quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Boo hoo

Eu adoro meu namorado, realmente adoro.
Ele é meu parceiro a três anos, passamos por
inúmeras coisas juntos, contamos segredos um para o outros
cujo seres humanos poderiam passar uma vida inteira ocultando.
Mas fracamente, que chatice que andam meus textos.
Muda o disco, que tédio. Não que deva ou queira deixar o assunto
de lado porém não pecisa ser o epicentro. Por exemplo hoje vou
a uma nova ginecologista. Ele tem a ver também com o assunto mas
não precisa novamente, e novamente, e novamente ser o foco.
Gine - colo - gia (sic).
Fiquei ao menos quinze minutos escolhendo minha
langerie. Preta ? Branca ? Com renda ? Sem renda ? Se for com renda
fica muito sexy.Se for sem renda muito básico. Calçinha com desenho
vai parecer muito infantil ? Afinal é um encontro ou é uma consulta
médica ? Uma consulta médica. Mas vou tirar a roupa e ficar nua -
então seria uma encontro ? Nova médica e me sinto como se estivesse
a caminho de perder a minha virginidade.
Não existe nada mais falso do que a cara de normalidade que nós
mulheres fazemos durantes um exame ginecologico. Enfiarem um
espéculo dentro da sua vágina não lubrificada não é a sensação mais
agradável do mundo. Estar com as pernas apoiadas em dois apoios de
metal iguais aos que apoiamos a mão para tirar sangue dificilmente
é a posição dos sonhos de qualquer mulher. E uma pessoa
desconhecida com luvas e a cabeça no meio das tuas pernas tentando
agir com a naturalidade de uma amiga no shopping porém focada no
assunto da cor, textura e odor, dos seus lábios vaginas me remete
a uma proximidade do que poderia chamar de deprimente. Vou na minha
antiga ginecologista a ao menos 6 anos por bem ou mal já tinhamos
uma "intimidade". Pelo visto ela tem a mesma intimidade com muitas
mulheres pois estava agendanda até janeiro. Deve ser porque ela diz
coisas doces ao inserir aquele desagradavel objeto dentro de você.
Brincadeira a parte o consultorio dela tenta ao máximo remeter a
uma casa acolhedora. Quase nada lembra que se está dentro de uma
clínica esperando para ter a sua florzinha agraciada por uma médica.
Sim, concordo que ela vê isso todo dia, mas não a minha né ?

Chatice

Me pergunto será que estou ficando chata ?
Ou será que sempre fui chata ?
Tem certas coisas que não entendo. E o que não entendo
me causa uma certa irritação.
Se eu mesma me proponho a fazer algo o que poderia me
levar a simplesmente esquecer ou deixar de fazer ?
Ainda mais se essa atitude pode deixar alguém esperando ?
Quer dizer vamos acordar para vida.
Combinar de ligar, e deixar de fazer. Que coisa mais esdrúxula.
De ligar, responder um email - toda e qualquer forma de
comunicação que não seja um monologo. E não estou falando de
alguém que você conheceu no dia anterior ou uma pessoa que esteja
tentando se livrar. A não ser que essa seja uma atitude proposital
para causar irritação alheia o que nesse caso a missão está sendo
cumprida. Aliás, por melhor dizer extremamente bem cumprida.
A verdade é que acha uma baita babaquice fazer coisas que
deixem o outro esperando - seja uma resposta, um retorno
ou apenas que cumpra com a atitude que se propôs.
E tudo isso para que ? Causar um desconforto desnecessário ?
Afinal ninguém gosta de ser deixa esperando, ficar pendente do
outro ou simplesmente ser ignorado. E acaba dando o troco,
não por vingança mas se a importância dada pelo outro chega
a ser nula para que se preocupar ?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Temas polêmicos

