se acostumou a escutar durante todos os dias que recostou
a cabeça planejando. Hora de abrir o para quedas. Seus olhos
se encontram, marejados, emocionados e principalmente
esperançosos. Chegam ao chão.
Você se entregou, ele se entregou - juntos. Mal pode conter
a alegria de acreditar que encontrou alguém que mais do que
dividir seus sonhos, participa deles da mesma forma e com a mesma
intensidade que você. Corre para abraça - lo, ele abre os braços
para recebe - la e após aquele abraço apertado que quase tira teu
fôlego você lentamente abre os olhos vê uma corda. Fecha os olhos
novamente pensando ´não pode ser, não pode ser´. Aperta ele mais
forte que quase sente os ossos dele.
Novamente fecha os olhos apertando eles como se para apagar aquela
imagem. Abre subitamente. A corda ainda está lá.
Ele nunca saltou !!! Ele nunca se entregou a queda livre daquele
momento, ele nunca se entregou de corpo e alma da forma que você
o fez.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sentimentos contraditórios e politicamente corretos

Ciume.
O grande vilão da maioria das histórias chamado de CIÚME.
Racionalmente sei muito bem que se uma pessoa quer ir embora
de um relacionamento a pessoa vai ir.
Sei também que não existe nada que possa fazer a pessoa ficar
contra a sua vontade. E até concordo com o grande Osho que
o ciume pode existir também pela relação não estar tão firmada.
Ótimo, meu cérebro compreende tudo isso porém não consigo evitar
de sentir. Hoje em dia é muito mais controlado e de forma totalmente
menos paranoica do que antes.
Hoje é o aniversário dele. Obviamente vem aquela enxurrada de
parabéns - o que acho perfeitamente saudável. Mas aquela menina,
aquela bendita menina qual se fosse um pouco mais madura seria
apenas politica, da mesma forma que eu fui.
Ele é meu ex namorado. Ela é ex namorada dele. Estamos juntos.
Não tenho nada contra ela, afinal eles não estão mais juntos e ele
está comigo novamente. Como chama mesmo isso ? Rebounce ? Ah sim.
Mas fui extremamente política na rede social que dei parabéns, fui
mais intima no email afinal é só da conta dele o que tenho para dizer.
Ela não, ela tem que se abrir que nem uma mala velha. Criançona.
Ele foi extremamente educado, tanto ao responder o meu recado como o
dela, o que é perfeitamente correto (mesmo que no fundo eu queria que
ele fosse mais carinhosamente escraxado no meu - tenho que confessar).
Vamos ver qual vai ser o andar da carruagem no dia de hoje.