Estava em um site com textos muitos interessantes quando me deparei com um texto com o seguinte título - : "Que tipo de amor você atrai?", e realmente fiquei pensando em de que forma responderia essa pergunta.
Vou transcrever as partes que me fizeram reflectir.
"Para conseguir responder a essa pergunta, primeiro você terá de descobrir qual é o papel que você desempenha nas relações amorosas. Ou seja, quais são as suas crenças mais profundas em relação ao amor e ao sexo oposto?
Para descobrir, tente se lembrar dos comentários que os seus pais faziam um em relação ao outro e os dois sobre casamento, amor e convivência. Muitas das nossas crenças vêm da infância, quando ouvíamos frases do tipo: homem não presta, é tudo mentiroso!, mulher só serve para encher o saco (...)
Nossos tios, avós, vizinhos e amigos sempre fazem comentários sobre os relacionamentos amorosos e, infelizmente, contam apenas e principalmente o lado negativo, as dificuldades, as mágoas mal-resolvidas, os sapos engolidos.
E assim, crescemos com uma série de crenças a respeito do amor. Sem nos darmos conta, levamos essas crenças para as nossas relações e deixamos que elas sejam as bases de nossas atitudes, de nossos pensamentos e de nossos medos.
E aí, assumimos esses papéis inconscientemente e, como não podia ser diferente, atraímos pessoas que complementem essas bases, essas crenças. (...)
Se você anda insatisfeito no amor há algum tempo, se não consegue encontrar a pessoa certa, se sempre se envolve com pessoas que lhe fazem sofrer, é hora de mudar o seu conceito de amor! Comece a acreditar no fato de que você atrai pessoas com energias semelhantes às suas e perceberá a urgência de mudar! Saiba que é preciso que você crie um espaço interno para a real possibilidade de encontrar um homem honesto, disposto a viver um grande amor e que lhe respeite... Ou uma mulher compreensiva, companheira e sincera... Pois somente depois de criar essa realidade dentro de você é que se tornará viável concretizá-la externamente!
Não é nada fácil mudar as crenças que já criaram raízes em nossas mentes, mas com percepção e vontade, é absolutamente possível."
Então a pergunta a ser respondida seria - "Qual é o papel que você desempenha nas relações amorosas? Quais são as suas crenças mais profundas em relação ao amor e ao sexo oposto?"
E então estou aqui matutando desde então, o meu papel nas relações sempre é o do líder. A parte que toma decisões, que acolhe ao mesmo tempo que cobra.
Uma atitude mais agressiva. Passou pela minha cabeça que tenho uma atitude passiva agressiva - mas vendo a fundo não condiz. Nunca fui a pessoa que consegue disfarçar sentimentos, se estou feliz está estampado e obviamente quando estou com raiva fica totalmente exposto.
Digamos então que sou uma pessoa explosiva, impositiva e as vezes inclusive tenho um comportamento ditador. Agora que reflecti um pouco meu papel no relacionamento vou tentar responder : - Quais são as minhas mais profundas crenças no sexo oposto ?
Acho o sexo oposto fraco, dissimulado, excessivamente racional, confuso, imaturo e incoerente. Nossa, acabei de descrever o meu pai.
Minha maior profunda crença é que o sexo oposto vai me sacanear e fazer sofrer.
Que tenho que atacar para me defender e a partir do momento que eu mostre quem eu realmente sou serei uma pessoa vulnerável e exposta as manipulações e julgamentos do sexo oposto. É um jogo, uma constante demonstração de quem está no poder, de quem é o líder e quem é o liderado. Que ser liderado pelo sexo oposto demonstra fraqueza, demonstra que o outro tem poder sobre mim, que tem as cartas na mão e pode a qualquer momento fazer a jogada que quiser, pode ´sair´ do jogo, pode fazer uma aposta alta ou pode blefar.
A minha profunda crença no sexo oposto é que vai me magoar - mais cedo ou mais tarde. Uma grande frustração de ter que ser o que esperam de mim e não quem eu sou - pois dessa forma tenho o controle constante e absoluto do relacionamento - apenas demonstro as ´cartas´ que quero - podendo dessa forma mostrar minha verdadeira essência – mostrar quem realente sou - quando me convém, quando conquistam a minha confiança ou quando a pessoa merece.
Eu vejo no outro quem EU realmente sou.
- Uma pessoa sacana
- Uma pessoa dissimulada
- Uma pessoa confusa
- Uma pessoa imatura (no campo de inteligência emocional - o que me doí assumir, e agora percebo que é disso que vem a minha necessidade de contar sobre a minha vida amorosa aos amigos e precisar do apoio deles me causando extrema raiva ao não ter compreensão ou apoio dos mesmos e caso acontece de mudar de ideia ou de visão sempre sentir arrependimento de ter me exposto de tal forma)
- Uma pessoa extremamente racional
- Uma pessoa incoerente (me custa assumir e aceitar isso)
- Uma pessoa que sacaneia e faz pessoas sofrerem
- Uma pessoa fraca/frágil (não gosto ao que a palavra fraca me remete dando preferência ao frágil, provavelmente pela minha dificuldade de assumir que na verdade sou uma pessoa fraca)
- Uma pessoa que precisa ter poder sobre o sexo oposto
- Uma pessoa que decide quando quer sair do ´jogo´, o valor da aposta ou o blefe
- Uma pessoa que mais cedo ou mais tarde vai magoar o sexo oposto
A conclusão que cheguei - e foi um grande insight e feedback da minha vida e que
- Eu descrevi a minha pessoa como gostaria que o mundo me visse, e como meu ego me vê
- Eu descrevi o sexo oposto como quem realmente sou e nunca pude assumir.
Espero agora poder chegar a - citando o final do texto - (...)"Não é nada fácil mudar as crenças que já criaram raízes em nossas mentes, mas com percepção e vontade, é absolutamente possível." mudar as minhas crenças que já criaram raízes porque a minha percepção com certeza por mais que me doa aceitar certas caracteristicas minhas que nunca quis ver, é pela aceitação que vem a modificação.
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