Estou com minha energia renovada.
Fiz algo muito positivo com meu namorado.
Encaminhamos a nossa energia negativa em um lugar
propício para ela e direcionado corretamente.
Ficamos algum tempo separados, o que nos uniu mais
tenho em vista que percebemos que jamais encontraríamos
nos outros o que temos um com o outro.
Em contra partida gera todo um ciúme, causa um stress.
A imaginação é algo fértil que povoa os mais obscuros
cantos e forma as mais terríveis cenas. Eu quis saber,
e procurei saber quem foram as pessoas que ele saiu
esse tempo. Não sei se foi algo saudável mas foi algo
que eu precisei. Queria saber se elas tinham alguma
semelhança comigo, se elas poderiam ter algo que eu
não tinha. Confesso agora escrevendo que existiu uma
certa paranóia egoica em tudo isso. De qualquer forma
fui atrás, conversei com ele e como se diria em inglês
I got more that I bargained for ergo acabei sabendo
mais do que realmente queria. Necessário ? Talvez.
Descobri que uma das mulheres que ele saiu
e teve relações sexuais supostamente tinha ficado
grávida. Mexeu no mais profundo dos meus medos, na raiz
das minhas angustias e no âmago do meu ser. O meu homem,
meu futuro marido, a pessoa que escolhi dividir meus
segredos, minhas alegrias, minhas tristezas, minha vida
quase engravidou outra mulher. Outra fêmea. Me levando
a entender porque alguns animais devoram a cria de outra
manda quando se juntam ao parceiro. Obviamente digo isso
irracionalmente pois se ele tivesse sim outro filho o
amor que sinto por ele é maior do que o fato dele ter
tido um fruto de uma relação com outra mulher. Porém
agora acabo de lembrar que uma vez ele fez um comentário
que não poderia dar cabo a um relacionamento que teve
pois a namorada da época já tinha um filho.
Vamos encarar, é difícil mas com amor se resolve.
No fim das contas a mencionada mulher era uma ordinária.
Não só transou sem camisinha com o meu to be marido como
com outros machos em fase fértil também. Quando descobri,
e conversamos sobre isso tive um estalo na minha cabeça
e fiz as contas novamente com ele. Elas não batiam.
Assumindo que ele tenha me dito a verdade sobre os fatos
de terem transado (urgh!) uma única vez. Além dessa
prostitua sem restituição financeira por seus serviços
prestados ter enganado ele, o fez passar pelo trauma de
um aborto. E não digo como alguns consideram aborto com
excesso de hormônios femininos em cápsula (pílula do dia
seguinte) mas um aborto completo, hospital, aspirador
para sugar o feto e etc. Péssimo, sinto compaixão por ele
infelizmente ter passado por isso, porém nessa vida temos
que pagar pelos nossos erros e assumir as consequencias.
Ele fez, ele que aguente, afinal o que nos difere dos
animais irracionais é o fato de podermos medir o que nossos
atos trazem para nossa vida. Cada ação gera uma reação.
Podemos escolher o que fazemos mas jamais podemos escolher
as consequencias que isso traz.
Enfim, meu to be husband ex futuro pai de uma criança de
um ventre possuído por vários machos em busca de prazer,
no fim das contas não é pai é apenas irresponsável.
Eu acho tão maravilhoso poder planejar uma família, trazer
uma cria em um ambiente aonde ela é esperada. Escolher o
nome junto, imaginar se os semblantes da criança que está
a nascer vão puxar mais ao pai ou a mãe. Tão mágico esse
momento de preparação e espera, infelizmente seria algo
totalmente ao acaso de corpos pulsantes em busca de prazer
imediato e de sexo - com o perdão da palavra - sujo.
Um professor uma vez disse, sexo sem amor nada mais é do
que masturbação recíproca. Gerar um fruto se apenas dois
corpos debatendo e convulsionando em busca de um êxtase
momentâneo de luxuria irresponsável seria uma pena.
Afinal a criança nada tem a ver com a irresponsabilidade
de dois adultos que não sabem se preservar. Não só se
preservar como planificar e pensar no quão egoístas estão
sendo. Adotaria a criança para criar com ele, pois
independente da sua atitude no passado é com ele que quero
compartilhar meu futuro. Ainda não sei lidar bem com essa
situação e escrever um pouco para passar o sentimento do
âmago do meu emocional para o racional me faz pontuar
melhor o que realmente sinto, mesmo sendo um tema tão
polêmico quando esse. Em breve saberei se o passado está
presente em meu corpo depois que for na médica. Pois além
do trauma que ele carrega - qual espero que aprenda a lidar
e dele tire apenas a lição de que não se pode fazer nada
sem antes se medir o real impacto - descobrirei se ao meu
corpo pulsante de amor verdadeiro ele passou o que trouxe
de um corpo putrificado de uma fêmea no cio perdida em seu
próprio distúrbio e vida mal fomentada de morais necessários.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entrando no fogo

