Existem momentos na vida que se te que falar, o que insiste em calar.
Hoje sentei na mesa da minha mãe e disse com todas as palavras.
"Você não me incentiva." Começou com isso.
E realmente, estamos em um momento de transição aonde ela quer passar a
impresa para mim. Passar o que exatamente ? O que ela se deu ao trabalho de
me ensinar, de mostrar a importância, de passar o cálice sagrado ?
Ultimamente o único que sinto é que ela me critica e reclama. Pô, realmente
estou acomodada, concordo. Quando entrei tinha muitas idéias, muita vontade
mas tudo era bater de frente, nada era bom, nada era aceito. Ah então tá.
Lendo assim parece que eu sou uma acomodada de merda, mas estou longe de ser.
Vou abrir um parenteses e transcrever outra parte da nossa conversa.
- "Mãe, desde quando ser mais o menos passou a ser suficiente para você ?"
- ...
"Tua casa (nossa) é mais o menos - no sentido de cuidados - tua empresa é mais
o menos, teu carro é mais o menos, caralho TEU CORPO É MAIS O MENOS."
E antes que me acusem de ser uma vigorexica masoquista e hipócrita explico :
minha mãe teve câncer a 6 anos atrás e nunca arrumou os seios. Fez 2 operações
que deram errado. Dá medo de fazer uma terceira ?! Com certeza, mas ficar
mutliada não é opção CARALHO !!
Minha mãe tem grana. Não estou falando dela comprar uma Porsche mas ela tem um
carro velho, porra até meu carro é melhor que o dela, e que tanto eu fiz na
vida ?!
A casa tem detalhes de casa não cuidada. Sempre limpa, claro não é como se minha
mãe fosse uma suja, mas os pequenos detalhes que fazem da casa um lar.
A empresa a mesma coisa, tudo podia ser melhor com pequenas melhoras que fazem
grande diferença. No fim tudo é mais o menos porque minha mãe decidiu ser uma
pessoa mais o menos.
Ela respondeu quando foi que ela decidiu aceitar ser mais o menos.
- "Quando entrei em depressão".
Olhei bem no fundo dos olhos dela e respondi :
- "GET OVER IT"
"Você não vai ser a primeira nem a ultima mulher traída. Doí ?! Com certeza mas
já faz um bom tempo. Quer falar sobre dor ?! Eu fui abandonada pela minha família
biológica, adotada por uma família aonde a minha mãe me abandonou novamente pois
se entregou para depressão por um casamento frustrado. Sabe o que ?! GET OVER IT"
Tá, posso ter sido muito dura mas a real é essa. Não estamos falando de meses,
estamos falando de anos - muitos anos, mas MUITOS mesmo, ao menos 10.
Então hoje falei o que tinha que falar, que estava desgastada, cansada e realmente
me sentindo sem incentivo nenhum. Ela comentou que também estava desgastada, e
respondi que ela então achasse forças para segurar a onda porque isso era ser mãe.
Antes de ser julgada como prepotente - EU SEGUREI A ONDA - durante muitos anos
enquanto ela teve depressão e com 12 anos tive escutar de médicos que ela nunca
mais voltaria ao normal. Eu fui mãe da minha mãe e hoje quero e vou ser filha.
Quero ser incentivada, quero ser nutrida e quero apenas o que é meu de direito -
ser filha. Chega uma hora na vida que temos que confiar que nossos pais estão
prontos para ouvir a verdade. Não houve gritos, berros, os exaltações. Houve sim
de uma vez por todos a sinceridade necessária para se criar algo e poder ter bases sólidas para algo tão importante chamado vida.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Soltar o verbo
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Trair e coçar - É só começar ?
Traição. Algo que todos pensam, poucos falam e ninguém
absolutamente ninguém gosta de pensar.
Vamos ao fato - quem quer traí. Racionalmente é muito
simples, e verdadeiro mas quem não sente levemente o
ciúme ?! Faz parte porém a verdade é que se alguém
decide trair não exista nada que se posso fazer.
Que me desculpem os traidores mas acho trair uma tremenda
de uma babaquice.
Quando entramos na pré escola entramos porque nossos pais
decidiram que era importante para nós, até o final do
colegial ainda somos meio empurrados pela carga dos progenitores
dentro do que acham melhor para nossa vida.