Mudei meu blog inteiro.
Desde o endereço, até o layout.
Comecei esse blog no intuito de desabafar.
De falar tudo o que acho e o que penso aproveitando a vantagem
digital do anonimato. Em decorrencia de fatos que foram acontecendo
na minha vida quis passar o endereço para o meu namorado.
Mudei de ideia, e como uma pessoa no espaço físico muda de endereço
fiz o mesmo no meu espaço virtual.
Esse espaço é para mim e para os que se interessem em me seguir
pelos meus textos e ideias e não por me conhecerem e por querer saber
o que realmente acho e penso. O que quiser dividir com essas pessoas,
dividirei. O que não quiser, não lhes interessa.
Estou com muita raiva, mas muita raiva. Aliás estava triste com um
monte de pensamentos entalados na garganta e tentei falar ao meu
namorado que as vezes acabo expressando de uma maneira indireta
como me sinto, tendo como réplica a sugestão e ser mais direta
e sincera. Bom ele pediu, mas tenho a mais absoluta certeza que não
gostou do que tinha para falar. Tentei buscar acolhimento sem ter
que 'vomitar' o que realmente estava pensando, ele pediu, eu acatei.
Acho que ele me infectou. Quinta feira passada apareceu algo como
uma picada tanto na frente, quanto atrás. Eu com a minha maravilhosa
imaginação de Alice no pais das maravilhas achei que se resumia a
isso mesmo, uma picada de mosquito. Afinal no dia anterior havia feito
muito calor e eu dormi de roupas intimas e de janela aberta.
Até então meu namorado tinha uma qualidade que eu achava essencial -
a sinceridade. E a bolha de sabão estourou e os fatos mudaram.
Resulta que ele não tem o adjetivo da qualidade como uma das
caracteristicas principais e não foi exatamente sincero sobre seu
passado sexual. Se ele fosse uma mulher, ia ser chamado de puta,
vulgar, fácil e promiscua - para resumiro conto. E a picada de mosquito
passa a ser algo muito mais preocupante. Como a maioria das pessoas
sabe a saúde ginecológica da mulher é ligada também a sua mente.
Quando fica nervosa, ansiosa e etc atrasa ou adianta sua menstruação.
Me pergunto se o mesmo serve para qualquer erupção cutânea
na região. Pois realmente piorou depois de tudo isso vir a tona.
Quinta feira tenho médica e vou ficar sabendo se ganhei um belo
presente antecipado de Natal do meu amado em breve.
Se parece pesado o que escrevi aqui, o que disse para ele então foi
uma bigorna porque fui nua e crua em todos os sentimentos que vem
me causando toda essa história. Mas afinal quem pediu foi ele -
um grande problema dos homens - eles pedem e não conseguem
aguentar da mesma forma que as mulheres perguntam e não querem
realmente saber. Paciência.

A fábula da rosa branca

Em um fabulário ainda por encontrar será um dia lida esta fábula:
A uma bordadora dum país longínquo foi encomendado pela sua rainha
que bordasse, sobre seda ou cetim, entre folhas, uma rosa branca.
A bordadora, como era muito jovem, foi procurar por toda a parte
aquela rosa branca perfeitíssima em cuja semelhança bordasse a sua.
Mas sucedia que umas rosas eram menos belas do que lhe convinha,
e que outras não eram brancas como deviam ser.
Gastou dias sobre dias, chorosas horas, buscando a rosa que imitasse
com seda, e, como nos países longínquos nunca deixa de haver pena
de morte, ela sabia bem que, pelas leis dos contos como este,
não podiam deixar de a matar se ela não bordasse a rosa branca.
Por fim, não tendo melhor remédio, bordou de memória a rosa que lhe
haviam exigido. Depois de a bordar foi compará-la com as rosas
brancas que existem realmente nas roseiras. Sucedeu que todas as
rosas brancas se pareciam exactamente com a rosa que ela bordara,
que cada uma delas era exactamente aquela. Ela levou o trabalho ao
palácio e é de supor que casasse com o príncipe. No fabulário,
onde vem, esta fábula não traz moralidade. Mesmo porque, na idade
de ouro, as fábulas não tinham moralidade nenhuma. (Fernando Pessoa)