E então chega a faculdade. Na faculdade os professores deixam claro
que quem quiser assistir aula que venha, quem está por pressão dos
pais que dê o nome e saia da sala - ao menos na minha faculdade era
assim, o pelo que escutei dos meus amigos independente da faculdade
o esquema é o mesmo. A pergunta que fica no ar, é a mesma que
responde o começo desse post. Por que ? Porque ao chegar na
faculdade a escolha e responsabilidade é nossa. Não mais dos nossos
pais, não mais - :"Ah que saco, porque mer** estou fazendo isso?".
É uma escolha. Igual a traição. Trair é uma escolha. E a ladainha de
que a carne é fraca, estavamos brigados, ou coisa do momento é uma
desculpa xula e para mentes fracas. Chega um momento na vida aonde
cada um responde por sí, não é mais o papai e nem a mamãe - é cada
um por sí, cuidando das suas responsabilidades.
Trair é fácil. Ter conceitos descentes, manter uma moral de vida e se
manter firme em uma sociedade decadente - isso sim é difícil. A verdade
é a seguinte, eu não traio. E não traio pelo simples fato que ao trair
a primeira pessoa que estou traindo é a mim mesma.
Se eu comecei algo - o que quer que seja - por livre espontânea vontade,
e vou contra isso, significa que não respeito os meus conceitos, as
minhas decisões e as minhas escolhas. E se sou traída, significa que a
pessoa que escolhi não me serve. E não apenas pelo fato de trair, mas
principalmente pelo fato que é alguém que não se respeita. Não se
respeita a tal ponto de não seguir em frente com o que a própria pessoa
decidiu sozinha. Que espécie de pessoa é essa ?!
Resumindo acho que quem trai é babaca, pelo simples fato que antes de
trair o parceiro, está traindo a sí mesmo.
Quer pior do que isso ?
absolutamente ninguém gosta de pensar.
Vamos ao fato - quem quer traí. Racionalmente é muito
simples, e verdadeiro mas quem não sente levemente o
ciúme ?! Faz parte porém a verdade é que se alguém
decide trair não exista nada que se posso fazer.
Que me desculpem os traidores mas acho trair uma tremenda
de uma babaquice.
Quando entramos na pré escola entramos porque nossos pais
decidiram que era importante para nós, até o final do
colegial ainda somos meio empurrados pela carga dos progenitores
dentro do que acham melhor para nossa vida.
E então chega a faculdade. Na faculdade os professores deixam claro
que quem quiser assistir aula que venha, quem está por pressão dos
pais que dê o nome e saia da sala - ao menos na minha faculdade era
assim, o pelo que escutei dos meus amigos independente da faculdade
o esquema é o mesmo. A pergunta que fica no ar, é a mesma que
responde o começo desse post. Por que ? Porque ao chegar na
faculdade a escolha e responsabilidade é nossa. Não mais dos nossos
pais, não mais - :"Ah que saco, porque mer** estou fazendo isso?".
É uma escolha. Igual a traição. Trair é uma escolha. E a ladainha de
que a carne é fraca, estavamos brigados, ou coisa do momento é uma
desculpa xula e para mentes fracas. Chega um momento na vida aonde
cada um responde por sí, não é mais o papai e nem a mamãe - é cada
um por sí, cuidando das suas responsabilidades.
Trair é fácil. Ter conceitos descentes, manter uma moral de vida e se
manter firme em uma sociedade decadente - isso sim é difícil. A verdade
é a seguinte, eu não traio. E não traio pelo simples fato que ao trair
a primeira pessoa que estou traindo é a mim mesma.
Se eu comecei algo - o que quer que seja - por livre espontânea vontade,
e vou contra isso, significa que não respeito os meus conceitos, as
minhas decisões e as minhas escolhas. E se sou traída, significa que a
pessoa que escolhi não me serve. E não apenas pelo fato de trair, mas
principalmente pelo fato que é alguém que não se respeita. Não se
respeita a tal ponto de não seguir em frente com o que a própria pessoa
decidiu sozinha. Que espécie de pessoa é essa ?!
Resumindo acho que quem trai é babaca, pelo simples fato que antes de
trair o parceiro, está traindo a sí mesmo.
Quer pior do que isso ?
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