Em total e absoluto respeito a Fernando Pessoa dou continuidade ao
que a sua fábula me inspirou afinal não estamos mais na idade de ouro
aonde as fábulas não tinham moralidade estamos na idade da ... (!?)
Ao ler essa fábula senti um sopro da minha energia voltando. Afinal
essa fábula ao meu ver ensina a sonhar. Ela buscou em todos os
lugares a rosa perfeita e apenas a encontrou em sua imaginação.
Na sua memória, nas suas lembranças, no que ela acreditava. Será
então que as respostas que tanto buscamos estejam no lugar aonde
esquecemos de olhar ? Afinal aonde chegamos hoje, eram ontem
o lugar aonde almejávamos estar. As conquistar de hoje nada mais são
que os caminhos selecionados entre tantos que poderíamos seguir.
A trilha que acreditamos e das escolhas que fizemos por trazerem
para nós, o doce suspiro da vida, a delicadeza do sonho e a
jovialidade da esperança. Ela só conseguiu ver a rosa perfeita que
tanto buscava quando a encontrou e resgatou dentro dela, quando
voltou a acreditar que já tinha as respostas independente dos
empecilhos que todo final feliz persiste em trazer. Não só nos
tempos de ouro como em qualquer tempo apenas superando os tormentos que chegamos a boa ventura de uma vida frutífera e feliz.

♫ You know in the end i´ll always be there ... And where there is doubt and when there is danger you know in the end I´ll always be there ♫

Eu sou muito sensível ou as pessoas estão habituadas a serem grossas ?

Eu tenho as minhas manhas, eu sei.
Mas me considero uma pessoa educada e sensível a ponto
de saber quando posso dar um chega para lá em alguém e
quando essa pessoa está em um momento da sua vida aonde
tenho que tatear melhor o que e como falar.
As vezes me pergunto se eu sou sensível demais ou as
pessoas em decorrência da violência, grosseria, palavrões
de baixo calão e programação duvidável dos canais e da
mídia simplesmente se tornaram ásperas e rudimentares.
Eu sei que quando tenho meus 5, as vezes 10 e por ventura
15 minutos sou grosseira porém tenho perfeita ciência disso.
Escutamos cada vez mais pessoas sendo tratadas mal em
novelas, seriados, na televisão e na vida real.
Vemos diariamente a violência, falta de cordialidade,
desuso da educação e bom senso. Estaria isso tornando as
pessoas a levarem isso como um habito comum do dia a dia ?
Estou longe de ser uma puritana, e falsa modesta. Se alguém
livremente me trata mal pagarei na mesma moeda se não pior.
Agora se sei que a pessoa está tendo um dia difícil ou um
momento delicado - e principalmente - se tenho por essa
pessoa uma ternura sei quando relevar e quando retrucar.
Obviamente nem sempre consigo segurar meu ímpeto porém
acredito que tenho um bom controle.
A questão que fica é se eu sou sensível demais ou as pessoas
passaram a ser frutos da deturpada sociedade violenta e
desregulada da qual fazemos parte.


Provalemente eu seja sim, sensível demais para um mundo que se tornou tão entorpecido.







♪ I wish I wasn´t so fragil cause I know I´m not easy to handle ♪

Vamos trabalhar porque hoje não é dia de sonhar

Hoje acordei meio desanimada.
A verdade é que tenho muita energia.
As vezes até acho que demais.
Porém tem momentos que sinto que ela fugiu.
Que se desprendeu do meu corpo para vagar indistintamente.
Não tive dificuldade para levantar, mas estou tendo
dificuldade para sonhar.
E quando digo sonhar não é imaginar unicórnios rosas e
borboletas azuis voando na minha frente. Acredito que
os sonhos, desejos, vontades que nos fazem levantar e
viver. Hoje acredito que vai ser um dia que
vou apenas existir.
Ontem fui a uma pessoa que posso chamar de no mínimo
interessante. Um estudioso da cabalá, numerologia,
vidas passadas, religião, Gestalt entre tantas outras
coisas - Daí tirei a definição de nomear lo de interessante.
Enfim, ao analisar meu nome, minha data de nascimento, local,
minhas linhas das mãos, cruzar os números, ver minha carga
energética disse algumas coisas aonde racionalmente ele não
poderia saber por mais intuitivo que fosse. Se as coisas que
disse no futuro acontecerão, apenas o tempo poderá me dizer,
porém algumas coisas do passado ele definiu e analisou muito
bem. Sobre o ocorrido ontem quero comentar sobre eu ter
alguns dias de desanimo.
Ele constatou que era algo que fazia parte de mim.
Comentou que não era uma doença, não era algo preocupante -
apenas disse que alguns dias de apatia não seria de nada
incomum. Seria então hoje um dia desses ? Talvez.
A pessoa que trabalha ao meu lado durante todo essa ano não
vem as terças pois está fazendo um tratamento vital para a
sua saúde. Conversar sempre foi algo essencial para mim,
hoje sequer tenho com quem fala e deve ser esse também um fator
que agrava o meu sentimento.

Vou trabalhar com mais afinco já que hoje não sinto que seja um dia propício para sonhar.